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"Vou terminar minha vida, provavelmente, sozinha"

Por Maya Santana

Arlete Salles, 71 anos, será uma das entrevistadas no programa "Damas da TV"

Arlete Salles, 71 anos, será uma das entrevistadas no programa “Damas da TV”


Na próxima quarta-feira, dia 8, a convidada do programa “Damas da TV”, do canal pago Viva, será Arlete Salles, atriz consagrada, na televisão desde os anos 60. O programa foi idealizado para marcar os 50 anos da telenovela no Brasil e traz em cada edição um grande nome, como Glória Menezes, Fernanda Montenegro, Regina Duarte, Marieta Severo e Glória Pires, entre outras. Neste artigo de Bruno Astuto para a revista Época, Arlete fala um pouco de sua vida e confessa, aos 71 anos de vida, que os casamentos não a fizeram feliz.
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Arlete Salles como atração do programa Damas da TV, dia 8 de janeiro. A pernambucana iniciou a carreira no humor e ganhou os palcos e as telas ao fazer o público rir e chorar, mas o programa apresentará um lado nem tão conhecido da veterana, que considera a profissão o alimento de sua alma. “Não fui muito feliz nos meus casamentos. Vou terminar minha vida, provavelmente, sozinha. O que permaneceu sempre ao meu lado, o meu porto seguro, e o que me faz viver, é minha profissão”, disse ela.
Entre tantos assuntos, ela lembra que não sabia como se virar depois que se divorciou do ator e humorista Lúcio Mauro, com quem ficou casada por 12 anos. A parceria com Janete Clair foi muito importante nessa fase de sua vida. “Ela escreveu a Laura (Selva de Pedra, 1972) para mim com muito carinho. Foi o que segurou minha onda. Foi uma amiga muito querida, era mãezona. Foi uma grande perda”.

Sobre o início de carreira, conta: “Sempre fui muito impulsiva, quando vi já estava lá. Fui sem o menor conhecimento de nada, sem o preparo. Claro que não passei no teste de atriz. Me aproveitaram como locutora, mas ficava com os olhos lá no rádio teatro”, revela. Nesta época, conheceu Lúcio e casou-se. Depois, ainda no Recife, passou pelo teatro, até chegar à TV. “Mas o espaço ficou pequeno, e resolvemos vir para o ‘centro’ do país, onde nosso trabalho pudesse repercutir”, lembra.
Com a mudança para o Rio de Janeiro, entrou para a TV Tupi, onde fez programas de humor, mas com o fim da emissora, ela não pensou duas vezes: “Peguei minha bolsa e fui rapidinho pedir ajuda ao José Bonifácio de Oliveira Sobrinho (Boni), falei que eu e Lucio estávamos desempregados”, lembra.
Arlete começou na TV Globo em 1967, no elenco de Sangue e Areia, que também marcou a estreia de Tarcísio Meira e Glória Menezes na emissora. A atriz comenta ainda que, quando conseguiu ser escalada para novela, não tinha mais personagens de sua idade. “Eu tinha 23 anos e interpretei a Mercedes, mãe de Myriam Pérsia na trama, que tinha a mesma idade. Mas, era televisão preto e branco. Então, tudo era possível”, brinca.
Entre os papeis de destaque, Kika Jordão, de Lua Cheia de Amor (1990), Augusta Eugênia, de Porto dos Milagres (2001) e Carmosina, de Tieta (1989), em que interpretou uma nordestina. “Foi gostoso de fazer, pude liberar meu sotaque”, lembra.

Já em Pedra Sobre Pedra (1992), Arlete teve que aprender a andar de vespa para viver a delegada Francisquinha. “Nunca tinha andado de bicicleta quando criança. Fiz umas aulas e, um dia, o freio não funcionou e bati em um ônibus que estava parado. Abri a boca, fez um corte grande, mas prossegui com a aula, mesmo sangrando. Se eu parasse, nunca mais teria coragem de sentar numa vespa. Quando acabou, fui correndo para uma clínica”.

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