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Rubem Braga, nosso maior contista, faria 100 anos

Por Maya Santana

O escritor capixaba no traço de Cândido Portinari

O escritor capixaba no traço de Cândido Portinari

Nas mãos de Rubem Braga, o cotidiano ganhava novos tons. Obra de mestre construída com a sabedoria de homem do mato. De Cachoeiro de Itapemerim (ES), saiu o poeta das coisas cotidianas. O maior cronista brasileiro – na visão de muitos – já foi repórter. Cobriu momentos históricos como a revolução constitucionalista de 32 e a campanha da Força Expedionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial. Um jornalista formado em Direito e avesso às conversas.

Era com as palavras que se sentia à vontade e se revelava. Gostava tanto de escrever que publicou vários livros e milhares de crônicas – pérolas da nossa literatura. As mulheres ocupavam boa parte da obra de Rubem Braga. A elas escreveu: “É flor! É inacreditável como a mulher se parece com a flor. Fixemos uma flor. Sabemos o que é, como nasceu, e que morrerá. Mas nossa botânica não explica a frescura desse milagre; nem muito menos porque nos emociona”.

Rubem Braga foi de poucos amigos, mas amigo como poucos. Correu o mundo como diplomata, mas foi no Rio que escreveu a última crônica – em 1990. Foi apenas e puramente cronista. Um criador de primeira grandeza nas palavras de Raquel de Queiroz: “Ele era nosso mestre da cônica. O sabiá que sabia fisgar do trivial a dimensão humana da vida – com requintada simplicidade e sem exageros”. Fonte: O Globo.

Veja a reportagem sobre Rubem Braga mostrada nesta sexta-feira pela TV Brasil:

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1 Comentários

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kaka 8 de abril de 2013 - 15:02

fui só ouvir falar de rubens braga depois de morto mas do que li reconheci que ele foi um grande homem. eu queria saber com quem que ele se casou? muito obrigado des de ja para quem responder. uma boa tarde para todos.

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