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Aposentados usam seu talento e energia em novos negócios

Por Maya Santana

Eleino, Zilma e Perípedes, todos com mais de 60 anos e empreendendo

Eleino, Zilma e Perípedes, todos com mais de 60 anos e empreendendo

São três histórias de pessoas que transformaram totalmente suas vidas ao fazer uso de seus talentos para investir e se dedicar a novos trabalhos. Isso, depois de já terem se aposentado de profissões bem diferentes do que as que se dedicam agora.

Leia a história de cada um publicada pelo portal G1:

Acordar às 5h, caminhar, malhar, tomar café da manhã ao lado da família e, em seguida, dedicar horas a um trabalho que traz felicidade. Parece ser a descrição da rotina de um jovem no auge da carreira profissional e da vida pessoal. Mas é o cotidiano de um grupo crescente de idosos que descobriu no empreendedorismo um meio dar vitalidade ao tempo livre. Um deles é o aposentado José Eleino Gomes, de 70 anos. Há oito anos, ele se dedica ao artesanato e não abre mão da nova atividade. “Hoje eu tenho uma felicidade tamanha”, afirma.

Eleino faz artesanato

Eleino faz artesanato

José Eleino trabalhou como representante comercial por 40 anos e aposentou-se aos 62, mesmo ano em que se apaixonou pelo artesanato. Nos últimos nove anos, usou parte da receita para investir no próprio negócio e, assim como muitos outros aposentados empreendedores, não fez empréstimos. Segundo ele, o custo mensal para manter a loja de artesanato não ultrapassa os R$ 800, enquanto fatura, em média, R$ 2 mil por mês, valor superior ao que recebe de aposentadoria. E mesmo com o baixo custo das peças, garante que têm qualidade. “Tem que ter qualidade. Gosto de caprichar”, disse.

A descoberta da nova paixão foi espontânea. Eleino diz não ter feito qualquer curso para aprender a confeccionar as peças de artesanato que comercializa. “Um dia, passando pela casa de um colega, vi um material reciclado e eu achei muito interessante. Perguntei se ela poderia me dar um pedaço de madeira. Ele disse que eu poderia levar’’, lembra. Com o material, o ex-representante criou um abajur, um porta-cerveja, uma bandeja e um porta-gelo. “Fiz tudo com muito carinho. Coloquei em cima de uma mesa e comecei a gostar do meu trabalho. Achei bonito”, conta. Ele trocou as primeiras peças por R$ 50,00 e um café da manhã.

A arte foi um caminho de superação, pois, no mesmo ano em que iniciou a confecção das peças, ele se aposentou e perdeu a esposa com quem foi casado por 44 anos, teve seis filhos, 32 netos e sete bisnetos. “E como me ajudou! É uma terapia”, disse o aposentado. “Eu nunca pensei em parar [de trabalhar], não. De jeito nenhum. Tem muita gente que se acomoda depois de aposentado. Eu acho que isso não é possível”, afirma José Eleino que, todos os dias, levanta às 5h para caminhar e exercitar-se. Clique aqui para ler mais.

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1 Comentários

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Sonia Regina Sannazzaro 11 de novembro de 2014 - 13:32

Adorei a reportagem, pois é exatamente neste momento de vida em que me encontro, os filhos cada qual com sua vida e separada acabo numa rotina pacata.

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