Reprodução assistida somente até os 50 anos

Por Maya Santana
A resolução é  do Conselho Federal de Medicina

A resolução é do Conselho Federal de Medicina

A idade máxima para uma mulher se submeter às técnicas de reprodução assistida no Brasil passa a ser de 50 anos. A atualização da resolução CFM 2.013/13, divulgada nesta quarta-feira pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), estabelece pela primeira vez no país uma idade máxima para o procedimento. A revisão também deixa clara a possibilidade de que casais homoafetivos e pessoas solteiras possam optar por passar pelos procedimentos de fertilização. A resolução será publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira.

“A idade máxima foi escolhida com base em princípios biológicos. Uma gravidez depois dos 40 anos já começa a apresentar riscos para a mãe”, diz Adelino Amaral, presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida e membro da Câmara Técnica do CFM. Acima dessa idade, a mulher fica mais predisposta a desenvolver condições como hipertensão, diabetes e aumento de partos prematuros. Para os bebês, os riscos são de nascimento abaixo do peso e parto prematuro.

A resolução deixa clara ainda a possibilidade de que casais homoafetivos e pessoas solteiras possam se submeter à reprodução assistida. A permissão já havia sido estabelecida na primeira revisão, feita pelo CFM em 2010, mas não estava clara. Agora, o texto redigido explicita a permissão do procedimento a esses pacientes — que fica submetida apenas a uma possível objeção médica.

Doação — Em casos de doação compartilhada de gametas (uma mulher em tratamento para engravidar pode doar parte dos seus óvulos para pagar o tratamento), a idade máxima para doação fica estabelecida em 35 anos para a mulher e 50 anos para o homem. Até hoje, não havia uma idade máxima estabelecida para a doação.

Segundo a nova revisão, o número de embriões implantados na mulher deve seguir a idade da doadora, e não mais da receptora. A faixa de implantação para cada idade para a ser de: 2 embriões para mulheres até 35 anos; 3, para mulheres de 36 a 40 anos; e 2 embriões para mulheres acima dos 40 anos. Como em 90% dos casos as mulheres usam os próprios óvulos, a regra de doações segue o limite de implantação de cada mulher. Leia mais em
veja.com.br


CONTEÚDO PUBLICITÁRIO

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário





Utilizamos cookies essenciais de acordo com a nossa Política de Privacidade e ao continuar navegando, você concorda com estas condições. Aceitar Leia mais