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Um dos atores mais bonitos do cinema, Alain Delon chega aos 82

Por Maya Santana

O ator francês foi um dos homens mais bonitos do cinema

O ator francês foi um dos homens mais bonitos do cinema

Abro espaço aqui para falar dos 82 anos de Alain Delon, ator francês que povoou o imaginário de todos os jovens nas décadas de 60 e 70, principalmente. Ele era simplesmente lindo, além de arrogante e sedutor. Símbolo de um época, que agora parece tão distante.

Leia o artigo de Paulo Luiz Carneiro, de O Globo:

Em 2013, numa entrevista à revista francesa “Paris Match”, Alain Delon confessou que perdeu a paixão pelo mundo que o rodeia e que passa a maior parte do seu tempo “à toa”, desfrutando ao máximo filhos, netos e animais, para não morrer sozinho. Homem de extrema beleza, ele foi revelado pelo cinema francês nos anos 60 e se tornou um símbolo sexual, embora tenha sempre lutado para ser considerado um grande ator. Aos 80 anos, Delon diz que está aposentado do cinema e que só abriria exceção para os diretores Luc Besson e Roman Polanski. “O cinema atual evoluiu em um sentido que não me agrada. Antes, você se jogava em uma poltrona vermelha para ver Ingrid Bergman beijar Cary Grant, e sonhar. Uma vez roubado o sonho, o cinema não me interessou mais.”

Alain Fabien Maurice Marcel Delon nasceu em 8 de novembro de 1935 em Sceaux, perto de Paris, e teve infância e adolescência problemáticas, sendo expulso de vários colégios. Aos 17 anos, resolveu alistar-se na Marinha Francesa e foi lutar na Indochina (antiga possessão francesa formada por Vietnã do Norte, Vietnã do Sul, Laos e Camboja). De volta a Paris, trabalhou como porteiro, vendedor e garçom. Em entrevista ao GLOBO, em 30 de setembro de 1973, Delon relatou a infância difícil, sua participação na guerra da Indochina e o seu início no cinema.

— Um jornalista era amigo íntimo de Yves Allégret (diretor), que estava a preparar um filme e precisava ainda de um dos personagens principais: um jovem de 20 anos. O jornalista marcou a entrevista e fui encontrar Yves em seu escritório. Ele pediu-me para contar minha vida e, ao fim de duas horas, queria me contratar — disse na ocasião.

Ícone do cinema francês, o ator, casado várias vezes, vive recluso

Ícone do cinema francês, o ator, que foi ligado a tantas mulheres, vive recluso

O filme era “Uma tal condessa”, de 1957. Em “Christine”, de 1958, conheceu a atriz Romy Schneider, com quem contracenaria várias vezes e que, após sua morte, em 1982, declarou que fora o grande amor de sua vida. O primeiro grande papel de Delon, que fez decolar sua carreira já em 1960, foi o personagem Tom Ripley no filme de Rene Clément, “O sol por testemunha”.

Delon trabalhou com diretores como Luchino Visconti, em “Rocco e seus irmãos” (1961) e o “O leopardo” (1963), vencedor da Palma de Ouro de melhor filme no Festival de Cannes; Michelangelo Antonioni em “O Eclipse” (1962); Jean-Pierre Melville em “O Samurai” (1967), “O círculo vermelho’ (1970) e “Expresso para Bordeaux” (1973); Joseph Losey em “Cidadão Klein” (1976) e “O assassinato de Trotsky” (1971). Uma filmografia de quase cem títulos. Seu último trabalho foi como o imperador Júlio Cesar na adaptação para o cinema dos quadrinhos de René Goscinny e Albert Uderzo, “Asterix nos Jogos Olímpicos”, de 2008.

Em 1964, casou-se com a atriz Nathalie Barthélemy, com quem teve um filho, Anthony. Entre os relacionamentos, estão ainda o com a atriz Mireille Darc e Anne Parrillaud, além do casamento com Rosalie van Breemen, de 1987 a 2002, com quem teve dois filhos, Anouchka, em 1990, e Alain-Fabien, em 1994. Veja outras imagens do ator:

Em 1973, a cantora Dalida, amiga de longa data, convidou Delon para um dueto na música “Paroles, paroles”, um grande sucesso na época.

Delon possui vários produtos com seu nome, incluindo roupas, perfumes, óculos, um conglomerado industrial que movimenta milhões de euros por ano. Cidadão de posições conservadoras, em reportagem do GLOBO de 22 de novembro de 1984, Alain Delon revelou por que decidiu exilar-se na Suíça. “Não aguento o socialismo”, disse.

Em 2013, ao ser entrevistado pelo canal de TV France 5, disse que a homossexualidade é algo que “vai contra a natureza”. No mesmo ano, ele defendeu a Frente Nacional, partido francês de extrema direita, e a família Le Pen (Jean-Marie Le Pen é um dos fundadores do partido e vários de seus descendentes também são políticos). “A Frente Nacional desempenha um papel muito importante, e isso eu aprovo, eu dou apoio e compreendo perfeitamente bem”. A declaração chocou até seu filho que o compara a Clint Eastwood por suas posições políticas.

Atualmente recluso, Delon vem sofrendo com problemas de saúde.

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1 Comentários

Déa Januzzi 9 de novembro de 2015 - 19:54

Ele era um “pão” como a gente falava na adolescência. Ele ia na capa dos cadernos, dos colecionadores que depois viriam a ser chamados de fichários. Iam ele e Ronnie Von ou dos Beatles e Rolling Stones. Ainda bem que ele pode chegar aos 80 e que viva muito mais.

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