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Caminho de Santiago de Compostela leva a reflexão e autoanálise

Por Maya Santana

São 800 km pelo norte da Espanha até a catedral de Santiago de Compostela

São 800 km pelo norte da Espanha até a catedral de Santiago de Compostela

O jornalista Daniel Agrela escreveu o primeiro guia do Caminho de Santiago publicado no Brasil – O Guia do Viajante do Caminho de Santiago – Uma Vida em 30 Dias, publicação fruto de duas viagens que fez, em 2007 e 2010. No livro, Agrela conta a história e dicas de Elker, um simpático senhor de 65 anos que já percorreu o caminho por cinco vezes. Segundo dados da Catedral de Santiago, só em 2014, o Caminho de Santiago recebeu 240 mil pessoas de cem países, entre eles, muitos idosos.

Mas por que o Caminho de Santiago seduz tantas pessoas? Por uma razão muito simples, segundo quem esteve lá: estamos sempre em busca de respostas para nossa existência – e esta aventura nos coloca em contato direto conosco, sem interferências externas.

Há momentos na nossa vida em que precisamos desligar e buscar respostas a indagações, ou, simplesmente, planejar nossa próxima fase – ou até um novo desafio. O corre-corre do dia a dia, trabalho, estudos, família e até mesmo algum fato inesperado fazem-nos esquecer do real significado do relaxamento. Pode nos obrigar a adiar planos e projetos. Para fugir do habitual e proporcionar a si mesmo uma reflexão e uma autoanálise, uma das opções é aderir ao período sabático.

Daniel Agrela, da primeira vez em que percorreu o Caminho

Daniel Agrela, da primeira vez em que percorreu o Caminho

Na sua conceituação original, sabático vem do hebraico e significa repouso. Na prática, significa você se dar um tempo, se desligar de todas as suas atividades rotineiras e se dedicar a um momento de autoconhecimento e análise.

O jornalista Daniel Agrela não tinha um relacionamento muito próximo com a mãe, problemas de adolescência, até mais comuns do que podemos mensurar. Mas, infelizmente, foi quando a mãe faleceu, em 2005, num trágico acidente é que vieram as necessidades e as suposições. “Quanta falta faz as brigas; e se eu tivesse dito isso ou aquilo” – isso o fez se dar conta que precisava encontrar uma resposta para tudo aquilo, algo que fizesse sentido nisso tudo, uma lembrança da mãe que o desanuviasse daquela dor no peito, por ele não ter falado certas coisas, ou tivesse ficado mais perto dela quando ainda poderia.

Algo que o aliviasse do remorso das brigas, que se tornaram sem sentido depois da morte inesperada. Algo que pudesse ficar na lembrança. A resposta veio como um sopro ao ouvido. Uma inspiração depois de ler alguma coisa sobre o Caminho de Santiago de Compostela e a peregrinação. Clique aqui para ler mais.

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1 Comentários

Cassia Pereira 19 de setembro de 2017 - 20:59

Tenho um sonho que é fazer o Caminho de Santiago, tenho medo de não poder fazê-lo, a idade e o cansaço pesam a cada dia nos meus ombros e o $$ nunca é suficiente

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