Tão vital quanto cuidar do corpo é cuidar da mente

Por Maya Santana
É fundamental manter a mente ativa

Casal jogando videogame: é fundamental manter a mente ativa

Este é um artigo sobre algo que todos nós sabemos, mas nem sempre colocamos em prática: é tão fundamental cuidar do corpo quanto é cuidar da cabeça. Assim como os exercícios físicos são condição primeira para a pessoa evitar doenças e se manter disposta, cuidar para que a mente fique ativa – lendo, fazendo palavras cruzadas, jogando videogame, etc – é parte integrante da equação que torna a vida mais fácil de ser vivida.

Leia o artigo publicado no portal Uai:

O Brasil tem 23 milhões de idosos. A população com mais de 60 anos praticamente dobrou nas duas últimas décadas. Os avanços na medicina, com o desenvolvimento de novas terapias e medicamentos, e o advento de uma cultura de cuidados, em que as pessoas passam a investir em uma boa alimentação e atividade física, estão na base da promoção de longevidade. Mas não basta chegar à velhice com bons exames clínicos e algum déficit cognitivo. Interessados em viver muito, e bem, devem se concentrar na máxima: mente sã em corpo são.

Mesmo em idosos saudáveis, o envelhecimento pode vir acompanhado de alterações na memória e em outras funções cognitivas – atenção, percepção, linguagem e funções executivas. Sem contar aqueles que realmente adoecem, sendo diagnosticados com demência, uma perda global das funções cognitivas. Segundo o médico Ramon Cosenza, doutor em ciências pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e professor aposentado da instituição, tão importante quanto cuidar do corpo é cuidar da mente.

Envelhecimento não é sinônimo de doença, embora venha acompanhado delas. Mas pesquisas já comprovaram que é possível envelhecer de forma saudável. Segundo Cosenza, um dos autores do recém-lançado livro Neuropsicologia do envelhecimento (Editora Artmed), manter o cérebro ativo é de extrema importância para garantir um envelhecimento saudável. “É interessante que a pessoa se envolva em atividades que mantenham o bom funcionamento cognitivo, como o estudo e a leitura, além de cuidar da saúde do corpo”, afirma o especialista.

A ciência já comprovou que as pessoas não costumam manter principalmente as funções que mais usaram. Um engenheiro que sempre lidou com trabalhos matemáticos, por exemplo, consegue manter essas habilidades. Caso do arquiteto Oscar Niemeyer, que apesar de perdas em outros aspectos, continuava lidando com sua capacidade criativa, a área em que mais se destacava. Se as áreas do cérebro que mais se usam são as mais preservadas, a dica é manter essas atividades.

Uma das tarefas para manter a função cognitiva é usar o cérebro. “Estimular o cérebro é manter o interesse pela vida”, defende o médico. Palavras cruzadas fazem bem, assim como ler com frequência, jogar baralho e videogame, assistir a televisão, ir ao teatro, ouvir música, se interessar por gastronomia. Quanto mais diversificada a atividade intelectual ao longo da vida, melhor. Clique aqui para ler mais.


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