Se você come exageradamente, seria bom ler isso

Por Maya Santana
Cuidado com a “alimentação hedonista” – voltada principalmente à satisfação do prazer

Cuidado com a “alimentação hedonista” – voltada principalmente à satisfação do prazer

Esse artigo foi escrito por um médico, Dr. Cristiano Nabuco, que mantém um blog no Uol. E fala, principalmente, do uso da inteligência emocional na hora de comer. “Da próxima vez que você for se alimentar, pergunte-se antes: O que eu estou sentindo agora? Tente com isso fazer contato com suas emoções imediatas e identificar se o que você está prestes a ingerir irá, efetivamente, aquietar sua fome física ou peencher um vazio emocional (fome psicológica)”, aconselha o médico.

Leia o artigo:

Grande parte de nosso tempo, estamos inconscientes a respeito de nosso próprio comportamento, sentimentos e emoções. De acordo com um novo estudo publicado no Journal of Marketing Research – intitulado “Emotional Ability Training and Mindful Eating”-, o processo de escolha de nossa alimentação também não foge a esse princípio, pois, muitas vezes, comemos mais para satisfazer nossas necessidades emocionais, do que propriamente as nutricionais. Muitos estudos, inclusive, já demonstraram que os esforços do marketing são direcionados exatamente para capturar esse tipo de deficiência, isto é, fisgar aqueles que praticam a chamada “alimentação hedonista” – voltada primordialmente à satisfação do prazer.

Vamos nos lembrar de que quando vamos a um restaurante, o fazemos para poder comer o prato predileto ou ainda saborear aquela sobremesa tão esperada. Assim, decorrente dos hábitos psicológicos e culturais, comemos para festejar momentos alegres, como também comemos para aplacar nossos sentimentos de infelicidade, tristeza ou angústia. Portanto, o aspecto emocional claramente permeia nossa conduta alimentar.

O perigo de comer por compulsão

O perigo de comer por compulsão

Dessa forma, tal investigação procurou compreender como os consumidores se portam na hora de exercer suas preferências nutricionais e, ainda, qual seria a influência das emoções pessoais sobre esse processo de escolha.

A pesquisa

Os pesquisadores defenderam a hipótese de que a “inteligência emocional” – definida pela habilidade que uma pessoa exibe em perceber aquilo que está sentindo em um determinado momento -, se treinada, poderia vir a se tornar uma poderosa aliada no processo de manejo de uma alimentação saudável e menos direcionada pelo impulso e pelo prazer circunstancial.

O experimento consistiu em pesar esses indivíduos e dividi-los em dois grupos. O primeiro grupo recebeu um treino que ajudava a reconhecer suas emoções básicas e, portanto, desenvolver mais inteligência emocional, enquanto o segundo grupo (o controle), não recebeu essa capacitação. Após esse procedimento, os participantes foram expostos a uma variedade de produtos e de embalagens de alimentos (snacks, primordialmente). Sabe do resultado?

Aqueles que receberam o treinamento e conseguiram aprimorar o entendimento de suas emoções demonstraram maior propensão à escolha de itens mais saudáveis, o que resultou na diminuição de uma alimentação mais “emocional”, aumentando assim o autocontrole e diminuindo a quantidade de calorias consumidas (a do grupo controle, inclusive, foi bastante maior).

Três meses mais tarde, os participantes de ambos os grupos foram novamente pesados: Aqueles que receberam a capacitação em reconhecer suas emoções tinham, em média, perdido mais peso, se comparados àqueles que não haviam recebido orientação alguma e que, ao contrário, apresentaram ganho de peso. Clique aqui para ler mais.


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