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A apresentadora Astrid Fontenelle lança no dia 23 de setembro a Àvera, uma nova plataforma de conteúdo voltada especialmente para mulheres com mais de 45 anos. A iniciativa nasce com uma proposta que vai além de criar mais um espaço de informação: pretende colocar no centro da conversa mulheres que durante muito tempo vêm sendo praticamente ignoradas pela mídia e pelo mercado.
Desenvolvida em sociedade com a MAM Brands, consultoria do Grupo MAP, a Àvera terá Astrid como fundadora e editora-chefe. A plataforma estará presente em diferentes canais digitais, entre eles Instagram, YouTube, TikTok, Spotify e Substack, reunindo conteúdos sobre temas que fazem parte da vida real de mulheres maduras.
Menopausa, saúde, beleza, alimentação, carreira, tecnologia, finanças, viagens, gastronomia, música, cinema, literatura e comportamento estão entre os assuntos previstos. A diversidade dos temas revela uma compreensão importante: depois dos 45, a mulher não passa a viver em torno da idade. Ela continua interessada em praticamente tudo — e talvez em algumas coisas com ainda mais intensidade.
Preconceito de idade
O lançamento também marca uma nova etapa profissional na trajetória de Astrid. Depois de deixar a Globo, em 2023, após 18 anos na emissora, ela assume agora uma posição diferente: além de comunicadora, passa a atuar como empresária e estrategista editorial.
A mudança é simbólica. Durante décadas, a televisão brasileira construiu uma imagem de juventude associada principalmente às mulheres. À medida que envelheciam, muitas profissionais desapareciam da tela ou eram empurradas para papéis secundários. Fora da televisão, o problema não é diferente: mulheres maduras ainda enfrentam preconceito de idade, dificuldades de reinserção profissional e uma pressão permanente para parecerem mais jovens. A Àvera surge justamente nesse território.
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Criar conteúdo especificamente para mulheres 45+ significa reconhecer que existe uma geração que não quer ser tratada como invisível, ultrapassada ou exclusivamente como consumidora de produtos para “combater” a idade. É uma geração que quer informação para viver melhor, mas também quer cultura, diversão, desejo, trabalho, dinheiro, viagens, relacionamentos e novos desafios.
A partir de sua própria experiência
Essa mudança de perspectiva é particularmente importante porque a longevidade está transformando a experiência feminina. Uma mulher que chega aos 45 ou 50 anos pode ter pela frente várias décadas de vida. A questão, portanto já não é apenas como envelhecer, mas como viver bem esse longo período que vem depois da juventude.
A plataforma também pode contribuir para mudar a maneira como a sociedade enxerga a maturidade. Em vez de apresentar a mulher mais velha apenas como alguém que precisa de cuidados, pode mostrá-la como protagonista de decisões, projetos e transformações.
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A escolha de uma mulher madura para comandar uma plataforma destinada a outras mulheres maduras também tem força simbólica. Ela não fala de fora dessa experiência. Fala a partir dela, com as mudanças, descobertas, dúvidas e possibilidades que acompanham essa fase da vida.
Numa sociedade que ainda insiste em associar juventude a valor, iniciativas como essa ajudam a afirmar uma ideia simples e poderosa: a vida não diminui depois dos 45. Ela muda de fase — e ganha muitas novas possibilidades.
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