
50emais
É triste ver que precisamos de datas como o Dia da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro, para exaltar e tornar conhecidas figuras como estas sete mulheres que tiveram papel primordial no avanço da ciência e da tecnologia.
Embora tenham feito um trabalho de enorme relevância, quase ninguém sabe quem elas são. Nesta seleção, feita por O Globo, duas delas são brasileiras:
Sônia Guimarães, primeira negra a obter doutorado em Física e também a primeira a lecionar no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).
E Viviane dos Santos Barbosa, engenheira química que desenvolveu um catalisador inovador, capaz de reduzir emissões de gases poluentes. Sua pesquisa contribui para soluções ambientais acessíveis e eficientes, fundamentais para um futuro de menor impacto climático.
Leia o artigo completo com o feito de cada uma delas:
Em meio a séculos de apagamento e falta de reconhecimento, mulheres negras foram responsáveis por invenções e descobertas que mudaram o rumo da ciência e da tecnologia. No Dia da Consciência Negra, revisitamos sete contribuições fundamentais — incluindo duas brasileiras — que mostram como a inovação negra sempre esteve na base do nosso progresso.

1. Marie Van Brittan Brown – Sistema moderno de segurança residencial (1966)
A enfermeira norte-americana Marie Van Brittan Brown criou o primeiro sistema de vigilância doméstica, composto por câmera, monitor, microfone e um botão de emergência que acionava a polícia. Esse invento se tornou a base das tecnologias de monitoramento e segurança usadas hoje em casas, empresas e prédios públicos.

2. Patricia Bath – Cirurgia a laser para catarata (1986)
O Laserphaco Probe, criado pela oftalmologista Patricia Bath, revolucionou o tratamento de catarata ao permitir a remover o cristalino com precisão e segurança, devolvendo a visão a milhões de pessoas no mundo. Ela foi a primeira médica negra a receber uma patente nos EUA na área médica.
Leia também: “O Brasil é negro, mas o envelhecimento é branco”
3. Alice H. Parker – Sistema de aquecimento central a gás (1919)
Muito antes do aquecimento moderno existir, Alice H. Parker desenvolveu um sistema que usava gás natural para distribuir calor pela casa por meio de dutos. A ideia pioneira dela influenciou diretamente os sistemas de aquecimento atuais, usados em regiões frias do planeta.

4. Sarah Boone – Tábua de passar moderna (1892)
Costureira e inventora, Sarah Boone criou uma tábua estreita, com curvas adaptadas ao formato do corpo, ideal para passar mangas e roupas ajustadas. Sua inovação tornou-se a base do design das tábuas de passar usadas até hoje.
5. Gladys West – Matemática por trás do GPS (década de 1970–80)
Gladys West trabalhou com modelos matemáticos de alta precisão que permitiram mapear a forma exata da Terra — informação essencial para o funcionamento do GPS. Sem seu trabalho, navegadores, rotas, apps de entrega, Uber e Google Maps simplesmente não existiriam.
6. Sônia Guimarães – Pioneira em semicondutores e primeira mulher negra PhD em Física no Brasil
Física e pesquisadora, Sônia Guimarães é a primeira mulher negra brasileira a obter doutorado em Física e também a primeira a lecionar no ITA. Sua atuação em materiais semicondutores — base de chips, sensores e componentes eletrônicos — inclui tecnologias patenteadas, entre elas um método para a fabricação de sensores usados em sistemas de alta precisão. Seu trabalho abriu portas para avanços na eletrônica brasileira e para a presença de mulheres negras na ciência de ponta.

Leia também: “Envelhecendo como negro”
7. Viviane dos Santos Barbosa – Catalisador inovador para reduzir a poluição
Engenheira química e bioquímica baiana, Viviane desenvolveu um catalisador inovador, feito de paládio e platina, capaz de reduzir emissões de gases poluentes em temperatura ambiente — um avanço significativo na busca por tecnologias sustentáveis. O projeto rendeu reconhecimento nacional e internacional e a colocou entre as cientistas negras brasileiras de maior destaque. Sua pesquisa contribui para soluções ambientais acessíveis e eficientes, fundamentais para um futuro de menor impacto climático.
Leia também: Zezé Motta chega aos 80 em grande estilo





