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Xô, aposentadoria

Por Maya Santana

Continuar trabalhando é bom para o bolso e, sobretudo, para a mente

Continuar trabalhando é bom para o bolso e, sobretudo, para a mente

Este artigo, publicado pela revista Veja, aborda um assunto dos mais importantes para aquelas pessoas que ainda não se aposentaram, tenham elas a idade que tiverem: a necessidade de se programar para o depois da aposentadoria. Não se iludir, achando que vai viver no paraíso, quando não tiver mais determinadas obrigações. Nada disso. É preciso planejar o que fazer, como será a vida nesta sua outra etapa. Especialistas garantem: o melhor é continuar trabalhando, não só para o bolso, mas, sobretudo, para a mente. Concordo plenamente.

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Você passou a vida imaginando tal dia. Aquele em que faria uma festinha de despedida com os colegas do escritório, entregaria o crachá e ficaria de férias até o fim da vida. Se na teoria chegar à aposentadoria é algo que, em geral, parece desejável, na prática pode ser frustrante. Com o envelhecimento da população mundial, sair do mercado aos 60 anos se tornou prematuro. Estar no auge da vida e vestir o pijama passou a ser um baque para a maioria dos profissionais. Sobretudo daqueles que trabalham desde a juventude.

É uma mudança que inclui redução da renda e sensação de ociosidade e de perda de importância social, o que abala profundamente a auto-estima. Aposentar-se com um padrão de vida próximo ao dos tempos da ativa é um sonho cada vez mais distante para trabalhadores do mundo inteiro. Se o sujeito é funcionário público, terá uma perda de 20% de sua renda. Já aqueles que trabalham na iniciativa privada, se não possuírem um plano de previdência privada, vão embolsar cerca de 2 400 reais pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

“Chegar a uma idade e não poder comprar o que se quer ou ter de ficar fazendo conta é um desestabilizador”, diz a psiquiatra especializada em terceira idade Márcia Menon, da Universidade Federal de São Paulo. Além disso, há o componente psicológico de ter a vida produtiva estagnada, uma porta aberta para a depressão. “Dos meus pacientes que se aposentam na faixa dos 60 anos, mais de 70% acabam sofrendo algum grau de depressão. Por isso, eu aconselho: adiem ao máximo”, afirma o geriatra João Toniolo Neto, de São Paulo.

Segundo ele, os sintomas da síndrome da pós-aposentadoria devem ser levados a sério. Muitas vezes, são confundidos erroneamente com enfermidades relacionadas à velhice, mas uma avaliação atenta pode diagnosticar o estado depressivo. Falta de memória, de concentração, fraqueza, cansaço e distúrbio do sono podem estar ligados à aposentadoria precoce. “Meu conselho é sempre cultivar interesses fora do ambiente de trabalho e, sobretudo, não esperar se aposentar para ver o que vai fazer na vida. Planeje antes para não ficar perdido”, afirma Toniolo.

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