Viver mais e melhor? Coma mais frutas e legumes

Por Maya Santana
Djair da Silva, 76 anos, plantas suas próprias frutas e legumes em seu sítio

Djair da Silva, 76 anos, plantas suas próprias frutas e legumes em seu sítio

Outro estudo importante comprova a importância de diminuir a ingestão de alimentos calóricos para prevenir e conter complicações ligadas ao envelhecimento. Para isso, é essencial aumentar o consumo de frutas e legumes. Este seria o segredo da longevidade: menos doces e mais alimentos naturais.

Leia o artigo de Bruna Sensêve para o Correio Braziliense:

“A prevenção de doenças chama-se alimentação”, assegura Djair Bernardo da Silva. Ao mesmo tempo em que discorre sobre os hábitos saudáveis perpetuados durante toda a vida, ele aponta para um jaqueira de três metros de altura e garante que, aos 76 anos, consegue chegar ao topo dela sem grande dificuldade. Se em um primeiro momento a façanha parece impossível, com poucos minutos de conversa, a disposição do senhor de barba e cabelos brancos passa a impressionar e atestar que ele sobe em todas as árvores frutíferas que preenchem o largo terreno da chácara em Vicente Pires. A maior parte das frutas e dos legumes que consome é de produção própria. Djair vive na prática a filosofia que começa a ganhar cada vez mais espaço nos consultórios médicos e laboratórios científicos. Nada de um comprimido por dia. A prevenção às doenças e a longevidade estão no prato, no movimento e nos relacionamentos humanos.

Heloene cuida mais do que come depois de sofrer intoxicação alimentar

Heloene cuida mais do que come depois de sofrer intoxicação alimentar

A enorme parreira que ocupa uma parte especial das inúmeras plantações é a que desperta o maior orgulho de Djair na intensa seca que assola a cidade. “Comecei a cuidar da minha saúde desde criança. Nunca fumei, nunca tomei bebida alcoólica e não perco uma noite de sono” diz. Como resultado, Djair não tem qualquer problema de saúde nem sabe o que é tomar remédio. O histórico familiar é de invejar: nada de diabetes nem de hipertensão. Para ele, a melhor genética é o hábito. “Seu pai aprendeu com o seu avô que comer mal era bom. Seu pai ensinou para você a mesma coisa e você ensina isso para o seu filho, que vai ensinar isso aos netos. Cria-se um problema que passa de uma geração para a outra”, detalha.

A explicação não é científica, mas caminha na mesma direção de descobertas recentes. Estudo publicado na última edição da revista científica Nature Immunology demonstrou como a interação entre nutrição, metabolismo e imunidade está envolvida no processo de envelhecimento. Os pesquisadores da Universidade College London, no Reino Unido, comprovaram, mais uma vez, em laboratório, que é possível reforçar a imunidade celular a partir apenas da intervenção dietética. Eles não indicam nenhum alimento em específico, mas confirmam uma suspeita amplamente investigada na ciência do envelhecimento: menos é mais.

Nesse caso, menos calorias no prato significam mais anos de vida. À medida que o organismo humano começa a envelhecer, o sistema imunológico passa a entrar em declínio. Pessoas mais velhas sofrem com o aumento da incidência e da gravidade de infecções, além do fato de a vacinação contra muitos males se tornar menos eficiente. Em um primeiro trabalho, o grupo de cientistas mostrou que o envelhecimento das células do sistema imunológico, conhecidas como linfócitos T, pode ser controlado pela molécula p38 MAPK, que atua como um freio para evitar funções celulares. A molécula é ativada por baixos níveis de nutrientes com sinais associado aos envelhecimento. “O estudo reforça a questão da dieta com restrição calórica: ter uma dieta regrada e de baixa calorias”, resume Einstein Francisco Camargos, geriatra do Hospital Universitário de Brasília (HUB). Clique aqui para ler mais.


CONTEÚDO PUBLICITÁRIO

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário





Utilizamos cookies essenciais de acordo com a nossa Política de Privacidade e ao continuar navegando, você concorda com estas condições. Aceitar Leia mais