Um caso de violência doméstica que impressiona

Por Maya Santana
Leslie Morgan Steiner, 47 anos, sofreu todo tipo de violência nas mãos do marido

Leslie Steiner, 49 anos, sofreu todo tipo de abuso do marido

Escritora, conferencista e consultora de vítimas que sobreviveram à violência doméstica, Leslie Morgan Steiner é autora de Crazy Love (Amor louco), um relato sobre seu casamento com um homem que quase diariamente a agredia e ameaçava. Nesta conferência, ela descreve o encontro com esse homem e a fase, que rapidamente chegou, na qual sua incolumidade física e moral esteve constantemente em risco.

“Hoje estou aqui para falar de uma questão perturbadora, que possui uma resposta perturbadora. Meus temas são os segredos da violência doméstica, e a questão que irei tratar é aquela que todo mundo se pergunta: Por que ela fica? Por que alguém ficaria com o homem que bate nela? Eu não sou psiquiatra, assistente social ou especialista em violência doméstica. Sou apenas uma mulher com uma história para contar.

Eu tinha 22 anos. Havia acabado de me formar em Harvard. Havia me mudado para Nova York para o meu primeiro trabalho como escritora e editora da revista Seventeen. Eu tinha meu primeiro apartamento, meu primeiro cartão de crédito American Express e eu tinha um grande segredo. Meu segredo era que eu tinha esta arma carregada de balas de ponta oca, apontada para minha cabeça pelo homem que eu imaginava ser minha alma gêmea, muitas e muitas vezes. O homem que eu amava mais do que qualquer pessoa no mundo apontou uma arma na minha cabeça e ameaçou me matar tantas vezes que eu nem me lembro quantas. Eu estou aqui para contar a história de um amor louco, uma armadilha psicológica disfarçada de amor, uma armadilha na qual milhares de mulheres e até alguns homens caem todo ano. Pode até mesmo ser a sua história.

Leslie transformou em livro a sua história com o marido agressor

Ela transformou a sua história em livro

Eu não pareço uma típica sobrevivente da violência doméstica. Sou formada em letras pela Universidade de Harvard, tenho um MBA em marketing pela Escola de Administração Wharton. Passei a maior parte da minha carreira trabalhando para as maiores empresas como a Johnson & Johnson, Leo Burnett e The Washington Post. Estou casada com o meu segundo marido por quase 20 anos e temos três filhos. Meu cachorro é um labrador preto e dirijo uma minivan Honda Odyssey.

Meu primeiro recado para vocês é que a violência doméstica acontece com qualquer um, independentemente de raça, religião, classe social ou educação. Está em todos os lugares. E meu segundo recado é que todo mundo pensa que violência doméstica acontece apenas com mulheres, que é um problema da mulher. Não é bem assim. Mais de 85 por cento dos agressores são homens e a violência doméstica somente acontece em relações familiares, interdependentes e de longa duração, ou seja, em famílias, o último lugar que gostaríamos ou suspeitaríamos encontrar violência, por esse motivo a violência doméstica é tão confusa.

Eu mesma teria dito que seria a última pessoa na Terra que ficaria com um homem que me batesse, mas na verdade eu era uma típica vítima por causa da minha idade. Eu tinha 22 e nos Estados Unidos, mulheres entre 16 e 24 anos têm três vezes mais chances de serem vítimas de violência doméstica do que as mulheres de outras idades e mais de 500 mulheres e meninas dessa idade são mortas todo ano por companheiros, namorados e maridos agressores aqui nos Estados Unidos.

Fui uma típica vítima porque não sabia nada sobre violência doméstica, seus sinais de alerta ou padrões.  Conheci Connor em uma fria e chuvosa noite de janeiro. Ele sentou ao meu lado no metrô em Nova York e começou a conversar comigo. Ele me disse duas coisas. Ele havia acabado de se formar na escola Ivy League e trabalhava para um banco importante em Wall Street. Mas o que mais me impressionou no primeiro encontro foi ele ser inteligente e engraçado. Parecia um rapaz do interior. Ele tinha essas grandes bochechas vermelhas e esse cabelo loiro, e parecia um pessoa muito doce. Clique <a href="http://migre.me/dnN7a“>aqui para ler mais. Continua em


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