Tarot da Semana: As lentes coloridas da ilusão

Por Maya Santana
Quantas vezes nos arrependemos de ter cedido às ilusões

Quantas vezes nos arrependemos de ter cedido às ilusões

Alexandre Moreira, Tarólogo

Ah, as ilusões!…

Quantas vezes nos arrependemos de termos cedido a elas, de termos perdido tempo, ignorado nossa lógica, vivido um estado de fuga da realidade em favor de um sonho, de um capricho, de uma miragem?

Quem nunca ousou fantasiar com uma remotíssima possibilidade? Quem nunca se entregou a devaneios no intuito de esquecer, ainda que momentaneamente, uma vida aparentemente feita de lugares comuns? Quem nunca desejou o impossível e procurou convencer-se de que seria possível obtê-lo?

O 7 de Copas é a carta do tarot que pode ser interpretada como esse estado emocional. Sim, emocional porque Copas é o naipe das emoções. Simboliza a fluidez e a alternância dos nossos humores, do nosso estado d’alma. A imagem que normalmente a representa é a de 7 taças, cada uma contendo algo diferente (riqueza, beleza, poder, etc) e um observador que parece atônito com o que lhe é ofertado.

Ainda que o 7 de Copas possa ter sua interpretação associada à dependência química, aos vícios, aos estados alterados de consciência por uso de álcool, fármacos e demais substâncias aditivas, na minha experiência pessoal ele costumeiramente surge quando existe um quadro real de escapismo a algum tipo de situação. Acontece em situações corriqueiras como a do endividamento para a compra do último modelo daquela famosa marca de celulares, não pelas novas possibilidades e recursos do aparelho, mas para aparentar estar atualizado, ter recursos para investir num simples “gadget”, exibir-se para a turma, conquistar a admiração e provocar inveja.

Mas também acontece quando o amor, dito platônico, nada mais é do que uma máscara para ocultar a própria baixo estima, valorizar a própria auto piedade e chamar a atenção para a condição de mártir e, principalmente, uma enorme preguiça de tomar iniciativas, ser proativo, ir à luta. Pessoas que fazem absoluta questão de escudarem-se num título ou nome de família, bradando sobre o “berço de ouro” em que nasceram, os cargos de poder ocupados pelos ancestrais, também estão vivendo apegadas a imagens muitas vezes distantes da verdadeira realidade das suas vidas, não considerando ser muito mais prático e salutar vender o tal “berço de ouro” e aplicar em algo que as permita viverem satisfeitas com real dimensão e consciência da sua própria dignidade e valor.

Não devemos, entretanto, confundir ilusão com esperança pois, esta, é muito mais uma questão espiritual, de foco e de fé, enquanto que a outra é apenas uma maquiagem que usamos para tentar enfeitar a realidade, um par de óculos escuros que acabam por nos impedir de ver e experimentar a Vida de maneira clara e efetiva.


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