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Vera Holtz, aos 63 anos: “Estou amando essa vida de modelo”

Por Maya Santana
Como modelo da grife Dona Coisa. Foto: Gustavo Schlittler

Como modelo da grife Dona Coisa. Foto: Gustavo Schlittler

Há cerca de dois meses, fui a um show no Rio e ao final, acabei esbarrando com Vera Holtz, inconfundível com seus cabelos brancos e aquele semblante brincalhão. Trocamos algumas palavras, nos despedimos. Rodeada de amigos, lá foi ela. Para mim, foi um encontro para guardar na memória, porque considero Vera Holtz uma das grandes atrizes do Brasil. Folheando a revista Época, encontrei esta ótima entrevista dela a Bruno Astuto.

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Vera Holtz tem dado o que falar nas redes sociais. A cada post, a atriz diverte seus mais de 20 mil seguidores com fotos descontraídas, frases bem humoradas e vídeos em que lê trechos de poesias. “Criei a personagem Nerd, mas ela é muito fechada. A identidade dela só acontece nas redes sociais. Eu tenho uma identidade forte como atriz e gostei dessa nova faceta. Ela fica lá só observando”, diz ela. “Hoje em dia não existe só um ponto de vista. A gente posta uma foto e tem retorno imediato. Para os atores é muito dinâmico. A gente sente qual é a temperatura de determinado grupo que gosta de seguir aquilo. É muito divertido, porque tem coisas que podem dar certo e outras, não. Com isso, a gente estuda a linguagem comportamental”.

A atriz no papel de Dona Redonda, que ela desempenhou excepcionalmente

A atriz no papel de Dona Redonda, que ela desempenhou excepcionalmente

E assim, ela cria situações engraçadas a cada clique e o coque do seu cabelo virou uma espécie de ‘astro’ – numa das imagens, ela coloca camisinhas coloridas com a legenda “coque seguro” e noutra, encaixa uma coroa de rainha, questionando: “Para que serve o famigerado coque? Suporte de coroa”. Ou ainda colocando uma vela acesa no meio do penteado, no dia do aniversário de 63 anos, 7 de agosto: “Coque Niver: 63 anos comprometidos com a arte”. “Não fico em casa pensando no que vou fazer. São situações espontâneas.Uso o Facebook e Instagram como um processo criativo”.

Entre uma foto e outra, ela foi convidada para posar como modelo, ao lado das atrizes Mariana Lima e Aisha Jambo, para a primeira coleção da multimarcas Dona Coisa, nº 10, de Roberta Damasceno, que lançará a marca para comemorar os 10 anos de loja. “Estou amando essa vida de modelo. Não precisa decorar texto e tem música ao fundo”. Longe da TV desde O Rebu, em que interpretou a excêntrica Vic Garcez, ela volta às telinhas na próxima novela das nove, Sagrada Família, de Maria Adelaide Amaral e Vicente Villari. “A personagem será uma mulher forte e estamos começando a trabalhar essa ‘persona’. Serei, mais uma vez, mãe de Camila Morgado na ficção”, diz ela, que foi mãe da atriz em O Rebu e na peça Palácio do Fim, dirigida pelo saudoso José Wilker.

Algumas das postagens bem humoradas da atriz, que tem cada vez mais seguidores nas redes sociais

Algumas das postagens bem humoradas da atriz, que tem cada vez mais seguidores nas redes sociais

Como foi’modelar’ por um dia?
Estou amando essa vida de modelo. Achei muito fácil e não precisa decorar texto, tem fundo musical e estou viajando nas personagens. Me senti a Kim Novak dirigida por Alfred Hitchcock em Um Corpo Que Cai. Noutro momento estava na ponte do Brooklyn, em Nova York. E também me senti uma rainha.

Como definiria seu estilo?
Moda para mim é arquitetura. Eu consumo moda brasileira porque acho que o país tem estilistas incríveis. Minha irmã costuma dizer que meu estio é parangolé, gosto de arquitetura, como as roupas da estilista mineira Sônia Pinto, fluídas, que caem bem na plasticidade do corpo e dão um efeito incrível.

O que acha da ditadura da magreza?
Acho uma coisa absurda e um critério absolutamente aprisionante.

Posando como modelo da Dona Coisa - Foto: Gustavo Schlitter

Posando como modelo da Dona Coisa – Foto: Gustavo Schlitter

Chegou a fazer coisas malucas para emagrecer?
Na minha geração já existia essa coisa da magreza com a Twiggy – uma das primeiras supermodelos do mundo que implantou uma imagem andrógina e macérrima. A gente tomava bolinha, aqueles remédios com anfetamina, tudo escondido e nunca achava que estava magrinha. Achávamos que éramos todas gordas. Éramos magras, charmosas, mas o modelo de mulher era absolutamente esquálido e sem expressão no rosto. A adolescência é um problema sério porque você está mais volúvel e quando você vê, existe um padrão de beleza em que você tem que reprimir seus hormônios para fazer dietas. Sou do interior (Tatuí, São Paulo), de uma família tipicamente italiana. Era muito macarrão, pão, uma alegria alimentar. A gente era hiperativa e tudo ia embora rapidinho.

Pensa em mudar os fios brancos? Veja a resposta clicando aqui.

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1 Comentários

maria de lourdes sacchitiello 9 de setembro de 2015 - 20:16

Boa noite amei essa publicação ,eu desfilo desde os 14 anos voltei as passarelas amo desfilar ,momento estou fazendo teatro mas dá um gostinho, de desfilar novamente acho a Vera Holtz linda ,profissional ,atriz maravilhosa!

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