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Tarot da Semana: Da difícil arte de escolher

Por Maya Santana
Quantas vezes, totalmente consciente ou não, você toma decisões

Quantas vezes, totalmente consciente ou não, você toma decisões

Alexandre Moreira, Tarólogo

Já procurou considerar quantas vezes ao dia você faz escolhas? Quantas vezes, totalmente consciente ou não, você toma decisões, dá preferência para alguma coisa, seleciona outra? Eu sei que faço isso desde a hora que levanto até, novamente, ir dormir, quando decido a que horas vou colocar o relógio para despertar na manhã seguinte.

Nossa cabeça é um tribunal dos mais ativos, funcionando 7 dias da semana e nos 365 do ano, ininterruptamente. Bom, melhor descontarmos as horas em que dormimos, apesar que os sonhos chamados de premonitórios podem ter alguma ou muita influência nas nossas decisões. Nesse tribunal desempenhamos todos os papéis: somos a defesa e a acusação, somos réus e somos júri, somos juízes e carrascos e a única formação que nos é solicitada para tanto trabalho é que sejamos… justos, ou seja, saibamos escolher.

Quem nunca teve que decidir se comprava esta ou aquela marca de perfume? Ou este ou aquele modelo de sapato? Compro esta ou aquela mais famosa marca de celular? E qual modelo? Com 8, 16 ou 32 gigas de memória? Quem nunca teve que decidir se pagava a vista ou se enfrentava os juros do cartão de crédito? Qual de nós nunca precisou decidir se, podendo viajar, iria para este ou aquele outro destino? E quem, ao comprar um carro, não teve que se decidir pela marca, modelo e cor? Uma saída com a família para um almoço dominical põe em funcionamento toda a estrutura desse tribunal mental: vamos de carro ou a pé? Vamos estacionar onde encontrarmos vaga ou vamos buscar um local com estacionamento próprio? Neste ou naquele restaurante? Cada um se serve do buffet ou vamos escolher a la carte? Se a escolha recair sobre o cardápio, qual o prato a ser escolhido? E a bebida, o que vai ser? Ao final, será que comeremos a sobremesa no mesmo lugar ou vamos em busca de algo que nos agrade mais? Ufa!!!

O 2 de Espadas, no tarot, é uma das cartas que simbolizam esse nosso sistema judiciário personalíssimo que demanda um trabalho cerebral intenso e cujos resultados sempre têm consequências. Se eu me decido por comprar esta gravata ao invés daquela outra que também me agradou, eu faço uma opção na qual também existe uma perda: não terei aquela outra gravata, apesar dela ter-me agradado muito a ponto de ficar em dúvida. Se optar pelas ostras, que me parecem frescas dentre a vasta oferta de pratos na mesa de entradas do restaurante, posso acabar tendo um problema gastrointestinal que fará arrepender-me da escolha baseada apenas na mera aparência (… elas me pareciam rescas…).

Até mesmo, ainda que possamos muitas vezes nos recusar a admitir, escolhemos ser, ou não, felizes, bem sucedidos, alegres, positivos, bem humorados. Pessoas existem que passam a existência se lamuriando por tudo, acusando uns e outros por suas pequenas e grandes deficiências e infelicidades, sem sequer perceberem que é essa mesma atitude de vítima que as imobiliza, que não as deixam superar e escolher uma nova e mais positiva maneira de viver. Escolher ser autor, herói, protagonista, personagem principal da própria existência demanda coragem, esforço, persistência e o assumir de responsabilidades, e nem todo mundo deseja ser responsável por alguém, nem mesmo por si próprio…

O que nos habilita e nos faz experts nessa contínua trabalheira de escolher, selecionar, separar, preferir, optar, é o nosso bom senso, a nossa clareza mental e as nossas experiências prévias. A justiça aqui praticada é aquela baseada em fatos, em provas, em conhecimento técnico e uma elaborada análise associativa dos dados que constituem a nossa memória. Escolho, por exemplo, qual aparelho de TV comprar depois de haver pesquisado preços, marcas, modelos e tamanhos disponíveis, observado os mesmos em funcionamento nas lojas, obtido e comparado as informações técnicas e, até, lido ou ouvido depoimentos de outros compradores. Com tudo isso no meu banco de dados pessoal, parto para o indefectível momento de “bater o martelo” e dar a sentença: fiz minha escolha! Agora, seja o que Deus quiser!

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3 Comentários

Alexandre Moreira 13 de janeiro de 2015 - 00:51

Prezados Déa Januzzi e Antônio F. Reis: em muito me alegra a atenção e carinho de vocês pelos meus comentários sobre as cartas oraculares.
Escrever é um ato solitário e me faz muito feliz ficar sabendo que meu texto estabelece, finalmente, um diálogo.
Muito obrigado por tão bem vinda gentileza.

Responder
Antonio f reis 11 de janeiro de 2015 - 17:14

Sempre bom ler os textos do Alexandre… abç

Responder
Déa Januzzi 11 de janeiro de 2015 - 12:58

Adoro os textos bem escritos desse tarólogo. Parabéns

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