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O Reino Unido entrou para a história ao adotar uma das políticas antitabagismo mais rígidas do mundo. O governo britânico decidiu proibir gradualmente a venda de cigarros para as novas gerações, numa tentativa de criar um país “livre do tabaco” nas próximas décadas.
A medida determina que pessoas nascidas a partir de primeiro de janeiro de 2009 não poderão comprar cigarros legalmente, mesmo quando atingirem a maioridade. Na prática, a idade mínima para comprar tabaco aumentará todos os anos, impedindo, assim, que os jovens comecem a fumar.
Impacto na saúde pública
A decisão foi motivada pelo enorme impacto do cigarro sobre a saúde pública. O tabagismo continua sendo uma das principais causas de morte evitável no mundo. No Reino Unido, perto de 80 mil pessoas morrem anualmente por doenças relacionadas ao cigarro, como câncer de pulmão, enfisema, AVC e outros problemas cardíacos.
O sistema público de saúde britânico gasta bilhões tratando enfermidades causadas pelo cigarro. Além disso, o governo considera que a indústria do tabaco lucra à custa da dependência da nicotina. As autoridades britânicas afirmam que a maioria dos fumantes começa ainda na adolescência. Pouquíssimos adultos passam a fumar depois dos 25 anos. Por isso, impedir o acesso precoce ao cigarro é visto como a maneira mais eficaz de reduzir o tabagismo.
Legislação dura
O Reino Unido já possui algumas das leis antitabaco mais duras da Europa. Há anos o país proibiu propaganda de cigarros na televisão e em espaços públicos. Também adotou embalagens padronizadas, sem logotipos chamativos. Os maços exibem fotos impactantes mostrando os danos provocados pelo tabaco.
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Fumar em ambientes fechados também foi proibido – bares, restaurantes e transportes públicos. Essas medidas reduziram significativamente o número de fumantes nas últimas décadas. Mesmo assim, 5,3 milhões de britânicos (o país tem em torno de 70 milhões de habitantes) ainda fumam regularmente. O governo acredita que apenas campanhas educativas não são mais suficientes. Por isso decidiu avançar para uma restrição inédita.
Proposta divide opiniões.
Médicos e especialistas em saúde pública apoiam amplamente a iniciativa. Eles afirmam que a medida salvará milhares de vidas no futuro. Muitos consideram o cigarro um produto extremamente nocivo. Já os críticos acusam o governo de excesso de intervenção na vida privada. Alguns argumentam que adultos deveriam ter liberdade para escolher se querem ou não fumar. Outros temem o crescimento do mercado clandestino de cigarros.
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Apesar das críticas, o Reino Unido aposta que a decisão servirá de exemplo para outros países. Diversas nações acompanham atentamente a experiência britânica. Especialistas afirmam que o século XXI poderá marcar o declínio definitivo do cigarro tradicional A nova lei britânica representa uma mudança cultural profunda. Ela mostra que certos governos passaram a tratar o cigarro não como hábito social, mas como grave problema de saúde pública.
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