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Tarot da Semana: A experiência que o tempo nos dá

Por Maya Santana

A saúde e o bem estar de todos aqueles a quem ama em 1º lugar

Em 1ª lugar, a saúde e o bem estar de todos a quem amamos

Alexandre Moreira, Tarólogo

É bastante comum ouvirmos dizer, a título de delicadeza, que não estamos mais velhos, apenas mais experientes. Um eufemismo, certamente, que por vias indiretas associa o tempo vivido à aquisição contínua de novos conhecimentos, a novas interpretações de velhos fatos, à exposição pessoal a novos desafios.

Também no tarot temos cartas que são verdadeiros retratos do passar do tempo. Do Pajem ao Rei, vamos da infância à idade madura, à velhice, mostrando na sequencia dessas 4 figuras da Corte, a aquisição de conhecimentos e a própria evolução física, emocional, espiritual e mental pelas quais passamos no decorrer da nossa existência.
As chamadas Cartas de Corte, ou seja, os Pajens, os Cavaleiros, as Rainhas e os Reis do tarot podem representar pessoas ou situações, dependendo naturalmente de quem as interpreta e em que condições se dá a leitura. Eu prefiro compreende-las, como gente de carne e osso, dentro de uma determinada faixa etária, com um certo tipo físico e alguns dos atributos do seu gênero.

Quando, por exemplo, num jogo de tarot aparece uma Rainha de Ouros, acredito que a carta se refira a uma mulher (ou mesmo um homem com uma sensibilidade feminina) de idade superior a 40 anos, cuja vida é, ou foi, dedicada ao trabalho, comum lado materialista bastante exaltado, que aprecia a beleza física, o conforto, realista, mantendo sempre os pés no chão. Gosta de bens materiais e trabalha para tê-los. Investe bem o dinheiro, aprecia uma casa bem arrumada, boas roupas, joias e acessórios, investe na aparência física e faz uso dos recursos disponíveis para realçar a beleza. A saúde e o bem estar de todos aqueles a quem ama vem sempre em primeiro lugar e acaba sendo vista como uma “mãezona” pela família e o círculo de amigos.

Por ter naturalmente evoluído no transcorrer da vida das fases de Pajem (criança e adolescente) e Cavaleiro (juventude), a Rainha representa as pessoas sensíveis, porém práticas, dinâmicas, ativas e produtivas. Simboliza pessoas que acumularam tesouros materiais e, sobretudo, aqueles outros que nos fazem mais ricos, muito mais seguros: a idade e as experiências acumuladas a ensinaram a saber quem realmente é e o que exatamente quer. Ensinaram-lhe também a amar o outro pelo que ele é, sem frustrantes idealizações, um amor intenso, sensual, maternal. Aprendeu, e continua a aprender com o próprio ato de viver, que não há porque ter vergonha em querer ser bela, em viver confortavelmente, em divertir-se, em aproveitar os momentos com a família e os amigos, em ser uma perfeita dona de casa ou uma eficientíssima executiva.

Mulheres, e homens, que tem as características da Rainha de Ouros sabem que a Vida é o grande tesouro, o baú de joias que carregamos conosco desde o nascimento e cuja fortuna vamos aumentando à medida que o tempo passa, que os dias e as descobertas se somam. Quando deixamos de ser vistos como pessoas cujo físico envelheceu, mas pelo nosso tirocínio, pelo nosso traquejo, know-how, savoir-faire, capacidade e conhecimento ou, como queiram, por termos nos tornado experientes.

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