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Tarot da Semana: Navegando os mares do destino

Por Maya Santana

A carta do Navio sugere viagens longas

A carta do Navio sugere viagens longas

Alexandre Moreira

As viagens, especialmente as que são mais demoradas ou nos levam para lugares distantes, são representadas, no Baralho Lenormand (Baralho Cigano), pelo Navio. Há uma lógica nessa escolha pois à época da criação e popularização dessas 36 cartas esse era o meio de transporte que levava as pessoas através dos oceanos e continentes em busca de descobertas, de riquezas e, até mesmo, de uma nova chance na vida.

Por ser bastante direto, sem grandes discursos filosóficos ou psicológicos embutidos em suas imagens, as imagens das cartas Lenormand se referem às questões práticas do nosso cotidiano. Um Navio, nos dias de hoje, pode estar representando um carro, um avião, um helicóptero, um ônibus, trem e, se for o caso, até mesmo um foguete, uma espaçonave. Ele nos fala da possibilidade de viagens de negócios ou turismo, de excursões, de deslocamentos que necessitam ser feitos por um meio de transporte devido à distância que iremos percorrer. Dificilmente a carta do Navio estaria sugerindo percursos que pudéssemos fazer a pé ou de bicicleta, por exemplo, a não ser…

Pois é, como tudo nos oráculos, sempre há a possibilidade de termos um novo olhar, uma outra compreensão, um outro entendimento do significado dos elementos do jogo. Uma viagem percorrida a pé, mas de grande distância, como a dos peregrinos que fazem o Caminho de Santiago de Compostela, pode ser muito apropriadamente representada pelo Navio. Essa, por exemplo, é uma viagem muito mais longa e de grandes descobertas realizada no interior da pessoa que percorre as estradas até o santuário, do que os quilômetros e dias gastos para chegar à Compostela. É uma verdadeira “viagem de descobrimentos”, algo muito maior e significativo que um passeio turístico à algum lugar, da qual o viajante sairá pessoalmente transformado. Essa transformação, essa evolução em sua maneira de ser e de se relacionar consigo próprio, com os outros, com o mundo que o cerca e com a espiritualidade é infinitamente mais importante e duradoura que um álbum de fotos colhidas num simples passeio turístico por aí.

O Navio também costuma aparecer quando mudamos de emprego, de cidade, ou mesmo de estado civil. Todas essas “mudanças” nos levam a conhecer novas realidades, novas possibilidades, a enfrentar outros desafios. Somos, o tempo todo, viajantes, singrando os mares do Destino. Lançamos nossas âncoras aqui e acolá, mas ao final da nossa viagem não seremos mais os mesmos de quando a iniciamos. As experiências, o conhecimento adquirido, as emoções vividas, tudo contribuirá para com a nossa transformação. Viver é ser o capitão do seu próprio barco. É estar preparado para tempestades e calmarias.

Nesta semana que se inicia embarquemos para mais um trecho da nossa viagem e que esse seja ainda mais interessante e proveitoso que os demais.

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