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Setenta anos, por que não?

Por Maya Santana

A passagem do tempo é um dos temas prediletos da escritora gaúcha

A passagem do tempo é um dos temas prediletos da escritora gaúcha

Lya Luft

“Hoje em dia, fazer 70 anos é uma banalidade. Vou reunir filhos e pouquíssimos amigos e fazer aquela festona nos 80”

Acho essa coisa da idade fascinante: tem a ver com o modo como lidamos com a vida. Se a gente a considera uma ladeira que desce a partir da primeira ruga, ou do começo de barriguinha, então viver é de certa forma uma desgraceira que acaba na morte. Desse ponto de vista, a vida passa a ser uma doença crônica de prognóstico sombrio. Nessa festa sem graça, quem fica animado? Quem não se amargura?

O tempo me intriga, como tantas coisas, desde quando eu tinha uns 5 anos. Quando esta coluna for publicada, mais ou menos por aqueles dias, estarei fazendo 70. Primeiro, há meses, pensei numa grande festa, eu que sou avessa a badalações e gosto de grupos bem pequenos. Mas pensei, bem, 70 vale a pena! Aos poucos fui percebendo que hoje em dia fazer 70 anos é uma banalidade. Vou reunir filhos e pouquíssimos amigos e fazer aquela festona nos 80. Ou 90.

Pois se minhas avós eram damas idosas aos 50, sempre de livro na mão lendo na poltrona junto à janela, com vestidos discretíssimos, pretos de florzinha branca (ou, em horas mais festivas, minúsculas flores ou bolinhas coloridas), hoje aos 70 estamos fazendo projetos, viajando (pode ser simplesmente à cidade vizinha para visitar uma amiga), indo ao teatro e ao cinema, indo a restaurante (pode ser o de quilo, ali na esquina), eventualmente namorando ou casando de novo. Ou dando risada à toa com os netos, e fazendo uma excursão com os filhos. Tudo isso sem esquecer a universidade, ou aprender a ler, ou visitar pela primeira vez uma galeria de arte, ou comer sorvete na calçada batendo papo com alguma nova amiga.

Outro dia minha neta de quase 10 anos me disse: “Você é a pessoa mais divertida que conheço, é a única avó do mundo que sai para comprar mamão e volta com um buldogue”. Era verdade. Se sou tão divertida não sei, mas gosto que me vejam não como a chata que se queixa, reclama e cobra, mas como aquela que de verdade vai comprar a fruta de que o marido mais gosta, anda com vontade de ter de novo um cachorro e entra na loja quase ao lado do mercado. Por um acaso singular, pois não são cachorros muito comuns, ali há um filhotinho de buldogue inglês que voltou comigo para casa em lugar da fruta. Foi batizada de Emily e virou mais uma alegria.

E por que não? Por que a passagem do tempo deveria nos tornar mais rígidas, mais chatas, mais queixosas, mais intolerantes, espantalhos dos afetos e da alegria? “Why be normal?”, dizia o adesivo que amigos meus mandaram fazer há muitos anos para colocarmos em nossos carros só pela diversão, pois no fundo não queria dizer nada além disso: em nossas vidas atribuladas, cheias de compromissos, trabalho, pouco dinheiro, cada um com seus ônus e bônus, a gente podia cometer essa transgressão tão inocente e engraçada, de ter aquele adesivo no carro.

Não precisamos ser tão incrivelmente sérios, cobrar tanto de nós, dos outros e da vida, críticos o tempo todo, vendo só o lado mais feio do mundo. Das pessoas. Da própria família. Dos amigos. Se formos os eternos acusadores, acabaremos com um gosto amargo na boca: o amargor de nossas próprias palavras e sentimentos. Se não soubermos rir, se tivermos desaprendido como dar uma boa risada, ficaremos com a cara hirta das máscaras das cirurgias exageradas, dos remendos e intervenções para manter ou recuperar a “beleza”. A alma tem suas dores, e para se curar necessita de projetos e afetos. Precisa acreditar em alguma coisa.

O projeto pode ser comprar um vaso de flor e botar na janela ou na mesa, para contemplarmos beleza. Pode ser o telefonema para o velho amigo enfermo. Pode ser a reconciliação com o filho que nos magoou, ou com o pai que relegamos, quando não nos podia mais sustentar. O afeto pode incluir uma pequena buldogue chamada Emily, para alegrar ainda mais a casa, as pessoas, sobretudo as crianças, que estão sempre por aqui, o maior presente de uma vida de apenas 70 anos.

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74 Comentários

Corintha Medeiros 19 de agosto de 2019 - 18:04

Dia 17 de agosto completei 72 anos.
Há dois anos atrás, quando fiz 70 anos, presentei-me com um book fotográfico. Ficou maravilhoso!
Fiz com uma fotógrafa profissional, que por acaso é minha prima, e divertimo-nos muito!!!
O resultado foi fabuloso!!
È mito bom sentir-se plena, bonita, ativa, interessante, inteligente e bem humorada aos 70 anos!!
Abraços

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Neuza Maria Braccini 25 de maio de 2018 - 01:26

Estes dois fragmentos de parágrafos me encantaram, porque justificam os “meus projetos” : ” ….A alma tem suas dores, e para se curar necessita de projetos e afetos. Precisa acreditar em alguma coisa.
O projeto pode ser comprar um vaso de flor e botar na janela ou na mesa, para contemplarmos beleza. Pode ser o telefonema para o velho amigo enfermo. Pode ser a reconciliação com o filho que nos magoou, ou com o pai que relegamos, quando não nos podia mais sustentar…..”

Tenho, seguidamente desses projetos, ora uma cristaleira em madeira de demolição, ora um portão num estilo que me agrade olhar, onde contemplarei beleza, etc. e meu filho, o José Paulo, não consegue entender essas “necessidades” tão desnecessárias….

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J R D O Pike 19 de agosto de 2019 - 19:35

Tenho 72 anos e adorei todos os minutos q vivi até aqui. Gosto de mim, da família, dos amigos e até dos inimigos, aliás tenho um monte deles, devido meu sincericidio. Mas, o mas é q é complicado. Não quero viver alem dos 80 anos. Tenho as minhas razões que não vou aqui elencar. Apenas uma delas, a velhice me assusta e eu penso q ficamos velhos de fato após os 80. Lia, vc é uma pessoa que acrescenta e eu renovo meu ânimo, sempre q leio algo escrito por vc.

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Lucilia abich 12 de fevereiro de 2018 - 10:24

É significante participar E ler relatos de pessoas mais vividas ,

Responder
Rosana Alves 2 de fevereiro de 2018 - 15:44

Adorei a matéria!!

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Maria Alice Pedrosa 20 de janeiro de 2018 - 22:56

Adoro. A maneira tão gostosa desta grande mulher, ela é um exemplo….!!!

Responder
Vera Lucia Rivas Alves 20 de janeiro de 2018 - 15:14

Adoro Lya Luft!!!! Concordo com ela.Vo fazer 71a,ha 5a tive um avc que me deixou com alguma sequela mais ainda tenho muitos planos.Encontrar um gde amor e viver com ele em outro pais.Portugal é meu sonho e vou concretiza_lo , com certeza!!!! Gde abraço pra vc.

Responder
Penelope Werner 20 de janeiro de 2018 - 14:58

Lya Luft è mesmo genial. Adoro tudo o que ela esvreve!!!

Responder
Carmen Ventura Merlo 15 de janeiro de 2018 - 20:36

Muito bom, me identifiquei, já estou nos 7.3 e estou muito feliz acho que esse é o melhor período da minha vida, sem hora pra nada dona da minha vida,moro sozinha, tenho 2netos que amo de paixão.

Responder
celia costa 20 de novembro de 2017 - 17:12

adoro vc e suas crônicas,mas qto a festa de 70 anos acho q vc deveria pelo menos uma festa pros mais íntimos…qdo fiz 60 anos ,falei que so comemoraria os redondos e aqui já fiz 70 com um belo almoço para família e os mais amigos,foi muito bom,saber que se e querida faz um bem danado…e se não chegarmos aos 80 ….vamos comemorar sempre, agradecendo ter chegado ate aqui…..

Responder
Maria Helena GSouza 17 de novembro de 2017 - 10:36

Sou sua fã. Aprendi a enfrentar minhas perdas lndo o seu livro: Perdas e Ganhos. Foi muito bom. E meu livro de cabeceira.

Responder
Myrian Cohene 15 de novembro de 2017 - 19:11

Muy bueno!! Muchas bendiciones Lya!!

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Os Meus 70 e os 42 do Meu Pai | E tudo acabou em Sfiha 8 de novembro de 2017 - 18:05

[…] p.s.: leia aqui o artigo da Lya Luft […]

Responder
Lieze Muniz Rodrigues 7 de novembro de 2017 - 23:46

Tenho 79 em março de 2018 faço oitenta, sou sozinha, não tenho filhos, só 2 imãos que vivem sua vida no Rio de Janeiro, eu em São Paulo, por comodismo. Tenho poucas amigas, porque não gosto de muita gente faendo perguntas. Vou no cabelereiro todas as quintas, uso mechas, pinto as unhas de vermelho. Me visto discretamente, mas sempre em dia. Parabéns Lya, ha muito tempo não leio nada seu. Adorei, e as amigas que aqui escreveram parabéns

Responder
Gizelia Matos 15 de novembro de 2017 - 07:51
Responder
stella pompeu 6 de novembro de 2017 - 09:07

Adoro você Lua.
Tenho 81 anos e contínuo amando viver.
Inventando coisas para presentear.
Amo comemorar meu aniversario e amo receber aquele abraço de parabéns.

Responder
Zilma Martins Almeida de Medeiros 4 de novembro de 2017 - 14:33

Bem lembrado!
Chego aos 59 e penso em cada vez mais desfrutar de cada momento e de pessoas que me faz bem e feliz. Abraçar e beijar filhos adultos e contemplar a beleza do meu neto na sua pre adolescência . Isso é felicidade

Responder
Iara Machado 4 de novembro de 2017 - 11:36

Esqueci de comentar , faço atividades físicas, não suporto cadeira de balanço, adoro sair da minha casa e andar olhando as lojas, visitando Shopping, curto meu celular com meus grupos de amigas .Não fico parada.Leio aquilo que me dá vontade , curto meu netinho.Sou avó corujissima ..Um grande abraço a todos e um beijão. Vamos nos amar a cada dia mais.

Responder
J R D O Pike 19 de agosto de 2019 - 19:25

Tenho 72 anos e adorei todos os minutos q vivi até aqui. Gosto de mim, da família, dos amigos e até dos inimigos, aliás tenho um monte deles, devido meu sincericidio. Mas, o mas é q é complicado. Não quero viver alem dos 80 anos. Tenho as minhas razões que não vou aqui elencar. Apenas uma delas, a velhice me assusta e eu penso q ficamos velhos de fato após os 80. Lia, vc é uma pessoa que acrescenta e eu renovo meu ânimo, sempre q leio algo escrito por vc.

Responder
Iara Machado 4 de novembro de 2017 - 11:27

Maravilhoso. Acho que nossa vida começa quando passamos a nossa livrar dos preconceitos que tínhamos quando eram os mais novos e nós foram passados.Não culpo meus pais , na época deles era assim é tentaram educar seus filhos achando que estavam fazendo a parte deles.Hoje já possuo 70 anos e com a graça de Deus com uma cabeça bem aberta.Adoro participar de festas, rir quando me dá vontade e essa liberdade que adquiri depois dos sessenta anos me faz muito feliz.Há quem diga que estou melhor hoje aos setenta do que aos quarenta, quando era seria, medrosa.Embora desde pequena tenha sido uma líder e muito feliz , trazendo alegrias para quem contivesse comigo.Sempre trabalhei e amava o que fazia uma profissão muito sacrificada: professora. Criei meus filhos com muito amor e sempre fui pai e mãe, pois meu marido sempre foi muito rígido. Quando consegui redescobrir aquela menina da juventude, eis me aqui feliz e me amando muito.Infelizmente não foi possível festejar meus 70 anos.Mas vou aguardar os 80 e noventa para reunir familiares e amigos .Deus há de me dar saúde e realizarei os meus sonhos.Sonhar não importa a idade.Vamos viver e festejar tudo que papai do céu nos proporciona.Parabéns para você e vamos ser as gatas dos setenta ou mais anos.Viva a vida.

Responder
Gizelia Matos 15 de novembro de 2017 - 07:49
Responder
Malu Pedarcini 11 de agosto de 2017 - 13:06

É bem isso. Tenho 61, caminhando para os 70 e me sinto uma menina. Quero ser uma velhinha bem sapeca, dessas que adoram a vida e tudo que a cerca.

Responder
Lia Margarida da Dilva 7 de agosto de 2017 - 17:57

Lya Luft é simplesmente maravilhosa !

Responder
Plauta 6 de agosto de 2017 - 00:54

Fiz 77 a ninhos ,faço festa todos os anos e tem espero fazer uma grande festa nos 80 anos.

Responder
Yara Becke 4 de agosto de 2017 - 19:26

Faz muito tempo que não vejo nada disso ! Todo mundo pára de fazer contas da idade depois dos cinquenta … é apenas mais um aniversário que eu festejo com bolo, casa decorada, flores e tudo que lembre dia de festa de aniversário ! Meus netos e principalmente minhas netas de 13 e 15 anos conversam comigo como se fôssemos da mesma idade ! Há uma abertura nas conversas e dividimos tudo , pois idade não voga quase nada ! e o lado bom são as regalias da melhor idade … paga-se menos no cinema , ganha-se gentilezas nas filas de Banco … enfim, só vejo vantagens ! … Em um onibus aqui em Londres , sentei em bancos destinados a idosos e outros ( …) e alguêm me fez um sinal apontando a figurinha que representava um idoso … tive que mostrar meu cartão de ” idosa ” … sabe que a pessoa não quis acreditar ???? …. sorri e pensei ” melhor pra mim” !!!

Responder
Regina Sales 3 de agosto de 2017 - 19:43

Delícia de texto!! Tudo sobre o tempo, tbm me chama muito à atenção…adoro o que vc escreve!

Responder
Sandra 23 de julho de 2017 - 21:37

Também saí para comprar frango para o almoço e voltei com um Pinscher, coleirinha e o frango é claro.
Espero termos mais coisas em comum .

Responder
Madá Van Haastert 21 de julho de 2017 - 21:58

Acabei de fazer 73, trabalho ( dou aulas de idiomas), não tenho achaques, não vivo me queixando, aliás me desculpe mas não gosto de conversar com velhos que só falam se doenças, médicos, exames etc. Toda semana saio com meus netos de 18 e 14 anos e me sinto muito privilegiada por eles ainda quererem sair comigo! Esta semana uma aluna nos seus trinta e poucos me disse: “Madá, vc é um exemplo, eu não sou tão ligada em tecnologia quanto você!” Sou curiosa, estou sempre procurando aprender algo novo.

Responder
Marcelo 22 de maio de 2017 - 17:43

Mto show! Nenhuma das mulheres que publicaram comentários, não gostaria de fazer amizade com um homem mais novo? Do RJ apenas! 964917098. Bjs

Responder
Lucila Mangal Assumpção 19 de maio de 2017 - 07:52

Sou da sua “turma”; tenho,75 anos, moro e administro uma fazenda há 44 anos,faço dança circular duas vezes por semana e ainda faço arte nas horas calmas; gosto de ler, de escrever e de registrar a vida é o trabalho com fotos.

Responder
Gizelia Matos 15 de novembro de 2017 - 07:48

Que maravilha!

Responder
Célia Dalva de Paula 7 de maio de 2017 - 13:18

Lia gostei mto de seu texto e gosto tbm de seus livros.Mais deixa -me contar.: Ganhei um nenê c/ 72 (neto q virou filho, perdeu a mãe) agora c/ quase 76, minha rotina e ajudá-lo a fazer lição, levá-lo ao parque, na praça p/ ver a banda tocar, tomar sorvete,etc, viajava mto agora só nas férias escolares.Viu? Comecei tdo de novo! Deus mandou…… agora, acho q tenho q continuar por aqui mais um pouco e feliz da vida….

Responder
JOSELINA SILVA 14 de janeiro de 2018 - 20:15

Que presente divino. Deus te conceda saúde e muitos anos de vida para ve-lo crescer.
Bjs

Responder
Ilza Ocampos de Souza macedo 5 de maio de 2017 - 00:22

Acabei de fazer sessenta…cheia de energia como se tivesse 40, 50…e muito mais animada depois de ler este texto!

Responder
Elisabete 22 de julho de 2017 - 10:21

Onde acho essa energia. O que faço com meu tempo, a nao ser trico croche artesanato?!?!?!?

Responder
Leila Barbosa 23 de abril de 2017 - 14:04

Gosto dos seus livros,tenho vários, um deles , finalmente autografado. Só continuo não concordando com seu gosto musical .Prefiro mil vezes a Celine Dion do que a Maria Betânia ou a Gal Costa, rsrs Mas isto é apenas uma questão de gosto. Os textos são ótimos.

Responder
Wall Venker 21 de abril de 2017 - 21:14

Desculpem o pleonasmo mas isso é Sabedoria de quem sabe viver!!

Responder
lidia maciel mecena 28 de março de 2017 - 13:19

Há muito tempo sou leitora da Lya Luft e a cada leitura me maravilho com o que ela escreve,
Parece que estamos as duas, na minha sala, bebericando um café e papeando. Gratificante.
Idade é só naquele documento, registro civil, atestando quando chegamos a este louco planeta azul.
O resto é com a gente mesmo ! Estou com 80 anos e planejando uma viajem para a Europa, a minha
primeira vez !!!!! Pode ?…. Pode, sim. Um beijo, Lya, com todo respeito.

Responder
Gizelia Matos 15 de novembro de 2017 - 07:47
Responder
Joyce Morais Pianchão 15 de janeiro de 2016 - 09:53

Sou autora do blog joyceescreve.blogspot.com.br e lá pratico a minha imensa vontade de ler e escrever. Já fiz postagem sobre o livro que li de Lya Luft “Perdas e ganhos”, a qual intitulei “Viver bem é um exercício diário”, em 21/11/2015. Este é o meu primeiro ano de aposentadoria na educação, estou com sessenta anos e Lya muito me ajudou neste início de uma nova e importante fase. Quando então vejo-a bem com setenta anos e pensando fazer uma festona quando completar oitenta, me deixa ainda mais confortável e segura quanto a postagem que fiz ontem “Viver o melhor de cada fase que nos é oferecida”.
Que Lya tenha muitas oportunidades para celebrar a vida. Eu fico daqui pegando carona nesta disposição contagiante de viver.

Responder
Elisabete 22 de julho de 2017 - 10:19

Queria saber oque a gente faz quando tem 62???? To meio perdida

Responder
Joyce Morais Pianchão 3 de outubro de 2015 - 21:49

Completei sessenta anos no final de setembro e estou conhecendo Lya agora, lendo Perdas & Ganhos. Confesso que fiquei meio temerosa ao acordar com sessenta, apesar de procurar sempre me manter bem com a vida. Para completar estou me preparando para aposentar ano que vem (trinta e seis anos na educação), o que também não é fácil. Diante destas mudanças que ocorrem comigo, vejo Lya feliz da vida completando setenta, dez anos a mais do que eu. Então me sinto mais animada e até meio envergonhada, mesmo que o medo seja apenas transição para a nova fase. Vou continuar a acompanhar Lya e me preparar para chegar aos setenta assim também, feliz! Parabéns, Lya!

Responder
Gizelia Matos 15 de novembro de 2017 - 07:46

Bacana!

Responder
Maria José do Carmo Mármori 3 de outubro de 2015 - 21:01

Sou sua fã ! Tenho 66 ano e me sinto feliz,mesmo sem esposo e filhos longe de mim. A vida pra mim é bela e acho que tenho de vivê-la da melhor forma possível ….Meu sonho era ter uma festa nos Meus 70 mas é complicado de mais…. Vou continuar sonhando!!!

Responder
Sandríly Albanez 28 de julho de 2015 - 14:47

Não existe ser humano que eu admire mais que Lya, leio, curto e compartilho tudo que ela escreve. As vezes quando estou lendo Lya, tenho a sensação de que estamos batendo um papo na varanda. .. Amo!

Responder
Marilicia I. F. S. Lopez 28 de julho de 2015 - 08:22

Tenho 73 e penso como você. Adoro meus filhos e netos. Meu marido, somos casados a 52 anos. Viajo muito. Vou ao cinema com amigas toda semana. Leio suas crônicas sempre. Continue me servindo de exemplo. Bjs.

Responder
Cândida Regina Braga Mendes 27 de julho de 2015 - 01:31

Amo tudo q. a Lya escreve… Parece q. ela enxerga a alma das pessoas… Eu mergulho no q. ela escreve e me faz um bem danado!

Responder
josiane silva 26 de julho de 2015 - 17:50

simplesmente maravilhosa as palavras dessa grande mulher.

Responder
Vera Nice Lourenço Armstrong 17 de abril de 2015 - 01:56

Querida, realmente você tem razão. Fazer 70 anos é uma banalidade. Estou fazendo hoje, cheia de vida, trabalhando intensamente no meu Ateliê de Artes para participar de duas Feiras, fazendo ginástica , andando de bicicleta… Planejei uma festa, com as amigas vestindo alguma roupa que tivessem guardado. Sempre existe, não é? Pensei em chamar algum artista que tivesse curtido. Enfim, pensei em tudo, fiz lista de 100 pessoas especiais. De repente, nem sei porque, joguei tudo para o alto. Resolvi não fazer nada, apenas curtir meus filhos, norinhas, netas, netos e marido. Estou transbordando de felicidade, acordada lhe escrevendo. Essa sua mensagem , recebi de uma amada amiga de longa data, já há alguns dias e só deixei para ler exatamente hoje. Perfeita!!! Adorei! Bjs. Paz e Bem.

Responder
Maria Aparecida Bassi 5 de abril de 2015 - 01:45

Belíssimo texto!
Coração não tem idade, não há hora certa pra sonhar.
Pra que ficar procurando confusão, se a vida é tão linda e nos oferece múltiplas oportunidades para sermos felizes.
É gostoso viver com leveza e gratidão!

Responder
maria eugenia 30 de março de 2015 - 18:26

Conheci algumas obras de Lya Luft quando estava trabalhando em uma ONG para crianças abandonadas e me apaixone pela reação que as crianças tinham quando líamos as estórias. Elas ficavam tão encantadas que nós, as educadoras sociais, percebíamos que diante daquele encantamento infanto juvenil, com tantos problemas, nós eramos privilégiados de estarmos ali proporcionando momentos tão mágicos! Não tive o prazer de conhece-la pessoalmente, mas quem conheceu diz que este texto retrata a pessoa maravilhosa que é. Amei! Concordo em gênero, número e grau! Parabéns! Continue encantando crianças, jovens, adultos, enfim Seres Humanos!

Responder
Sergio Athayde 29 de março de 2015 - 22:22

Sinto-me feliz, não só pela leitura desse brilhante texto, marca registrada dessa grande escritora e jornalista, mas, também, pela a alegria e a gratidão de, na minha caminhada, contar com a amizade e a companhia de duas amigas que retratam, com precisão, os personagens desta bela narrativa: Maria Aparecida Bassi, de São José dos Campos, e Nancy Moron Guarnieri, de Sorocaba, ambas do Estado de São Paulo.

Responder
Maria Elisabeth Bernardi Mariani 29 de março de 2015 - 18:48

Adoro suas crônicas, seus comentários, adoro Lya Luft, sou fã de carteirinha!

Responder
Vicencia Banks Florencio 29 de março de 2015 - 14:46

Amo ler os artigos desta mulher que escreve muito bem e é corajosa.Parabens

Responder
maria Soledade 29 de março de 2015 - 12:13

Adorei mt bom mesmo , tenho 67 anos e levo uma vida de jovem …pois é como me sinto estou viuva a 8 anos me dediquei 39 anos ao marido e filhas perdi minha mãe e meu marido no mesmo dia depois de 8 meses minha filha queria que eu voltasse para Sp (moro em Londrina pr) me recusei pois sabia que iria se governanta na casa dela …..me cortou da vida dela….bem…. fazer o que ….só me restava lamentar ou ser feliz optei por ser feliz…hj danço convivo com gente alegre, viajo bastante e quem esta perdendo com isso é ela esta deixando de conviver com uma mãe tão legal. Parabéns pela matéria

Responder
Lea 6 de maio de 2017 - 23:37

Parabéns Soledade pela sinceridade: quem perde são os filhos que
deixam de conviver com mães legais. Amei.

Responder
Elisabete 22 de julho de 2017 - 10:15

Puxa, me identifiquei com a parte da filha da governanta… Estou triste

Responder
Marilia de medeiros 5 de novembro de 2017 - 06:27

Tenho 61 anos, depois de 43 anos seguidos de trabalho, me aposentei. Tive que ir para psicóloga para desacelerar kkkkkkkkk hoje leio, faço trabalho voluntário, faço croche e vivo a plenitude com meu marido
.meus filhotes estão criados. Vivo.

Responder
Gizelia Matos 15 de novembro de 2017 - 07:42

Gratidão!

Responder
Silvia 29 de março de 2015 - 10:59

Ler você Lya e revisitar nossa alma. Obrigada,

Responder
anna correa 29 de março de 2015 - 09:24

Tenho o privilegio de ler Lya Luft ha muito tempo…Temos em comum muita coisa ,inclusive os 70 anos…
Gostaria de receber o que este blog publica….
Bom dia!

Responder
Virgínia R.Ferreira 29 de março de 2015 - 08:47

Adorei saber que é bom sempre ter um projeto, mesmo sendo pequeno.
v
Vou fazer sessenta no próximo mês. Tem momentos que sinto ser tão delicado.

Responder
Ana Rosa 29 de março de 2015 - 00:15

Nem preciso dizer o quanto sou sua fã, não é à toa q estou aqui digitando a essa hora. Adoro tudo q leio seu e muitas vezes digo aos meus filhos q vc lê os meus pensamentos e escreve por mim. Quanta petulância! Estou bem longe de conseguir expressar tão bem o q sinto. Estou com 58 anos, filhos crescidos , maravilhosos e tomando o rumo das suas vidas, NÃO ENTRA NA MINHA CABEÇA. Ela está um verdadeiro turbilhão, criei-os tão perto de mim, rondei-os tanto, vivendo nos bastidores para que eles crescessem e vencessem, e hj me sinto obsoleta. E quando falam que criamos filhos para o mundo? Viro uma fera, a minha resposta é: não sou chocadeira, a função da mulher foi vir ao mundo apenas para povoar e se recolher ? Não sirvo mais para nada? Estou errada em querer atenção, carinho e hj com essa idade as minhas vontades serem percebidas e respeitadas? Não quero esperar envelhecer, sentar-me em uma cadeira, com o meu robe mais novo, e esperar que um filho sinta pena e venha me ver. Eu quero vida, alegria, fazer viagens com eles enquanto tenho disposição para novas descobertas e aprendizagens. Tomar um chopp, jogar conversa fora, dar boas gargalhadas e amá-los infinitamente mais. Eu quero a alegria da vida, o som da gargalhada mais gostosa e o aconchego de abraços apertados, aos 50, 60,70,80,90 e q venham muitas mais.

Responder
Leda Gliwic 16 de maio de 2017 - 06:44

Parabéns, tudo é vida que segue …

Responder
Gizelia Matos 15 de novembro de 2017 - 07:58
Responder
Marai Beatriz 28 de março de 2015 - 18:46

Amei tudo que escreveu! 29 de setembro – 70 anos, sem marido, filhos, mas com três afilhados que amo!! Abraços e beijos dos três é felicidade total!!

Responder
Lourdes Boscoli 28 de março de 2015 - 13:11

Gostei muito do seu texto. Li com prazer e me diverti com a sua colocacao a respeito dos 70 anos banais. Eu ja estou la e concordo com vc. Vamos aproveitar nossa Vida e, porque nao, amalucar, vivendo como nos aprouver? Um abraco e feliz 70, 80…

Responder
jandira 28 de março de 2015 - 11:12

Lya , estou na fase em que acho que deixarei de ser protagonista, para ser coadjuvante, estou querendo me aposentar, aos quase 67anos. me parece difícil deixar o palco e trabalhar nos bastidores. Preciso me acostumar com isso, colocar novas coisas no lugar, inventar outros objetivos, desapegar da rotina de muitos anos trabalhando em educação. Sua matéria por tudo isso foi muito oportuna, obrigado.

Responder
Juliana 16 de agosto de 2019 - 14:11

Renovando a Alma a cada texto, Obrigada. Chegando aos 63 … Filhos Criados e seguindo suas canções. Reinventando minhas músicas e esperanças sem estar escorada em outro ser para me carregar ou me fazer feliz

Responder
Magda Regina do Carmo 28 de março de 2015 - 10:27

Adoro tudo escrito pela Lya Luft e esse é mais um texto gostoso de ser lido!!!

Responder
lisa santana 9 de fevereiro de 2015 - 12:33

Nenez, toque aqui…rsrsrs…

Responder
nenezrick 7 de fevereiro de 2015 - 20:14

Adoro tudo que ela escreve! E concordo com tudo dito no texto!

Responder
Isabel do Carmo.Rocha 15 de maio de 2017 - 22:20

Fiz 71 em 13/05 convidei minha turma de filhos, sobrinhos, netos , irmãos e amigas e tivemos uma noite incrível.
Viver um dia de cada vez e saber que temos não o dever mas a obrigação de sermoa felizes.E agradecer à Deus sempre.

Responder
Lélia CONINCK 22 de janeiro de 2018 - 13:03

Aplausos a esta mulher que nos ensina a viver de modo leve..saudável…sabendo que um dia tdo ficará pra tras

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