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Ricardo Boechat fala da depressão que o impediu de trabalhar

Por Maya Santana

O âncora da Rádio Bandeirantes

O âncora da Rádio Bandeirantes sofreu um “surto depressivo”

Os jornais desta sexta-feira, todos, sem exceção, dão um bom espaço para falar da confissão feita na manhã de ontem, ao vivo, na rádio Bandeirantes, pelo apresentador Ricardo Boechat, 63 anos. Depois de ficar sem trabalhar durante duas semanas, o âncora explicou que sua ausência do jornal da manhã da emissora se deveu a um “surto de depressão”. E relatou: “Minutos antes de começar o programa de rádio da quarta-feira retrasada eu simplesmente sofri um colapso, um apagão aqui no estúdio. Nada na minha cabeça fazia sentido.” A depressão, doença comum depois dos 60 anos, é apontada como a que mais cresce no mundo.

Leia o relato de Ricardo Boechat publicado pelo Uol:

“Acho que devo uma explicação às centenas de pessoas que me escreveram nos últimos dias perguntando o que eu tinha e desejando minha pronta recuperação.

Pois bem, queridos amigos, o que eu tive foi um surto depressivo agudo. Minutos antes de começar o programa de rádio da quarta-feira retrasada eu simplesmente sofri um colapso, um apagão aqui no estúdio. Nada na minha cabeça fazia sentido. Nenhum texto era compreensível. Os pensamentos não fechavam e uma pressão insuportável dava a nítida sensação de que o peito ia explodir. Fiquei completamente desnorteado e achei melhor me refugiar no meu camarim e esperar socorro médico.

Quando finalmente minha doce Veruska me levou ao doutor e eu descrevi o que estava sentindo ele foi categórico em dizer que era depressão. Que o estado de pânico, a balbúrdia mental, a insegurança e tudo mais eram sintomas clássicos do surto depressivo.

Quem cai num quadro desses perde qualquer condição de continuar ativo, de pensar as coisas mais simples. A pessoa morre ficando viva.

E eu fiquei impressionado nestes dias com a quantidade de gente que sofre do mesmo problema. Quando contei a alguns ouvintes que me ligaram o que estava acontecendo, muitos disseram já ter passado por isso, ou conhecer alguém que ainda passa ou já passou.

O Barão me mostrou um vídeo produzido pela ONU indicando que esse fenômeno é global. Uma amiga minha citou números da Organização Mundial da Saúde afirmando que a depressão é a doença que mais cresce no mundo. E o Bruno Venditti me mandou um texto muito bom do pregador Élder Holland sobre o assunto.

Tanto o vídeo da ONU quanto esse texto deixam claro que é importante não esconder a doença, não esconder a depressão. Não tratá-la na clandestinidade. É importante aceitá-la para combatê-la – e todo o silêncio, do próprio doente ou de quem está à sua volta, dificulta a recuperação. Essa necessidade de não fazer segredo, além da sinceridade que faço questão de manter na relação com os ouvintes, é a razão deste depoimento pessoal. Clique aqui para ler mais.

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2 Comentários

Oceanira 28 de agosto de 2015 - 13:32

Cuidado com o diagnóstico. Quadro clinico apresentado pelo ilustre jornalista é compatível com AVC isquemico.

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Flavio Savoia Arroyo 28 de agosto de 2015 - 20:18

Eu também sofro desse mal.Vivo a base de antidepressivos e clonazepam . Os sintomas são parecidos. Porém vem acompanhado de muita tristeza e a sensação de estar sem rumo na vida.

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