Vida prazerosa na 3ª idade exige planejamento

Por Maya Santana
É preciso se organizar para depois da aposentadoria

É preciso se organizar para depois da aposentadoria

Essa questão da aposentadoria gera sempre uma certa insegurança. Por isso é preciso planejar bem planejado a vida que você quer ter depois dos 60 ou 65 anos. É disso que trata este artigo de Marinella Castro para o jornal Estado de Minas. Leitura importante para quem está pensando na própria aposentadoria.

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O brasileiro vence seus primeiros 30 anos de atividade em média aos 54 anos e ainda tem pela frente um bom tempo para colocar em prática o desafio de investir em um trabalho rentável, e ao mesmo tempo prazeroso, já que a garantia do envelhecimento saudável e sustentável terá cada vez mais peso na economia do país e em seus índices de bem-estar social. Em 20 anos, 20% da população terão rompido a barreira dos 60 anos. Hoje, o percentual é de 12%. Escolher a segunda, terceira ou quarta profissão é um planejamento para antes da aposentadoria, e, no Brasil, essa decisão ainda está centralizada nas mãos do futuro aposentado. Depende dele buscar meios e tempo para pensar e desenvolver projetos para o futuro.

Tânia Zambelli, especialista em recursos humanos e na prática do coaching, um aconselhamento para a carreira profissional, percebe que apesar de os brasileiros estarem vivendo mais, a ideia do envelhecimento está chegando cada vez mais rápido ao mercado de trabalho. “Recebo clientes que com pouco mais de 30 anos já se sentem velhos para repensar seus rumos profissionais.” Segundo ela, apesar da sensação que chegou ao mercado de trabalho, a qualquer momento é possível reinventar a carreira, sendo que, no país, os profissionais costumam começar a ter essa reflexão entre os 40 e 50 anos.

Arte aposentadoria

Para a especialista, a “nova” carreira de fato vai aproveitar as competências já acumuladas, a bagagem de cada um para redirecionar a vida profissional. Nesse sentido, Zambelli faz uma reflexão interessante. Para ela, muitos consideram sua segunda carreira até mais prazerosa que a primeira devido ao planejamento que fizeram para ela acontecer. “Na segunda carreira, existe a autonomia. O profissional toma as rédeas, assume o comando de sua vida profissional, o que lhe dá prazer.” Ela ressalta no entanto, que, no Brasil, práticas como o coaching ainda são restritas. “Falta informação.”

Jorge Felix, professor do Centro Interdisciplinar de Assistência e Pesquisa em Envelhecimento (Ciape), diz que o país ainda não enxergou que está envelhecendo e, por isso, faltam políticas públicas para o mercado de trabalho. Ele lembra que ainda é alto o grau de informalidade na economia brasileira, maior que 40%, o que possibilita a precarização do trabalho antes da aposentadoria com agravamento durante essa fase da vida. Outro dado apontado por ele é que a ausência de políticas públicas que levem o mercado de trabalho a se adequar à realidade reduz as chances de uma segunda profissão para a maior parte da população. “Consegue se reinventar quem detém maior escolaridade e renda.”

Mas o ideal de se aposentar e continuar trabalhando, de fazer uma atividade prazerosa ou abrir o próprio negócio já mais velho faz parte do sonho do brasileiro. De acordo com a pesquisa GEM, patrocinada pelo Sebrae e realizada pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP), em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), 52% dos mineiros entre 18 e 64 anos percebem boas oportunidades para começar um negócio na região em que vivem.

“Quem pensa em empreender deve começar o planejamento antes de se aposentar, ainda no mercado de trabalho. De preferência deve estar ligado a uma área que tem conhecimento e deve gostar do que faz”, diz Ricardo Pereira, gerente de educação e emprendedorismo do Sebrae-Minas. Ele lembra que, aos 60 anos, a disposição física do brasileiro é menor, e esse também é um diferencial que deve ser levado em conta ao planejar um negócio. “O empreendedor, além de buscar informação, se preparar, também deve escolher ter prazer naquilo que faz, o que o levará a uma boa gestão, que pode se transformar em retorno financeiro.”


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