Sérgio Rodrigues, uma vida dedicada ao design

Por Maya Santana

O famoso arquiteto e designer vem criando móveis há quase 60 anos

Marina Pauliquevis

Perguntado sobre sua idade, o arquiteto e designer Sergio Rodrigues brinca: “Sempre tenho que fazer as contas, nasci em 27”. Então, são 85 anos – completados ontem – e quase 60 deles dedicados ao desenho de móveis que ajudaram a traçar o caminho do mobiliário moderno nacional. Desde a estreia, com o banco Mocho, de 1954, ele mostrou ser incansável na produção de móveis que tanto poderiam estar em casas quanto em palácios do governo ou suntuosas embaixadas, como a do Brasil em Roma.

Ainda nesse começo de carreira criou uma das peças mais icônicas do design nacional, a poltrona Mole – objeto de desejo de muitos e copiada por tantos outros. Feita não para se sentar, mas para se jogar sobre ela, a Mole tem uma robusta base de madeira, antes jacarandá, agora tauari, percintas de couro e um almofadão solto. Mas a primeira Mole não tinha o revestimento de couro que se vê hoje e, sim, de um tecido artesanal.

A Poltrona Mole original de 1957, com a estrutura de jacarandá

Foi com ela que Sergio Rodrigues conquistou espaço no exterior, depois de ganhar um concurso internacional na cidade italiana de Cantù, em 1961. Cinco anos mais tarde, uma loja em Carmel, na Califórnia, vendia exclusivamente sua marca Oca. “A demanda era tão grande que não conseguimos atender”, conta. A loja californiana fechou em 68.

Com o crescente interesse de estrangeiros pelo Brasil, os móveis de Sergio Rodrigues ganharam projeção na Europa e Estados Unidos nos últimos anos. Em 2011, ele ganhou um andar só com peças suas na loja Espasso, em Nova York, especializada em móveis brasileiros. Leia mais em www.estadao.com.br


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