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Zezé Motta aos 70: ‘Não tenho medo da velhice’

Por Maya Santana

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Zezé Motta é muito engraçada. É sempre bom ler as suas entrevistas. Nesta, publicada por O Globo, quando perguntada como é chegar aos 70, ela responde serenamente: “Eu nunca escondi a idade. Estou achando legal ter 70… Quer dizer, se a gente pudesse escolher, não passaria dos 30, né? Mas existem algumas vantagens, por exemplo: eu tive a crise dos 30, dos 40, dos 50 e dos 60. E de repente aos 70 não, desencanei.”

Leia a entrevista:

Dona de uma gargalhada generosa, Zezé Motta recebeu O Globo em sua casa, no Rio de Janeiro, para uma conversa na qual passa a limpo parte de seus 70 anos. “Estou achando legal ter 70… Quer dizer, se a gente pudesse escolher, não passaria dos 30, né?”, diverte-se a atriz, no ar como Sebastiana, a devotada mãe de Tadeu (Fabrício Boliveira), na novela Boogie Oogie. Na vida real ela também fala com orgulho dos cinco filhos adotivos – Luciana, Nadine, Sirlene, Carla, Cíntia e Robson. Zezé sofreu três abortos espontâneos e, apesar dos baques, não reclama da vida.

Ela vai fazer 71 em junho

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No lado profissional, lembra que com Xica da Silva, personagem-título do filme de Cacá Diegues de 1976, teve seu talento reconhecido. Por causa de Xica, Zezé foi parar no psicanalista: eleita à condição de símbolo sexual, sentia-se obrigada a corresponder à expectativa dos parceiros e não decepcioná-los na cama. “Esquecia do meu prazer”, conta ela, com a mesma franqueza com a qual assume ter passado, na adolescência, por um processo de “embranquecimento”, quando se achava feia. Só reavaliou seus conceitos após uma viagem aos Estados Unidos, na década de 60.

QUEM:  De que forma o convite para interpretar Sebastiana instigou-a a voltar às novelas?
ZEZÉ MOTTA: Eu estava com saudade de fazer TV. E adorei quando soube que seria mãe novamente do Fabrício Oliveira, que é um fofo. Ele já tinha sido meu filho em Sinhá Moça (2006) e é um sonho de ator. Com o Ricardo Waddington eu também não trabalhava há séculos, ele ainda nem era diretor de núcleo na última vez.

QUEM:  Sua personagem tem muito orgulho do filho. Como é a Zezé mãe?
ZM: Também sou bem mãezona, de ficar mostrando fotos no celular. Como toda mãe, fico emocionada em ver as meninas crescendo, conquistando espaço no mercado de trabalho. Sou um pouquinho rígida, porque fui criada assim, mas com um tempero de conversa e carinho. Tento ser aberta ao diálogo, minhas filhas não têm o menor pudor de abrir o jogo comigo sobre qualquer assunto.

“Estou achando legal ter 70...

“Estou achando legal ter 70…

QUEM: O fato de não ter tido filhos naturalmente foi um problema?
ZM: Às vezes rola uma melancolia não por eu não ter tido, mas por ter perdido. Cheguei a engravidar três vezes, mas tinha útero infantil. Na primeira delas, quando fui comunicar ao pai do bebê, ele disse que estava apaixonado por outra mulher. Senti cólica na hora e no mesmo dia apareceu um sangramento. Eu não podia pegar avião, pegar peso, me aborrecer, me emocionar… Depois perdi o segundo discutindo com o marido. Na última vez que engravidei, meu marido queria muito ter um filho comigo. Eu estava com uns 35 anos, mas tive outro aborto.

QUEM: Como é chegar aos 70 anos?
ZM: Com certeza é uma data marcante. Eu nunca escondi a idade. Estou achando legal ter 70… Quer dizer, se a gente pudesse escolher, não passaria dos 30, né? (gargalhada). Mas existem algumas vantagens, por exemplo: eu tive a crise dos 30, dos 40, dos 50 e dos 60. E de repente aos 70 não, desencanei.Clique aqui para ler mais.

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