Ter filho depois dos 50 anos: uma decisão difícil

Por Maya Santana
 Apresentadora de TV Mária Goldschimidt: grávida aos 50 - Foto 2012

Apresentadora de TV Márcia Goldschimidt: grávida aos 50 – Foto 2012

Um artigo muito bom sobre engravidar e ser mãe depois dos 50 anos, escrito pela Dra. Michelle Panzan, especialista em ginecologia endócrina e em reprodução assistida. A médica comenta a decisão do Ministério Público Federal de tornar ilegal a diretriz do Conselho Federal de Medicina contra o tratamento de inseminação artificial em mulheres com mais de 50 anos.

Leia o artigo, publicado pelo Brasil Post, no qual a Dra. Michelle dá sua opinião:

Atualmente o Ministério Público Federal (MPF) julgou ilícita a normativa do Conselho Federal de Medicina (CFM) que impede a realização de técnicas de reprodução assistida por mulheres com mais de 50 anos. Esse panorama, de fato, mostra um embate entre diversos fatores da nossa sociedade: o direito de planejamento familiar garantido pela constituição, as mudanças do comportamento feminino quanto à carreira e à vida amorosa, e as limitações reprodutivas ligadas à idade da mulher.

Por outro lado, quando foi sancionada pelo CFM, a resolução que limita os tratamentos de fertilidade às pacientes com até 50 anos levou em conta os diversos casos em que as mulheres recorreram às técnicas de reprodução humana após essa faixa etária e engravidaram, mas tiveram a morte do bebê ou até mesmo vieram a falecer em decorrência da gravidez. Hipertensão, diabetes, parto prematuro e hemorragia costumam acompanhar alguns casos de gestação a partir dos 40 anos, e, com o avançar do tempo, essas complexidades tendem a evoluir.

Apesar disso, no entanto, as complicações são variáveis de organismo para organismo, e não podemos negar que as mulheres têm esperado bastante para engravidar por conta de questões como carreira e relacionamento. O que vemos, principalmente nos centros urbanos, é que o sonho da maternidade se tornou uma questão mais que especial: ter um filho envolve, antes de tudo, ter dinheiro para criá-lo e constituir um lar que ofereça estabilidade e atenção constante dos pais. Essas demandas certamente exigem tempo para serem concretizadas e, quando o momento ideal chega, o organismo da mulher não é aquele biologicamente mais adequado para receber um filho: estatisticamente aquelas que engravidam aos 30 têm mais chances de fazê-la tranquilamente e sem muito sofrimento. Clique aqui para ler mais.


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