fbpx

Ter filhos após os 40 é cada vez mais comum

Por Maya Santana
Sonia Nascimento teve a filha Sophia aos 45 anos

Sonia Nascimento teve a filha Sophia aos 45 anos

Lendo esta matéria, publicada pelo portal Uai, a gente se dá conta do quanto o mundo mudou. No tempo da minha mãe, uma mulher de 40 anos era considerada velha. Impossível ter filhos nesta idade. Hoje, a realidade é outra completamente diferente. As mulheres estão cuidando primeiro da carreira e pensam na chegada de filhos só depois. Como a psicóloga Sonia Nascimento, que teve a primeira e única filha aos 45 anos. “Minha gravidez foi extremamente saudável”, diz ela. Mas a maternidade mais tarde exige cuidados.

Leia o artigo:

Sonia Nascimento, 50 anos, teve Sophia aos 45. “Eu queria muito ser mãe, mas estava no auge da minha carreira profissional e sempre adiava. Depois dos 40, falei que tinha chegado a hora, já estava com a vida estável”, conta. O fim do primeiro casamento, porém, adiou por mais algum tempo a maternidade. “Eu me separei, voltei para Maceió e deletei essa ideia (de engravidar)”, explica. Oito anos depois, no segundo casamento, a psicóloga pôde ter a primeira — e única — filha. Apesar de a condição ser considerada de risco, não houve problemas. “Minha gravidez foi extremamente saudável. Caminhava todos os dias na praia, trabalhei os 9 meses. O meu parto foi tranquilo e Sophia nasceu com muita saúde.”

A experiência de dar à luz a partir da quarta década de vida tem sido cada vez mais comum entre as brasileiras. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2003 a 2013, houve um aumento de 14,5% para 19,4% no número de mulheres que tiveram filhos quando tinham de 30 a 34 anos; enquanto o número de mães com 20 a 24 anos caiu de 30,9% para 25,3%; e com 15 a 19 passou de 20% para 17,7%. Há vantagens e prejuízos nesse fenômeno, contam especialistas, pais e mães ouvidos pelo Correio.

Aos 39 anos, Vivianne,  na foto, com o marido e o primeiro filho, espera mais um

Aos 39 anos, Vivianne, na foto, com o marido e o primeiro filho, espera mais um

Sonia ressalta o tempo a mais que teve para realizar outros projetos de vida. “Não me arrependo, aconteceu na hora que tinha que acontecer. Eu brinquei no carnaval, namorei muito, viajei, curti. Acho que ter feito tudo o que eu queria, não só no sentido profissional, me dá mais tempo hoje para brincar, curtir e acompanhar o crescimento dela”, justifica.

Nem com todas as cobranças e possíveis problemas de saúde, a psicóloga pensou em apressar o momento da gestação. “Eu nunca me preocupei com o fato de estar ficando tarde. Tinha a cobrança muito grande da minha família, mas não me preocupava. Sempre falei que estava esperando o momento certo, a pessoa certa. Também não tinha problema quando falavam que a partir dos 40 eu poderia ter uma criança especial. Se viesse, seria muito bem-vinda.”

Lucila Nagata, ginecologista obstetra do Hospital Materno Infantil de Brasília (HMIB), explica que nem todas as gestações de mulheres com mais de 35 são tranquilas. Por isso, esses casos precisam ser acompanhados com mais cuidado. “É a partir dessa faixa etária que a mulher pode começar a desenvolver doenças que são comuns na família, como o diabetes e a hipertensão”, alerta. Clique aqui para ler mais.

close

Inscreva-se para receber conteúdo incrível em sua caixa de entrada, todas as semanas

Prometemos que nunca enviaremos spam! Leia nossa Política de privacidade para mais detalhes.

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário





Utilizamos cookies essenciais de acordo com a nossa Política de Privacidade e ao continuar navegando, você concorda com estas condições. Aceitar Leia mais