VW vai retirar do ar comercial com gato preto

Por Maya Santana
Muitas críticas e reclamações levou a empresa a decidir retirar o comercial do ar

Comercial é acusado de estimular maus tratos a gatos

A Volkswagen fez um gol contra ao buscar na superstição a inspiração para a sua campanha de lançamento do Gol 2013, principalmente ao utilizar um gato preto e associá-lo ao azar. A história repercutiu negativamente nas mídias sociais e a fabricante decidiu retirar a campanha do ar.

O comercial, produzido pela Almap BBDO, mostrava uma pessoa estacionando um carro vermelho e sugeria que objetos de “sorte” e dispositivos de segurança do veículo teriam ajudado o motorista a estacionar em um local difícil. No final, um gato preto pula no capô, indicando que não dava para ter sorte o tempo todo.

A campanha teria sido considerada pelos donos de gatos e protetores de bicho de estimação uma forma de estimular maus-tratos contra gatos pretos, que já são vítimas de ataques em períodos como Sexta-feira 13 e Halloween. O próprio Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo não faz doação de gatos pretos nessa época.

Cléo Pires em campanha para acabar com a supertição

Cléo Pires em campanha para acabar com a supertição

Em nota, a companhia informou que o comercial de varejo denominado ‘Superstição’ não será mais veiculado a partir desta quarta-feira (dia 6 de fevereiro) em respeito e atendimento às manifestações. “Em nenhum momento, no comercial, a Volkswagen quis estimular/sugerir qualquer tipo de desrespeito aos animais. Pelo contrário. Os animais sempre serviram de inspiração para as nossas campanhas, por sua inteligência e exuberância, e geraram filmes marcantes como o do Cachorro-Peixe e da Ovelha-Nuvem (ambos para a SpaceFox), dos Tigres (CrossFox) do elefante Korama (Amarok), do ‘cachorro Pug falante’ (Jetta) e dos cães Labradores (Gol).”

O sócio-diretor da agência Fischer & Friends, Mario D’Andrea, acredita que há exagero em relação ao entendimento da mensagem transmitida pela campanha feita pela Almap BBDO. “O filme fala sobre crendices populares e acredito que, tanto para o cliente quanto para a agência que o produziu, o assunto não é o animal, mas sim a superstição. Acho que as pessoas deviam dedicar o tempo delas nas redes sociais para discutir assuntos mais sérios. E o País está cheio deles.” Fonte: Estadão.


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2 Comentários

ana maria 5 de fevereiro de 2013 - 22:37

Realmente uma vitória das redes sociais e das organizações/ indivíduos que defendem os direitos doa animais. Como achar que essa fofura dá azar?.

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Halex 5 de fevereiro de 2013 - 18:36

Muito bem Sr. Mario D’ Andrea, enquanto as pessoas continuarem achando que é um “exagero”, milhares de animais indefesos continuarão sofrendo maus tratos.
Um pouco mais de consciência não faz mal!
Realmente é uma pena que o Sr. apoie uma campanha como essa…

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