fbpx

A senhora saúde: ela é campeã de natação aos 90

Por Maya Santana

Nora Rónai voltou há pouco do Canadá com cinco medalhas conquistadas na natação

Nora Rónai voltou do Canadá com 5 medalhas de ouro

Toda notícia que vejo sobre Nora Rónai, tenho vontade de publicar no 50emas. Ela é a encarnação de quem descobriu, ao longo de seus 90 anos, o segredo do bem-viver. E acaba de lançar um livro. Quando li nesse artigo de Bruno Astuto que ela retornou agora do Canadá com cinco medalhas de ouro, conquistadas em campeonatos de natação, me interessei na hora. E aqui estão os detalhes.

Leia:

A arquiteta aposentada Nora Tausz Rónai, de 90 anos, acaba de voltar de Montreal, no Canadá, trazendo na mala cinco medalhas de ouro e o mesmo número em recordes da 15ª edição do Mundial Master de Natação – até hoje ela já participou de seis campeonatos. Além de atleta autodidata, ela acaba de lançar o livro Memórias de um Lugar Chamado Onde (Casa da Palavra), em que conta sua rica e inspiradora história. Falante e vivaz, refuta a alcunha de senhora e comemora a entrada na faixa etária das atletas nonagenários. “Aos 89 anos competia com nadadoras de 85 para cima. Agora, mudei de categoria e sou a mais nova. Para nós, de idade avançada, é muito
importante, porque de um ano para outro a gente perde muito, nada mais devagar”, diz ela, animadíssima com a próxima competição, a Copa Brasil que acontece em setembro, em Foz do Iguaçu. “Gosto de qualquer competição, até cuspe à distância”.

Acaba de ser lançado

Acaba de ser lançado

Como aconteceu a natação em sua vida?
Pulo na água como se voltasse para o colo da minha mãe, que era uma tremenda nadadora. Se não fosse naquela época, ela teria ganhado as Olimpíadas. Como tenho segurança e nenhum medo de água, não me custa fazer qualquer besteira. Quando meu marido, Paulo Rónai, estava muito doente, a médica cardiologista me convidou para nadar num clube para eu me distrair. Ele não falava por causa do câncer na laringe e bateu palma aprovando a decisão. Depois, um treinador do clube disse que eu nadava direitinho e me chamou para o grupo de natação master.

Em que o esporte a ajudou?
Me ajudou a viver, porque, se não fosse a natação eu ficaria doida. Se eu não me aniquilei, devo isso ao esporte. Sempre que podia me mexer, o fazia. Descolava um estádio e praticava ginástica, pulava corda, sempre em movimento. Tem tanta gente gorducha que não consegue. Minhas próprias filhas são gordinhas. O que há de se fazer? Eu tento, mas é dificílimo levar uma pessoa que não gosta de se mexer a se mexer.

Qual o segredo para a longevidade?
Acho que é ultrapassada a figura da vovozinha fazendo crochê e tricô. Se existirem, não as conheço. Deve haver senhoras de 90 anos que jogam tênis, fazem corrida e outras que jogam bridge, que é dificílimo. E tive sorte, porque desde criança só gosto de coisas que são boas para a saúde. Detestava tudo que era gorduroso. Nasci no norte da Itália, onde se cozinhava somente com azeite, sem gorduras saturadas. Minha alimentação, por acaso, é saudável e, por acaso, gosto de me mexer.

Que conselhos dá para quem quer começar a nadar?
Não adianta dar conselho. A única coisa que eu diria é para a pessoa ser feliz, seja jogando xadrez, botão, indo ao cinema. A felicidade é que faz a gente viver bem e talvez ajude a evitar doenças.

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário

3 + 1 =

2 Comentários

Avatar
Elizete 29 de junho de 2016 - 08:43

Parabéns D.Nora!

Responder
Avatar
Deuziane 25 de agosto de 2014 - 23:47

Adoro!!

Responder