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Sofrimento da menopausa pode durar mais tempo

Por Maya Santana

A chegada da menopausa é a fase das ondas de calor

A chegada da menopausa é a fase das ondas de calor

Dráuzio Varella

O sofrimento da menopausa pode durar mais do que você esperava.

A chegada da menopausa é a fase das ondas de calor alternadas com arrepios de frio, diminuição da libido, ressecamento e flacidez da pele, queda de cabelo, astenia, secura vaginal, irritação, labilidade emocional, depressão e ansiedade.

Embora a maioria experimente esse cortejo de sintomas, para algumas mulheres eles são de pequena intensidade, às vezes quase imperceptíveis. Em compensação, há casos em que são devastadores.

As ondas de calor são um suplício à parte. Em geral acompanhadas de vermelhidão no rosto e sudorese intensa, molham a roupa em momentos inadequados, criando constrangimento social. São amigas da noite e inimigas do sono reparador. Há mulheres despertadas por elas cinco, seis vezes durante a madrugada.

Com intensidade variável, esses sintomas vasomotores afligem 80% das mulheres. Por incrível que pareça, a duração desse fenômeno tão prevalente era mal conhecida, porque até aqui os estudos envolveram número pequeno de participantes acompanhadas por períodos curtos.

Nesta semana foi publicado na revista americana “JAMA Internal Medicine” o estudo mais completo sobre o tema: “Study of Women’s Health Across the Nation (SWAN)” –em português, estudo nacional sobre a saúde da mulher.

No período de fevereiro de 1996 a abril de 2003 foram analisadas 1.499 mulheres na perimenopausa (fase que antecede a menopausa), recrutadas em sete centros dos Estados Unidos. Só foram aceitas as que haviam apresentado pelo menos seis episódios vasomotores nas duas últimas semanas e que nunca tinham feito reposição hormonal.

Em apenas 20% dos casos, os calores só começaram depois da parada das menstruações; em 66%, o início foi no período em que as menstruações se tornaram irregulares; e, em 13%, surgiram ainda na vigência de ciclos regulares.

A enorme surpresa provocada por esse estudo multiétnico e multirracial foi mostrar que pode ser longo esse período da condição feminina.

A mediana de duração das ondas foi de 7,4 anos. Quer dizer, em metade das mulheres não atingiu esse tempo; na outra metade ultrapassou-o. Nos casos mais extremos persistiram por 14 anos.

Outro achado original e inesperado: quanto mais cedo as ondas chegam, mais tempo levam para ir embora. Naquelas pacientes em que os primeiros calores surgiram na pré-menopausa ou na fase em que os ciclos estavam irregulares (perimenopausa), a duração média ultrapassou 11,8 anos. Já nas que não menstruavam mais quando eles se instalaram, foi bem menor: 3,4 anos. Clique aqui para ler mais.

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3 Comentários

marcilene castro costs 15 de março de 2015 - 07:39

Tenho 54 anos e sofro com TODOS os sintomas descritos desde os 42. Fico muito nervosa. Meu marido nao entende. Fica chateado. Procurei ajuda com varios ginecologistas e eles recomendam reposicao hormonal. Isso nao quero pois ja houve caso de cancer por este motivi em minha familia. Tentei homeopatia e chas naturais. Parece o mesmo que nada. Sigo esperando ansiosamente o dia em que me verei livre deste imenso desconforto.

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luci 4 de março de 2015 - 13:35

Ah meu Pai!! Tô ferrada!!

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PATRICIA 18 de maio de 2018 - 09:44

misericordiaaaaaaa quero ser HOMEM na proxima geração.
Deus fez a mulher com prazo de validade… não podia né

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