"Será possível viver bem até os 125 anos"

Por Maya Santana

Dr. Hugo Aguilaniu

Dr. Hugo Aguilaniu, geneticista da École Normale Supérieure, na França


Há alguns anos, Hugo Aguilaniu, geneticista da École Normale Supérieure de Lyon, na França, se deu conta de que seu trabalho ia além das pesquisas genéticas sobre o envelhecimento. Que não bastava avançar nos estudos para aumentar a longevidade sem encarar outra importante missão: a cura dos idosos. “Essa é a prioridade e a urgência de hoje”, diz. “A pesquisa não está mais focada em estender a vida. Nosso objetivo, agora, é o de melhorar a qualidade do envelhecimento”, relata o cientista.
Integrante do Programa Cátedras Francesas do Estado de São Paulo, ele passou duas semanas no Brasil para ministrar um curso sobre genética do envelhecimento na pós-graduação da USP – a convite de Alicia Kowaltowski. E, na véspera de sua volta para a França, recebeu a coluna de Sônia Racy, do Estadão.
A discussão é pertinente. O mundo terá um bilhão de idosos dentro de dez anos. O dado, de estudo divulgado pela ONU no ano passado, é um alerta para todas as nações: é preciso correr contra o tempo e adotar medidas que assegurem, desde já, o bem-estar da população – que fica mais velha a cada dia. Segundo a organização, uma em cada nove pessoas no mundo tem 60 anos ou mais, o equivalente a 11,5% da população mundial.
No Brasil, já são 23,5 milhões de idosos (12% da  população) – de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2011. E a cada mostra do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é comprovada a tendência de envelhecimento do País. “A população brasileira está envelhecendo cada vez mais rápido”, diz Aguilaniu. “Os franceses já ganharam seis horas de expectativa de vida por dia. No Brasil, essa velocidade é ainda maior, de nove horas por dia. Isso quer dizer que o bebê que nasce hoje terá uma expectativa de vida nove horas superior ao que nasceu ontem”, explica.
Mas o problema é que, infelizmente, “envelhecer ainda dói”, diz Aguilaniu. Hoje, segundo ele, as pesquisas mostram que os idosos sofrem, em média, 15 anos por causa das chamadas doenças associadas ao envelhecimento. “Queremos acabar com esse longo período ruim pelo qual passamos na velhice.” Leia mais em estadao.com.br


CONTEÚDO PUBLICITÁRIO

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário





0 Comentários

Toninho Reis 19 de abril de 2013 - 14:07

Nascemos para que ?????? Para depois morrer???Entao ja que nascemos vamos viver……………….

Responder

Utilizamos cookies essenciais de acordo com a nossa Política de Privacidade e ao continuar navegando, você concorda com estas condições. Aceitar Leia mais