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Uso de suplementos alimentares na 3ª idade é perda de tempo

Por Maya Santana
exercícios são a única maneira comprovada de manter a saúde na velhice

Exercícios são a única maneira comprovada de manter a saúde na velhice

Não adianta evitá-los: os exercícios são a única maneira comprovada de manter a saúde na velhice. De acordo com um estudo publicado recentemente na revista especializada Clinical Interventions in Aging, apostar somente em suplementos alimentares para evitar diminuição de força que vem com a idade é perda de tempo e de dinheiro. Pelo menos por enquanto, manter os músculos em atividade é a forma realmente eficaz de evitar a sarcopenia, como é chamada a queda muscular que começa a se manifestar a partir dos 40 anos.

Cientistas do Conselho de Pesquisa Médica da Unidade de Epidemiologia da Universidade de Southampton, no Reino Unido, chegaram à conclusão após revisar 17 trabalhos que relacionavam a ingestão de suplementos e a prática de exercícios físicos em homens e mulheres que passaram dos 65 anos. Os efeitos da junção dos dois comportamentos foram tema de várias pesquisas, mas ainda com resultados pouco consistentes, avalia Sian Robinson, responsável pelo novo estudo. “Eles indicam apenas que esses suplementos podem ser uma estratégia potencial para melhorar a condição muscular de pessoas mais velhas. No entanto, as evidências são fracas. Mais pesquisas são necessárias”, diz.

A autora acredita que não há provas suficientes para a recomendação clínica dos produtos. Por outro lado, há um cenário que reforça a necessidade de livrar-se do sedentarismo para manter o bem-estar. O declínio muscular de indivíduos com 40 a 80 anos é estimado em 30% e 50%. A perda da força e da capacidade funcional avança 3% anualmente quando o indivíduo entra na sétima década de vida, o que faz da sarcopenia um problema relevante na terceira idade, visto que também está associada à obesidade, à osteoporose e ao diabetes tipo 2.

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Na dúvida, Antônio Cavalcante Souza, 61 anos, prefere cuidar muito bem da alimentação. Ele começou a dar importância ao assunto quando estava pré-diabético e 24kg acima do peso. “Procurei uma nutricionista e mudei tudo. Também comecei a praticar exercícios, como corrida e dança”, conta o corretor de imóveis, que já emagreceu 14 kg. O próximo passo é entrar em uma academia, onde poderá repor a massa magra que já começou a diminuir. “Mas não penso em tomar suplementos. Dizia que nunca tinha tempo, mas o tempo a gente precisa fazer.”

Sondagens específicas
Os resultados de Robinson até mostraram melhora na força muscular quando a ingestão de proteínas ou de aminoácidos — a base de construção dos músculos — foi aliada às atividades físicas. Porém, isso ocorreu em apenas três dos sete estudos eleitos para a investigação. É possível que os efeitos benéficos desse suplemento tenham sido evidentes apenas em participantes deficientes nessas substâncias ou que a fonte e a qualidade delas proporcionem benefícios mais ou menos visíveis. Também há a possibilidade de as dietas saudáveis oferecerem outros micronutrientes e substâncias bioativas que não foram contemplados pela análise.

Einstein Francisco Camargos, diretor científico da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia — seção Distrito Federal (SBGG-DF), explica que essa é uma das grandes dificuldades de compreender a eficiência dos suplementos. “A não ser que esses estudos sejam individualizados, investigando separadamente as substâncias, por exemplo, a leticina da soja ou o licopeno do tomate, não há clareza. Fica igual à história do café: saem pesquisas dizendo que faz bem, outras que faz mal, e ninguém conclui nada”, observa o especialista.

O médico brasileiro ressalta que, embora não haja comprovação científica dos benefícios dos complexos vitamínicos, eles não fazem mal, mesmo quando a pessoa ingere mais do que a quantidade de nutrientes recomendada. “Essa quantidade não faz diferença nem provoca danos. O que sabemos é que vitaminas isoladas podem fazer mal, como a vitamina E, que pode provocar danos cerebrais, ou a vitamina A, que favorece o desenvolvimento de alguns tipos de câncer”, explica. (Fonte: Isabela de Oliveira – Correio Braziliense). Clique aqui para ler mais.

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1 Comentários

regina Sales 17 de julho de 2015 - 09:02

Perfeito. ..amei o texto.

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