Todo mundo com medo de um "vexame e meio"

Por Maya Santana

Até a nossa arara verde e amarela demonstra seu estado de espírito

Nem a nossa arara verde e amarelo esconde sua apreensão


Maya Santana
A tristeza quando é muita transforma-se em desilusão. Deve ser isso que aconteceu. Mais cedo, neste domingo, caminhei 10 quarteirões entre Ipanema e Leblon e, em contraste com as outras vezes, quase ninguém usava a camisa da seleção brasileira. Chamou a minha atenção a quase completa ausência do verde e amarelo nas ruas.  Das conversas que pude ouvir ao longo do caminho, nenhuma tratava do jogo de daqui a pouco. É como se todo mundo estivesse despistando o desconforto, o medo , um medo terrível, daqueles meninos, novamente, não darem  conta do recado.  É isso. Todos estão com medo de o vexame se tornar um “vexame e meio”. Quando pensam na Holanda, é como se as pessoas se lembrassem do pensamento de Nelson Rodrigues:   “Amigos, há uma verdade eterna, que desejo repetir aqui, com a ênfase de um profeta: – não existe um inimigo fraco. Qualquer inimigo é sempre uma potência. Fracos e inofensivos são os amigos”.  Eu, felizmente, estou naquele grupo ao qual Carlos Drummond de Andrade se referia, quando escreveu: “Bem-aventurados os que não entendem nem aspiram a entender de futebol, pois é deles o reino da tranquilidade”.  Vamos lá, Brasil!
Leia também:
Verde e amarelo, ararajuba é a cara do Brasil


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0 Comentários

ana maria 13 de julho de 2014 - 00:28

Eu acho que todos nós sentimos a mesma coisa com a derrota do Brasil: humilhação, muita humilhação. Perder todo mundo perde. Só que nós não perdemos, fomos humilhados. O sentimento é extremamente desagradável. Quero acompanhar de perto o que vai acontecer daqui pra frente – com qual sentimento o povo brasileiro chegará às urnas.

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