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Zooterapia: contato com bicho pode curar doenças

Por Maya Santana

Métodos zooterapêuticos começaram a ser utilizados no final do século 19

Métodos zooterapêuticos começaram a ser utilizados no final do século 19

Desde a mais remota antiguidade os bichos fazem parte do cotidiano dos homens, seja como alimento, força de trabalho, ou, simplesmente, como companhia, os famosos pets, termo em inglês para designar os bichinhos de estimação. Mas nem todos sabem que os animais também podem ter grande contribuição em uma área específica da medicina, denominada zooterapia, cujas técnicas são utilizadas para o tratamento de inúmeras doenças, tanto psicológicas quanto físicas.

Esse tipo de contato com os animais, incluindo cães, gatos, cavalos, peixes, tartarugas, pássaros e outros, vem proporcionando o aumento da afetividade, do ânimo e da socialização de jovens, adultos e idosos. É o que mostra o projeto “Desenvolvendo a afetividade de idosos institucionalizados através dos animais”, implantado desde 2006 pela professora Maria de Fátima Martins, da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Universidade de São Paulo (USP).

Para as crianças, o contato com animais ajuda na interação social

Para as crianças, o contato com animais ajuda na interação social

A zooterapia é uma ciência que visa estudar a interação do ser humano com o animal, mas sob o ponto de vista terapêutico e educacional. Ou seja, não mais o bicho como comida, não mais como companhia, mas sim estudado e colocado de forma a ajudar as pessoas, sobretudo quando elas se encontram em situações de estresse e depressão.

Alguns animais, como o cavalo, são importantes para o tratamento de doenças físicas, sendo reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina para o tratamento de diversas doenças e limitações. No caso da hipoterapia, os movimentos do cavalo são parecidos aos do homem. Pacientes com algum tipo de deficiência motora que montam esses animais acabam por receber estímulos de forma repetida no sistema nervoso central, desencadeando respostas positivas. Dentre os benefícios, há a melhora no desenvolvimento motor, maior adequação do tônus muscular, melhora na coordenação motora e no controle da cabeça e do tronco, proporcionando maior equilíbrio.

O contato aumenta a afetividade, o ânimo e a socialização de jovens, adultos e idosos

Aumenta a afetividade, o ânimo e a socialização de jovens, adultos e idosos

Métodos zooterapêuticos começaram a ser utilizados no final do século 19, na Bélgica, quando médicos perceberam que pacientes que sofriam de algum tipo de deficiência mental passavam a se socializar melhor devido ao convívio com animais, se tornando menos agressivos. Na Inglaterra, nos anos 30, pesquisadores descobriram um fato curioso: os idosos que iam para os asilos, mas que podiam levar seus animais, tinham uma socialização e independência maior do que aqueles que não os levavam. Em 1942, nos Estados Unidos, terapeutas sentiram o benefício do uso da zooterapia em pacientes com desordens físicas e mentais.

No Brasil, em 1950, a professora Nise da Silveira – célebre psiquiatra e psicoterapeuta – começou a tratar pacientes esquizofrênicos com cães e gatos, batizando esses animais de coterapeutas. O interesse voltou a surgir a partir dos anos 90, quando foram implantados os primeiros centros de atendimento de terapia assistida por animais. Em setembro de 2000, acontece no Rio de Janeiro, a 9ª Conferência Internacional sobre Interações Homem/Animal, despertando diferentes profissionais de saúde e afins, para atuação e pesquisas científicas nas atividades e terapias assistidas por animais. Os cães, sobretudo, têm sido usados como facilitadores para profissionais das áreas de terapia ocupacional, fisioterapia , psicologia, biologia , veterinária, fonoaudiologia, pedagogia e psiquiatria. Leia mais em brasil247.com.br

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1 Comentários

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ana 3 de julho de 2013 - 11:46

A Doutora Nise Da Silveira, ainda na metade do século passado, defendia a terapia com animais. Pessoalmente dou o meu testemunho: meus gatos aumentam a minha afetividade, meu lado lúdico, .. Isso pra não falar da companhia que nos proporcionam. Eles são ótimos companheiros.

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