fbpx

A estilista inglesa Vivienne Westwood mudou a cara do mundo

Por Maya Santana

A estilista inglesa, 72, é chama de “Mãe do punk”

A estilista inglesa, 72, é chamada de “Mãe do punk”

Ana Maria Cavalcanti

A estilista inglesa, Vivienne Westwood, um dos maiores ícones da indústria da moda, irreverente e provocadora, conhecida também  como a mãe dos punks, vai lançar sua autobiografia daqui a pouco mais de um mês, em outubro.  O livro foi escrito em parceria com Yan Kelly, respeitado e premiado biógrafo e ator inglês.

Biografia

Biografia

São 464 páginas repletas de histórias sobre a vida e a carreira desta estilista, hoje  com 72 anos, cabelos cor de laranja, casada com um homem 25 anos mais jovem que ela,  uma ex-professora primária, filha de sapateiro, que se tornou uma mulher  rica e extremamente bem sucedida.

Sua etiqueta é vendida no mundo todo, com roupas, bijuterias e sapatos, geralmente extravagantes e com saltos e plataformas enormes.

Ela tem um verdadeiro império. Só em Londres, são quatro lojas. Tem também um título de nobreza dado pela rainha Elizabeth II, em 1988. Um fato curioso é que quando foi receber o título de “dama”no Palácio de Buckingham, estava sem calcinha,  hábito antigo da estilista.  A foto saiu nos jornais do mundo todo. Ela tinha, então, 51 anos.

A foto que correu o mundo

A foto que correu o mundo

O livro conta que a família de Vivienne era muito unida, morava no interior da Inglaterra. Na adolescência, ela chegou a se matricular numa escola de arte, mas largou logo a escola. Vivendo numa sociedade rigidamente estruturada em classes, ela se perguntava: “Como uma garota da classe operária poderia ganhar a vida no mundo das artes?” Foi quando decidiu ser professora primária. Aos 17 anos, foi para Londres. Dava aulas de inglês. Casou-se em seguida e o primeiro filho veio em 1963.

No clima rebelde dos anos 60, conheceu Malcolm MacLaren, por quem se apaixonou perdidamente e com quem teve seu segundo filho. Malcolm era produtor da banda punk Sex Pistols, que fez um enorme sucesso em Londres, nos anos 70. O casal abriu uma loja, em 1971, na famosa Kings Road, e ela passou a criar o figurino da banda usando, muito couro preto, tecidos rasgados, giletes ,alfinetes, correntes, coleiras e frase polêmicas. A loja mudou de nome várias vezes. Na última, foi trocado para Sex.

Com o marido Malcolm, em 1977

Com o marido Malcolm, em 1977

Era o começo de um carreira de sucesso. Mas Vivienne queria ser mais do que uma estilista punk. Ia sempre a museus estudar a história da moda, olhar de perto os modelos e as técnicas usadas antigamente. Sua primeira coleção veio em 1981, chamada Piratas, inspirada nos séculos 17 e 18. Várias outras coleções tinham um toque “histórico”, além de uma alfaiataria impecável.

Entre os momentos marcantes da vida de Vivienne, o livro conta que em 1990, 1991 e1996, ela foi eleita a Estilista Britânica do Ano. Neste período diversificou suas coleções, criando roupas para homens e vestidos de noiva. Como o estilo escocês, conhecido por tartan, virou um padrão em suas coleções, as noivas não ficaram de fora.

Coleção inspirada em piratas, 1981

Coleção inspirada em piratas, 1981

Vivienne se casou 3 vezes. A última com Andreas Kronthaler,atual marido e com quem vive desde 1992. Os dois trabalham juntos. Apesar da grande diferença de idade, vivem felizes como dois pombinhos há 22 anos. Foi ele quem a convenceu, em 2000, a sair do apartamento que moravam no sul de Londres, um Council flat, como são chamados, na Inglaterra, os apartamentos construídos pelo governo para pessoas de baixa renda ( semelhante ao Minha Casa, Minha Vida).

Lá, ela viveu por 30 anos, mesmo quando já era um nome reconhecido internacionalmente. Os filhos puxaram à mãe. Joseph Corré, o mais jovem, que ela teve com Malcolm, é o criador da Agent Provocateur, uma etiqueta de lingerie ousada e luxuosa. O primeiro filho, Bem, é fotógrafo.

Kate Moss com um vestido de noiva

Kate Moss com um dos vestidos de noiva

Um lado pouco conhecido de Vivienne é destaque no livro. É que, além de estilista, ela é uma ativa defensora dos direitos humanos e do meio ambiente. Faz parte, inclusive das ONGs Liberty e do Greenpeace. Mas não pertence a nenhum partido político. O interesse pelos acontecimentos do mundo aparece em muitas de suas camisetas. Numa delas escreveu: Eu não sou terrorista, por favor não me prenda”. Era um protesto contra as leis antiterroristas adotadas pelo governo britânico, depois de um atentado ao metrô, em 2005.

Vivienne não gosta de ver TV nem de ler jornais, mas adora jardinagem. Yan Kelly, com quem ela escreveu a biografia, coloca a estilista nas nuvens: “Vivienne é muito mais do que você imagina, quando você se encontra com ela pela primeira vez. Ela é uma ardorosa defensora dos direitos humanos, tem um coração enorme. É calorosa, muito inteligente, um rosto conhecido no mundo todo. Mas ao lado disso, é também aquela professora primária do interior que caiu de amores por Malcolm MacLaren e mudou a cara do mundo”.

"Eu não sou terrorista"

“Eu não sou terrorista”

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário

sete + 13 =

5 Comentários

Avatar
adri 25 de fevereiro de 2015 - 12:06

adorei a historia desta estilista, vou até fazer um trabalho na faculdade

Responder
Avatar
Maria Margareth 30 de agosto de 2014 - 14:40

Maravilhosa! Tenho muita admiração e respeito por ela.
Mulher a frente do seu tempo me fascinam e me encorajam.
Fazendo a diferença!

Responder
Avatar
everailde silva 29 de agosto de 2014 - 23:53

Adoro conhecer histórias de alguém que veio do ” quase nada”, e se torna “um alguém”, isto é mt gratificante !

Responder
Avatar
lisa santana 27 de agosto de 2014 - 23:27

Sim Déa, e pelo visto uma mulher que sempre esteve além do seu tempo.

Responder
Avatar
Déa Januzzi 27 de agosto de 2014 - 23:23

Adorei conhecer mais sobre essa mulher bela e intrigante.

Responder