Novidade: deputado corrupto vai para a prisão

Por Maya Santana
Às vésperas de fazer 46 anos, o deputado Natan Donaton, do PMDB de Rondônia, deve ser cassado

Natan Donaton(PMDB/RO), 46 anos, se apropriou de mais 8 milhões de reais

A rua mudou totalmente a rotina dos Três Poderes. Bastou que a população tomasse avenidas e praças para que a coisas começassem a acontecer no país: prefeitos revogaram o  aumento do preço da passagem, a PEC-37  foi engavetada depois da derrota fragorosa na Câmara e, agora, pela primeira vez desde a redemocratização do Brasil (Constituição de 1988),  um deputado federal vai para a prisão, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

O deputado Natan Donadon (PMDB-RO) foi condenado pelo tribunal à pena de reclusão de 13 anos, 4 meses e 10 dias, em regime inicialmente fechado, pelos crimes de formação de quadrilha e peculato. O parlamentar foi acusado de envolvimento em desvios de recursos da Assembleia Legislativa de Rondônia.

Donadon, que vai completar 46 anos em julho, foi condenado em outubro de 2010, mas só agora o tribunal julgou os recursos pendentes. A defesa do deputado recorreu da decisão, alegando que outros acusados de participar do mesmo esquema de Rondônia foram condenados a penas inferiores.Com a condenação e perda dos direitos políticos, caberá agora à Câmara decidir pela cassação do mandato do deputado.

Natan Donadon foi condenado pelo STF sob a acusação de ter desviado recursos da Assembleia por meio de contrato simulado de publicidade (veja o mandado de prisão). De acordo com a acusação do Ministério Público Estadual, a quadrilha era encabeçada pelo então presidente da Assembleia, deputado Marcos Antonio Donadon e por Mario Carlixto Filho, empresário de comunicação em Rondônia. Natan Donadon era o diretor financeiro da Assembleia.

O esquema de desvios funcionou ininterruptamente de julho de 1995 a janeiro de 1998, segundo a acusação. Para cumprir o contrato simulado, a Assembleia emitia em favor da empresa envolvida cheques para pagar pelos serviços publicitários que não eram prestados. A soma dos cheques, conforme o MP, totalizou R$ 8,4 milhões em valores da época. (Fonte: Estadão)


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