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Sônia Hirsch: o maior acervo da nossa consciência alimentar

Por Maya Santana

"Comer pouco é sempre um bom conselho", garante ela

“Comer pouco é sempre um bom conselho”, garante ela

Déa Januzzi-

Ela é o maior acervo da consciência alimentar. Nunca esteve na moda nem nunca saiu da moda. Mas aparece em todos os programas culinários que estão na moda. Esta semana foi convidada por Bela Gil, para participar do programa do canal fechado GNT. E deu um banho de conhecimento e de simplicidade.

Jornalista, autora de livros sobre promoção da saúde, por meio da alimentação e da higiene do corpo inteiro. Sônia Hirsch, de 67 anos, viaja pelo Brasil dando cursos e palestras. Ninguém a vê tomando café no saguão dos hotéis em que se hospeda. Ela traz de casa um fogãozinho de boca, uma panela de ágata e uma sanduicheira para torrar as duas fatias de pão integral, com óleo extravirgem de coco, algumas folhas verdes orgânicas, um ovo caipira com 2,5 minutos no fogo e uma fatia de queijo Minas Canastra curado. Só, então, está preparada para mais um dia de palestras.

Carioca, ela mora na região de Petrópolis, perto de Itaipava, num terreno de 5 mil metros quadrados, com tatus, quatis, gambás, muito passarinhos. De manhã, quando abre a janela, além de um horizonte divino, ela vê os pica-paus. Tem uma casa no vale, no meio das montanhas. Na horta, de 10 metros quadrados, dá para plantar e colher de tudo: pepino, gergelim, pimentas variadas, salsa, cebolinha, sálvia, manjericão, tomilho, rúcula, coentro, almeirão, aipo, alho-poró, nabo, cenoura, rabanete e abóbora. Essa última ela usa para tudo, porque sabe dos seus benefícios. Faz sopa, purê no vapor, cozida, no forno, temperada com gengibre ralado e sal marinho. Ingredientes que fazem parte de sua alimentação diária.

Os cabelos brancos, sem tinta, mostram que Sônia Hirsch é coerente com a própria natureza. “Sou natureba há muito tempo, portanto, permaneço fiel à minha verdade. A tinta química não só pinta o cabelo, mas fica no couro cabeludo”, diz ela, que aos 67 anos se sente inteiraça, com a libido em dia. Foi vegetariana por mais de 10 anos, “mas tive que deixar esse tipo de comida, porque estava completamente sem energia. Com muita resistência voltei a comer carne, porque preciso estar ativa no mundo de hoje. A carne tem uma forma nutricional densa, e empresta uma energia importante. Um vegetariano tem uma espiritualidade maravilhosa, mas pira quando sai para enfrentar o mundo.”

Sônia com um dos livro que escreveu sobre  culinária

Sônia folheando um dos livro que escreveu

Cigarro? Ela parou de fumar dos 14 aos 29 anos. Aos 32 voltou por alguns meses e parou definitivamente quando mudou a alimentação, deixando de consumir café, amidos, açúcares, molhos pesados com manteiga, creme de leite e gorduras. Ensina que comer vegetais espanta a vontade de fumar, pois eles são muito alcalinizados e acabam com a famosa boca de pito.
Em sintonia completa com a natureza externa e interna, ela vive rodeada de flores e árvores como a sibipiruna – da mesma família do Pau Brasil –, todos os tipos de ipê, inclusive o branco, várias sapucaias. Flores? Tem até uma cerca viva de amoras, ibisco, crista de galo, agapanto, resedá e orquídeas, muitas orquídeas. Ela confessa que tem a maior dificuldade de sair de casa. “Quando as pessoas não me encontram, acho ótimo”, assegura ela, que vive com dois cachorros viralatas, um poodle e um coocker.

Além de cozinhar muito bem, Sônia estuda os parasitas do corpo. Lançou o “Almanaque de Bichos que dão em Gente”, pela própria editora – a Corre Cotia. Adepta da cozinha vibracional, parte da medicina chinesa, que presta atenção nas estações do ano e a cada alimento da época, Sônia garante que “somos um condomínio, com os limites da pessoa e a influência dos hóspedes que minam a saúde.” Segundo ela, a cozinha medicinal privilegia a digestão e a limpeza dos parasitas.

Para Sônia há uma diferença entre comida de mentira e de verdade. “As pessoas vão para o supermercado e levam para casa alimentos embalados cheios de química e de conservantes”. Ela prefere uma comida simples, principalmente depois dos 60 anos. Come, no máximo, 300 gramas e zero de açúcar. Aboliu as batatas de sua vida. Bacalhau? Sim, com batata baroa. Nem põe defumados, embutidos e frios no prato. “Comer pouco é sempre um bom conselho”, dita ela. No prato de Sônia vão muitos vegetais, uma pequena porção de carboidratos, outra de carne, de preferência a parte dianteira do músculo, que possui colágeno.

No curso “Deixa Sair” ela diz que o corpo é cheio de vermes, fungos, bactérias, vírus e outros bichos. Que a maior parte dos cânceres de intestino hoje se dá por infecção de amebas. Como não há um diagnóstico, vira câncer. E cita um exemplo. “A pessoa vai ao médico, que hoje não tem muitas aulas de parasitose na universidade. Eles não conhecem mais a sintomatologia.” E os laboratórios trataram de contribuir para esse desconhecimento, pois a norma técnica para exames de fezes foi mediocrizada. Se antes um bom exame de fezes investigava de 40 a 50 lâminas com quatro ou cinco reagentes, hoje não. É por isso que os exames de fezes sempre dão negativo. Na medida em que regrediu a eficácia dos exames de fezes, aumentou os índices de câncer de intestino”, garante ela.

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4 Comentários

lisa santana 25 de julho de 2015 - 20:42

Déa, por favor, avise. Vou gostar muito. B
eijos saudosos também.

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Mariza livi 20 de julho de 2015 - 22:08

Muito interessante! Adoraria assistir suas palestras aqui em Porto Alegre – RS. Abraço!

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lisa santana 19 de julho de 2015 - 13:41

Que assunto interessante, Déa. E que mulher nteressante e cheia de conhecimentos. Gente boa da gente prestar atenção.

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Déa Januzzi 19 de julho de 2015 - 15:59

Lisa, ela realmente é incrível e sempre vem a BH dar cursos. No próximo, eu te aviso. Beijos e saudades

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