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A Vila Puri, localizada no Brejal, área rural de Petrópolis (RJ), a cerca de 31 km do centro da cidade, representa uma proposta inovadora de moradia baseada no conceito de cohousing (moradia colaborativa), que valoriza a convivência comunitária e o compartilhamento de espaços. O projeto estará concluído e será entregue no segundo semestre desse ano.
Esse modelo habitacional surge como alternativa ao estilo de vida urbano tradicional, muitas vezes marcado pelo isolamento social e pela falta de interação entre vizinhos. Na Vila Puri, os moradores participam ativamente da criação e gestão do espaço onde vivem, fortalecendo laços e promovendo um senso de pertencimento.
A moradia colaborativa se baseia na ideia de unir privacidade e coletividade, oferecendo residências individuais combinadas com áreas comuns, como cozinhas compartilhadas, jardins, espaços de lazer e ambientes de convivência.
Vivendo só
O número de pessoas que vivem sozinhas no Brasil mais que dobrou entre 2012 e 2025: saltou de 7,5 milhões para 15,6 milhões, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os domicílios com um único morador representam 19,7% do total – e o envelhecimento da população é um dos fatores que explicam o novo cenário.
O contingente acima dos 60 anos já compreende 16,6% da população e ocupava 41,2% dos lares unipessoais no ano passado. O Rio de Janeiro é o estado com a maior proporção dessas habitações (23,5%), seguido pela Bahia (22,3%) e pelo Rio Grande do Sul (21,9%).
Participação dos moradores
A Vila Puri – cerca de 100 mil metros quadrados numa paisagem rural montanhosa, cercada de Mata Atlântica e extensas plantações de orgânicos – será composta de 18 casas, de tamanhos variáveis (64m², 77m² e 90m²). Tudo está sendo planejado para incentivar encontros, trocas e cooperação entre os moradores. Assim, o espaço físico contribui diretamente para a construção de uma comunidade mais integrada.
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Outro aspecto importante da Vila Puri é a preocupação com a sustentabilidade. O projeto geralmente incorpora práticas ecológicas, como o uso consciente de recursos naturais, gestão de resíduos e incentivo a hábitos mais sustentáveis. Isso demonstra que o cohousing não se limita à convivência social, mas também busca impactar positivamente o meio ambiente.
Além disso, a participação coletiva nas decisões é um dos pilares desse modelo. Os moradores da Vila Puri têm voz ativa em questões relacionadas à manutenção, organização e desenvolvimento do espaço, o que fortalece a democracia interna e o compromisso com o bem comum. Esse tipo de gestão colaborativa contribui para a construção de relações mais transparentes e equilibradas.
Veja como está sendo construída a vila:
Comunidade mais solidária
Iniciativas como essa apontam caminhos possíveis para formas mais humanas e sustentáveis de habitar. O cohousing, portanto, surge como uma alternativa viável para quem busca qualidade de vida aliada à convivência comunitária.
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Dessa forma, a Vila Puri exemplifica como novos modelos de moradia podem transformar não apenas o espaço físico, mas também as relações entre as pessoas. Ao promover cooperação, sustentabilidade e participação, o cohousing contribui para a construção de comunidades mais solidárias e para uma melhor qualidade de vida.
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