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Terceira idade, vida e saúde

Por Maya Santana
"Tenho que conviver com o estigma do peso dos anos"

“Tenho que conviver com o estigma do peso dos anos”

José virgolino de Alencar

Assumindo a condição de membro da terceira idade, aos quase 70 anos de vida, recuso-me, contudo, a entrar no bloco dos “velhos”, aposentados, inativos, que mourejam reclusos dentro de casa, trajando um surrado pijama com uma perna maior do que outra, calçando sandálias de tira entre os dedos em tamanho maior do que os pés, arrastando-se, engomando o chão, sem destino, mesmo no limitado espaço de sua habitação. E ao zanzar pela casa, em busca do nada, depara-se com a mulher de vassoura na mão, ameaçando: “o que é velho, hoje vai para o lixo”.

Esse cenário bate na minha cabeça como um alerta para não me tornar um ator da comédia encenada no teatro da velhice doméstica. Para fugir disso, mantenho-me em atividade, ocupado, lendo, escrevendo, produzindo, tentando criar algo, ainda que a criação possa ser modesta, que seja suficiente para evitar sucumbir no anonimato, esquecido até pela própria família.

Em que pese o meu esforço em segurar de pé o corpo vulnerabilizado pela idade, não há como escapar do peso dos anos, do desgaste do organismo, dos achaques, fruto da inexorável deficiência na força física, sentindo dor aqui, dor ali, dor acolá, que de certo modo perturba o desempenho, principalmente em quem é irrequieto, não aceita ficar parado, deseja a todo custo estar em plena atividade, com a mente em movimentada ebulição.

Este é o meu caso. Contudo, tenho que conviver com o estigma do peso dos anos. Assim, há tempo venho enfrentando problemas decorrentes do desgaste físico e seus efeitos sobre a coluna vertebral, cujos diagnósticos, da tomografia computadorizada e da ressonância magnética, mostraram a conjunção de vários males nas diversas partes da chamada espinha dorsal, como escoliose, lordose, bicos de papagaio, calcificação e uma tendinite na região cervical, cujas dores parecem uma agulhada espetando o nervo, irradiando pelo ombro, pescoço e braço, quase que paralisando a metade direita do corpo.

Sob cuidados de um neurocirurgião, profissional competente e bem preparado em tratamento da coluna, os resultados não são melhores porque o médico é cientista, não é milagreiro. O meu problema ameaça extrapolar os limites da própria capacidade da medicina, que não pode reverter situações enraizadas na origem da criação e nos desígnios do Criador, arquiteto-mor do desenho do frágil corpo humano. Clique aqui para ler mais.

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