Os prós e contras do sexo casual depois dos 50

Por Maya Santana
Na falta de um parceiro apaixonado, o sexo casual é preferível a nada

Na falta de um parceiro apaixonado, o sexo casual é preferível a nada

Este artigo, de Ken Solin, foi publicado originalmente no Huffington Post, portal de notícias e análises dos mais importantes dos Estados Unidos. Está publicado no Brasil Post, versão em português do Huffington. Trata de um assunto que não é muito falado no Brasil: sexo depois dos 50 anos. Menos falado ainda, porque refere-se ao sexo casual, aquele feito, normalmente, entre pessoas sem vínculos emocionais, numa relação única e tão somente física.

Leia o artigo:

Conheço algumas mulheres acima dos 50, da geração dos “baby boomers”, que desistiram do sexo. A razão principal é que elas não estão em nenhum relacionamento e não estão interessadas em sexo casual. Apesar de a maioria dessas mulheres ter o desejo de voltar a ser sexualmente ativa, elas preferem esperar pela versão com amor. Por outro lado, muitas mulheres de mais de 50 escreveram artigos sinceros no HuffPost dizendo preferir o sexo casual a esperar pelo amor. Concordo que, na falta de um parceiro apaixonado, o sexo é casual é preferível a nada. Mas ambas as atitudes merecem respeito.

Os artigos sobre sexo casual são um avanço para as mulheres, e a ausência de julgamento por parte dos homens aponta para uma mudança nas atitudes em relação à sexualidade das mulheres. A situação histórica de um peso e duas medidas segundo a qual homens promíscuos eram másculos, e mulheres promíscuas, vadias ou pior, parece estar finalmente morrendo. Essa mudança representa uma transformação cultural e moral de enormes proporções. As mulheres baby boomers não sentem mais a necessidade de defender sua sexualidade. A autoinstituída patrulha da moral quer colocar rótulos nas mulheres que fazem sexo casual, mas ninguém tem autoridade moral sobre a sexualidade de ninguém.

Um ciclo insatisfatório

Nunca fui celibatário por longos períodos, e durante décadas fiz sexo casual entre relacionamentos de longo prazo. E, como as mulheres que escreveram sobre suas experiências com o sexo casual, fiz sexo com parceiras que estavam abertas a um relacionamento, mas sem intimidade emocional. Mas, na falta de conexão emocional, a empolgação com a novidade sempre acabava perdendo o ímpeto, e eu voltava para o ponto inicial, procurando novas parceiras.

De repente, aconteceu uma espécie de tragédia pessoal. Não conseguia mudar de marcha sexualmente. Queria meus poderes de volta, mas não tinha ideia de onde eles tinham ido parar. Me encontrava com um grupo de amigos havia mais de uma década e, apesar de termos uma conversa permanente sobre relacionamentos, assuntos ligados ao sexo não costumavam ser mencionados. Sinceramente, não é algo de que os baby boomers gostem de falar.

Mas eu estava cada vez mais ansioso, então falei do meu problema. Um sujeito da minha idade disse que estava casado havia 30 anos e que ele e sua mulher faziam sexo com tesão três ou quatro vezes por semana. Eu fiquei abismado, com inveja e bravo comigo mesmo por não saber o que ele aparentemente sabia. Clique aqui para ler mais.


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