• Anuncie no Site
  • Contato
No Result
View All Result
Newsletter
50emais
  • Início
  • Clube de Vantagens
  • Saúde
    Você sabe o que é alergia primaveril?

    Você sabe o que é alergia primaveril?

    Experimentei a canetinha da magreza. E emagreci minha vontade de viver

    Experimentei a canetinha da magreza. E emagreci minha vontade de viver

    Dráuzio Varella: Como evitar que seu corpo fique inchado com o calor

    Dráuzio Varella: Como evitar que seu corpo fique inchado com o calor

    Quer aproveitar o novo ano para desintoxicar e, assim, desinflamar o corpo?

    Quer aproveitar o novo ano para desintoxicar e, assim, desinflamar o corpo?

    Os cinco melhores alimentos para cuidar do cérebro e da memória

    Os cinco melhores alimentos para cuidar do cérebro e da memória

    Levei enorme susto quando o cardiologista me deu o diagnóstico: fibrilação atrial

    Levei enorme susto quando o cardiologista me deu o diagnóstico: fibrilação atrial

    Deixar de fumar é a promessa de Ano Novo mais importante da sua vida

    Deixar de fumar é a promessa de Ano Novo mais importante da sua vida

    É preciso cultivar a espiritualidade.

    É preciso cultivar a espiritualidade.

    Dráuzio Varella: dicas para melhorar o seu sono

    Dráuzio Varella: dicas para melhorar o seu sono

  • Moda
    Para você que passou dos 50 e gosta de usar vestido

    Para você que passou dos 50 e gosta de usar vestido

    Qual é a cor desse verão que acaba de chegar?

    Qual é a cor desse verão que acaba de chegar?

    Moda: alfaiataria e gravata estão de volta

    Moda: alfaiataria e gravata estão de volta

    A noite mais aguardada para os amantes do universo da moda decepcionou

    A noite mais aguardada para os amantes do universo da moda decepcionou

    Moda depois dos 50: trajes para todos gostos

    Moda depois dos 50: trajes para todos gostos

    “Eu não sabia que poderia causar tanto impacto nessa idade”

    “Eu não sabia que poderia causar tanto impacto nessa idade”

    Com a chegada do frio, vestido com botas é uma boa pedida

    Com a chegada do frio, vestido com botas é uma boa pedida

    Glória Kalil: como usar salto baixo com roupa de noite

    Glória Kalil: como usar salto baixo com roupa de noite

    Moda: estampas para o inverno 2024

    Moda: estampas para o inverno 2024

  • Cultura
    Marieta Severo, capa da revista Vogue: A chegada dos 80 é muito significativa.

    Marieta Severo, capa da revista Vogue: A chegada dos 80 é muito significativa

    Tânia Maria: “Ainda não caiu a ficha que sou famosa”

    Tânia Maria: “Ainda não caiu a ficha que sou famosa”

    Glória Pires dirige seu primeiro filme: Sexa, uma comédia sobre preconceito de idade

    Glória Pires dirige seu primeiro filme: Sexa, uma comédia sobre preconceito de idade

    Adélia Prado, considerada maior poetisa viva do Brasil, chega aos 90 anos

    Adélia Prado, considerada maior poetisa viva do Brasil, chega aos 90 anos

    Fernanda Montenegro é uma bandida no filme que pode ser sua despedida do cinema

    Fernanda Montenegro é uma bandida no filme que pode ser sua despedida do cinema

    Documentário mostra a beleza do envelhecimento ativo

    Documentário mostra a beleza do envelhecimento ativo

    Primeira negra na Academia Brasileira de Letras encontra-se com as outras imortais

    Primeira negra na Academia Brasileira de Letras encontra-se com as outras imortais

    Marianas, documentário imperdível sobre a tragédia de Bento Rodrigues, no GloboPlay

    Marianas, documentário imperdível sobre a tragédia de Bento Rodrigues, no GloboPlay

    Em sua estreia como diretora, Scarlett Johansson fala da amizade com a avó

    Em sua estreia como diretora, Scarlett Johansson fala da amizade com a avó

  • Intercâmbio e Turismo
    Por que Londres é uma cidade única no mundo

    Por que Londres é uma cidade única no mundo

    Tudo que você gostaria de saber sobre intercâmbio  50+ no exterior

    Tudo que você gostaria de saber sobre intercâmbio 50+ no exterior

    Em 2024, dê a você de presente duas semanas de intercâmbio no exterior

    Em 2024, dê a você de presente duas semanas de intercâmbio no exterior

    Live: Comece a planejar seu intercâmbio/2024. São 16 opções de cidades

    Live: Comece a planejar seu intercâmbio/2024. São 16 opções de cidades

    Intercâmbio no exterior em 2024 – mais de 10 destinos para você que passou dos 50

    Intercâmbio no exterior em 2024 – mais de 10 destinos para você que passou dos 50

    Intercâmbio no exterior: África do Sul e Escócia esperam por você em 2023

    Intercâmbio no exterior: África do Sul e Escócia esperam por você em 2023

    Quatro países para você fazer intercâmbio ainda neste ano

    Quatro países para você fazer intercâmbio ainda neste ano

    Não precisa falar inglês para fazer o intercâmbio em Malta

    Não precisa falar inglês para fazer o intercâmbio em Malta

    Live: quer passar duas semanas em Malta?

    Live: quer passar duas semanas em Malta?

  • Entrevistas
    O ser humano não vive mais do que 120 anos

    O ser humano não vive mais do que 120 anos

    ‘O grande ensinamento dos pacientes é viver o hoje’

    ‘O grande ensinamento dos pacientes é viver o hoje’

    Cuidado! Ficar sentado muito tempo danifica a coluna

    Cuidado! Ficar sentado muito tempo danifica a coluna

    ‘A idade me trouxe a clareza do viver’

    ‘A idade me trouxe a clareza do viver’

    Isabel Allende sobre 3º casamento aos 70: O amor é o mesmo, mas as necessidades são diferentes

    Isabel Allende sobre 3º casamento aos 70: O amor é o mesmo, mas as necessidades são diferentes

    Live discute ‘dependência afetiva’, mal que causa grande sofrimento e afeta milhões

    Live discute ‘dependência afetiva’, mal que causa grande sofrimento e afeta milhões

    Lucinha Lins sobre a libido na terceira idade: “Não fica ruim, mas diferente”

    Lucinha Lins sobre a libido na terceira idade: “Não fica ruim, mas diferente”

    Símbolo sexual, Luisa Brunet chega aos 60 anos em seu “melhor momento”

    Símbolo sexual, Luisa Brunet chega aos 60 anos em seu “melhor momento”

    Para melhorar o cérebro, você tem que cuidar do espírito

    Para melhorar o cérebro, você tem que cuidar do espírito

  • História de Vida
    Quem foi Brigitte Bardot e por que ela marcou tanto o seu tempo

    Quem foi Brigitte Bardot e por que ela marcou tanto o seu tempo

    Documentário conta a extraordinária história de Dráuzio Varella

    Documentário conta a extraordinária história de Dráuzio Varella

    Aos 80, ela faz história ao completar competição das mais difíceis do mundo

    Aos 80, ela faz história ao completar competição das mais difíceis do mundo

    Perguntada sobre o passar do tempo, Cher não titubeou: “Eu odeio isso”

    Perguntada sobre o passar do tempo, Cher não titubeou: “Eu odeio isso”

    Rumo aos 100 anos

    Rumo aos 100 anos

    Aos 80 anos, Dr. Alexandre Kalache é referência na luta em favor dos idosos

    Aos 80 anos, Dr. Alexandre Kalache é referência na luta em favor dos idosos

    Grande Otelo é nome de teatro em Uberlândia(MG), onde nasceu há exatos 110 anos

    Grande Otelo é nome de teatro em Uberlândia(MG), onde nasceu há exatos 110 anos

    Mestras de três gerações contam como abraçaram a arte de ensinar

    Mestras de três gerações contam como abraçaram a arte de ensinar

    Dona Raymunda da Conceição tem 114 anos e ainda quer viver muito

    Dona Raymunda da Conceição tem 114 anos e ainda quer viver muito

  • Comportamento
    NOLT – um modismo para mascarar o envelhecimento

    NOLT – um modismo para mascarar o envelhecimento

    Quando os papéis se invertem e você vira mãe da sua mãe

    Quando os papéis se invertem e você vira mãe da sua mãe

    Romances virtuais falsos se multiplicam e acendem alerta para mulheres 50+

    Romances virtuais falsos se multiplicam e acendem alerta para mulheres 50+

    Auto-estima alta: apenas 3% dos homens brasileiros se acham feios

    Auto-estima alta: apenas 3% dos homens brasileiros se acham feios

    Celebrar o Ano Novo aos 50+ é assumir compromisso com aquilo que faz sentido

    Celebrar o Ano Novo aos 50+ é assumir compromisso com aquilo que faz sentido

    Muitos idosos vão passar a noite de Natal sozinhos

    Muitos idosos vão passar a noite de Natal sozinhos

    Uma tentatva de golpe quase bem sucedida

    Uma tentatva de golpe quase bem sucedida

    Ao lançar as cinzas, devolvemos quem a gente ama à liberdade absoluta

    Ao lançar as cinzas, devolvemos quem a gente ama à liberdade absoluta

    Mulheres já podem usar spray de defesa no Rio de Janeiro

    Mulheres já podem usar spray de defesa no Rio de Janeiro

  • Vida Financeira
    Vai se aposentar? Veja o que muda na aposentadoria em 2026

    Vai se aposentar? Veja o que muda na aposentadoria em 2026

    Quer ter independência financeira? Veja 10 dicas para chegar lá

    Quer ter independência financeira? Veja 10 dicas para chegar lá

    Envelhecimento: o desafio de planejar suas finanças

    Envelhecimento: o desafio de planejar suas finanças

    Especialistas dão dicas de como se proteger contra golpes financeiros

    Especialistas dão dicas de como se proteger contra golpes financeiros

    Quatro décadas de trabalho garantirão outras três após a aposentadoria?

    Quatro décadas de trabalho garantirão outras três após a aposentadoria?

    Antecipação de 13º salário: o que fazer com o dinheiro?

    Antecipação de 13º salário: o que fazer com o dinheiro?

    Aos 64, ela já viajou por 64 países e ensina como economizar

    Aos 64, ela já viajou por 64 países e ensina como economizar

    Aposentados: 1ª parcela do 13° salário sai nesta quarta, 24 de abril

    Aposentados: 1ª parcela do 13° salário sai nesta quarta, 24 de abril

    A difícil tarefa de fazer uma reserva financeira para a velhice

    A difícil tarefa de fazer uma reserva financeira para a velhice

Amigos constroem vila em São Paulo para envelhecer juntos

São 25 pessoas, a maioria com mais de 60 anos, que vão recomeçar a vida em área verde, no interior paulista

12/04/2024
Compartilhe no FacebookCompartilhe no TwitterCompartilhe no WhatsappCompartilhe no LinkedinCompartilhe no TelegramCompartilhe com QRCODE
Grupo se reuniu para viver em comunidade e fugir da solidão. Foto: Acervo pessoal

50emais

O projeto está sendo levado adiante em Mogi das Cruzes, na região metropolitana de São Paulo, e conta com a participação de 25 pessoas. Alguns deles, amigos de longa data. Outros, se juntaram agora à comunidade Bem Viver.

A ideia é cada um ter a sua própria casa, num mesmo terreno, e viver numa espécie de comunidade, espantando a solidão através do convívio com outros moradores.

Esse é um modelo de moradia que surgiu na Dinamarca e, desde então, vem ganhando adeptos no mundo inteiro, inclusive no Brasil, onde há outros projetos semelhantes em andamento, como você vai ver neste artigo de para a BBC Brasl.

Veja:

Um grupo de mais de 25 pessoas, composto em sua maioria por idosos, quer recomeçar a vida em uma área verde no interior de São Paulo.

Um de seus principais objetivos é viver em comunidade para fugir da solidão, um dos problemas que muitas pessoas enfrentam com o avançar da idade.

“Cada vez mais que você vai envelhecendo, a tendência acaba sendo ficar mais isolado”, diz um dos responsáveis pela criação do projeto, o economista Norival de Oliveira, de 60 anos, à BBC News Brasil.

“Esse tipo de comunidade tem justamente o objetivo de trazer mais convivência social e não permitir que os idosos sejam deixados de lado.”

Os dois buscaram alguns conceitos já adotados em outros países e se encantaram por aquilo que é conhecido como cohousing.

É um estilo de vida em comunidade na qual as pessoas têm suas próprias casas, mas compartilham vários espaços coletivos.

O conceito surgiu na década de 1970 na Dinamarca e passou a ser adotado em outras partes do mundo.

Essas comunidades costumam ser formadas por grupos que têm algum tipo de afinidade, como, por exemplo, pessoas que têm em comum o desejo de viverem juntas na velhice.

Muitos membros do grupo não se conheciam e já se tornaram amigos. Foto: Acervo pessoal

“Preparamos um material sobre o tema e chamamos 13 amigos mais próximos para tentar colocar a ideia em prática”, diz Norival.

No entanto, grande parte não seguiu no projeto, por questões financeiras ou outros motivos pessoais. Só outros três, além de Norival e Ricardo, continuaram a apostar na ideia.

O casal decidiu buscar mais gente que se encaixasse no perfil que eles traçaram para a cohousing, como ter mais de 50 anos e querer viver em comunidade.

“Abrimos para o público em geral porque a gente percebeu que, no fundo, não dava para ser só com os amigos que eu já conhecia”, explica Norival.

“Na verdade, a gente precisa encontrar pessoas que têm afinidade com esse modo de vida.”

Assim, a comunidade batizada de Bem Viver ganhou novos moradores, que haviam descoberto o projeto por meio de comentários de conhecidos ou pela internet.

As redes sociais ajudaram a divulgar a iniciativa e atrair mais pessoas interessadas, principalmente no auge da pandemia de covid-19.

No perfil da Bem Viver no Instagram, Norival começou a postar sobre o projeto. Isso atraiu muitos curiosos e também quem estava realmente interessado na proposta.

Cada candidato passou por um período de teste em interação com os demais moradores para conhecer melhor o projeto.

O candidato só poderia decidir se viveria na comunidade caso fosse aprovado pelos demais.

Leia também: Condomínio para maiores de 55 anos: paraíso dos idosos

Para integrar o projeto, há uma parte fundamental: ter recursos financeiros para ajudar a bancar a ideia.

Cada morador arca de partida com uma cota única, que corresponde ao pagamento pela sua parte do terreno, e, depois, pagará a construção da casa.

Ricardo e Norival, que estão juntos há 13 anos, deram início ao projeto que atraiu outras pessoas. Foto: Acervo pessoal

“Alguns já tinham esse dinheiro guardado e pretendiam usar de alguma forma nessa fase de terceira idade, mas também teve gente vendendo casa na praia ou apartamento para participar”, explica Norival.

Os idealizadores do projeto calculam que o custo de construção de cada casa pode ultrapassar os R$ 500 mil, além do preço do terreno — um valor que pode tornar a ideia inviável para muitos brasileiros aposentados.

Por outro lado, quem consegue fazer isso considera que é um investimento para ter uma velhice saudável, diz Norival.

Um lugar para passar a velhice

O grupo buscou por terrenos em cidades do interior do Estado de São Paulo. Eles queriam estar em uma área verde, mas também proximos de infraestrutura com comércio, lazer e hospitais.

Havia alguns critérios, como não ser muito longe da capital e ser um local com muito contato com a natureza.

No fim de 2022, eles encontraram o lugar que consideraram ideal: uma área verde, com cerca de 63,5 mil m², ainda no perímetro urbano de Mogi das Cruzes.

Com o terreno comprado, começaram a buscar um profissional para cuidar do projeto arquitetônico.

Foi nesse período que o grupo conheceu o arquiteto Roberto Kubota, de 62 anos.

Leia também: Brasileira conta segredos dos que passam de 100 anos, em cinco áreas do mundo

Os moradores da Bem Viver o procuraram porque Kubota compartilhava nas redes sociais algumas informações sobre cohousing, ainda que não tivesse trabalhado em nenhuma iniciativa assim até então.

Terreno em Mogi das Cruzes (SP) foi escolhido para abrigar cohousing. Foto: Acervo pessoal

“Eu tinha tentado morar em uma cohousing antes da pandemia, que seria em uma praia. Mas veio a pandemia e o projeto não avançou”, conta Kubota.

Quando soube da Bem Viver, ele diz que se encantou e, além de ser escolhido para trabalhar como arquiteto, comprou uma das cotas para morar na comunidade.

“Foram dois desejos de anos atendidos ao mesmo tempo: trabalhar na construção dessa forma de moradia e morar perto da natureza e em comunidade”, diz o arquiteto.

Ele conta que, desde que era jovem, tinha vontade de viver em comunidade.

“Quando me formei, fiz um mochilão e fui parar em um kibutz [comuna agrícola israelense] e vi que morar em comunidade era um negócio que poderia dar certo”, afirma.

Ao longo das décadas, ele deixou esse desejo de lado, mas admite que sempre pensou na possibilidade.

“Cheguei a comprar um terreno para compartilhar no fim de semana com amigos, mas não deu certo porque meus amigos estavam em outro momento da vida”, comenta.

Sem filhos e divorciado, Roberto se preocupava com a solidão ao envelhecer.

“A gente vê que a população está envelhecendo, e existe esse medo. A vida em comunidade pode ser benéfica para a saúde e até para ganhar alguns anos de vida”, diz.

“Quem participa dessas iniciativas está realmente aberto a viver em comunidade. Talvez seja até mesmo uma herança hippie da geração anos 1970.”

Uma das regras do projeto é que todos poderiam opinar sobre como a comunidade deveria ser.

Projeto mostra como devem ser as casas de cohousing no interior de SP. Foto: Acervo pessoal

Roberto diz que a participação foi intensa: “Foi um processo colaborativo, e a inteligência de todos os membros do grupo também foi muito importante para definirmos tudo”.

O arquiteto afirma que tudo foi pensado para se viver da forma mais simples possível e com facilidades para os moradores, por serem mais velhos.

O terreno escolhido, por exemplo, não tem uma grande inclinação, o que facilita a acessibilidade. No local, há inúmeras árvores e um pequeno lago natural.

No entorno, há áreas preservadas, nas quais existem diversos tipos de árvores, diferentes animais silvestres, além de lugares para trilhas e alguns sítios que oferecem turismo rural.

Todas as casas também serão térreas e compactas, com espaços pensados para o uso de idosos.

As casas ficarão próximas, cerca de 15 metros de porta a porta uma da outra, para facilitar a interação entre os moradores.

Todas as casas seguirão um mesmo estilo arquitetônico, e há projetos de três tamanhos: 89 m², 98 m² e 110 m².

Uma área coletiva, que ficará a 200 metros de distância das casas na borda do terreno, terá um refeitório, com varanda e cozinha; uma sala para atividades artísticas (música e dança principalmente); um ateliê de artesanato; bar e churrasqueira.

A comunidade terá ainda piscina, sala de ginástica ou outras atividades físicas, lavanderia coletiva, uma pequena praça, hortas e pomares.

Cerca de um terço do terreno tem uma área verde permanente.

“O princípio é o respeito à natureza. Queremos construir tudo em direção à sustentabilidade, com melhorias socioambientais para conservar e preservar a natureza”, diz Norival.

A expectativa é de que a construção comece em meados deste ano. O grupo espera a aprovação do projeto pela prefeitura.

A vista aérea de como deve ficar o projeto: casas não podem ser muito distantes umas das outras. Foto: Acervo pessoal

Norival explica que filhos ou netos poderão visitar ou viver temporariamente com os moradores.

“Mas é fundamental entender que as áreas e as atividades são voltadas para as pessoas com 50 anos ou mais”, explica.

Entre os moradores, há pessoas com idades que variam de 56 a 79 anos. Muitos já são aposentados.

“A média de idade é de 65 anos”, diz Norival.

Atualmente, quase todas as cotas da cohousing já foram vendidas, e o grupo espera vender as que faltam nos próximos meses.

Não será permitido alugar ou usar a casa por temporada.

“Isso foi estabelecido no contrato social que fizemos com todos, com documentos legais e apoio de advogados”, diz Norival.

Leia também: Moradia compartilhada para acima de 60 ganha espaço no Brasil

Os membros do grupo também já definiram até mesmo algumas regras em relação aos herdeiros.

“Quem for herdar o patrimônio, vai ter que ter perfil para se mudar, senão descaracteriza”, diz Norival.

Caso o herdeiro não se enquadre no perfil, a orientação será vender para um novo morador que tenha mais de 50 anos e queira viver em comunidade.

Os benefícios da companhia durante a velhice
O conceito de moradias como o cohousing é defendido por especialistas como uma forma de favorecer a saúde mental dos idosos.

A aposentada Marisa Fumanti, de 66 anos, viu a mãe sofrer com a solidão durante a velhice.

“Ela se sentia muito sozinha e me cobrava muito por isso. Mas eu trabalhava bastante, então acabava não conseguindo acompanhá-la tanto”, diz.

Quando viram os filhos saindo de casa, Marisa e o companheiro perceberam que era o momento de realizar o sonho de morar na área rural.

O casal comprou uma chácara no interior de São Paulo. No entanto, Marisa diz que as coisas estão pesadas para serem divididas só pelo casal.

Em 2021, a aposentada foi chamada por Norival, que ela havia conhecido anos antes em um curso, para fazer parte da Bem Viver e logo aceitou.

Área em que será construída a comunidade tem lago natural e diversas árvores. Foto: Acervo pessoal

“Desde que tinha 30 anos, sempre quis morar em comunidade, mas nem imaginava que existia algo como uma cohousing”, diz.

“Trabalhei na área da educação a vida toda e sempre entendi que a capacidade regenerativa do homem está no coletivo, por isso sempre busquei isso.”

Os futuros moradores da Bem Viver moram em diferentes cidades atualmente, enquanto o projeto não fica pronto.

Mesmo assim, eles já se consideram grandes amigos e costumam se reunir pessoalmente com frequência para interagir e falar sobre o projeto, conta Marisa

“Já construímos uma grande parceria. Nós não nos conhecíamos e, hoje, somos amigos de infância.”

O principal fator para que essas comunidades sejam benéficas é que elas costumam ajudar a evitar a solidão, que atinge muitos idosos enquanto filhos ou netos seguem suas vidas para longe deles.

A solidão, segundo os estudos, não prejudica apenas o bem-estar emocional dos idosos, mas também tem características de problema de saúde pública, porque aumenta os riscos de doenças mentais ou outros problemas de saúde.

Pesquisas recentes apontaram, por exemplo, que a solidão pode causar alterações no cérebro que favorecem o surgimento de doenças degenerativas, como Parkinson, Alzheimer, e outros tipos de demência.

Estudos anteriores já indicavam maior risco de perda cognitiva leve e desenvolvimento de demência entre idosos solitários.

Essa falta de interações sociais pode prejudicar a memória, a capacidade de atenção prolongada e a flexibilidade cognitiva, além de aumentar o risco de depressão, ansiedade e estresse crônico.

O arquiteto Roberto Kubota foi escolhido para desenvolver o projeto e acabou se tornando um dos futuros moradores. Foto: Acervo pessoal

Os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 10,2% das pessoas com 18 anos ou mais disseram ter recebido o diagnóstico de depressão no país.

A faixa etária proporcionalmente mais afetada é a dos idosos com 60 a 64 anos, com 13,2%. Os de 65 a 74 anos aparecem com 11,8%. E, por último, os de 75 ou mais, 10,2%.

Um estudo publicado no ano passado mostrou que a depressão é quatro vezes mais comum entre idosos que dizem que se sentem sempre sozinhos.

Aqueles que moram sozinhos apresentam índices mais altos de solidão do que os que viviam com uma ou mais pessoas.

Para a aposentada Marisa Fumanti, a cohousing vai ser a chance de não passar pela mesma solidão enfrentada pela mãe dela, já falecida.

“É um novo modelo de vida que atende a muitas necessidades das pessoas mais velhas, minimiza a depressão e propicia exercícios coletivos”, afirma.

Outros projetos pelo Brasil

Enquanto a população brasileira envelhece — e a estimativa é de que os números de idosos aumentem cada vez mais em todo o mundo —, iniciativas como a Bem Viver chamam a atenção.

Existem outros projetos semelhantes no país. Uma das mais conhecidas é a Vila ConViver, que deve reunir principalmente professores aposentados da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A ConViver começou a ser discutida em 2017 e devera ter 46 moradores. A área já foi escolhida, mas atualmente aguarda aprovação do projeto pela prefeitura.

“Há outras iniciativas pelo Brasil, como no Rio de Janeiro ou em outras cidades, mas o processo de formação é bem lento”, explica o arquiteto Roberto Kubota.

Roberto ressalta que o movimento de cohousing no país é recente, tendo surgido há cerca de seis ou sete anos.

Marisa Fumanti viu a mãe sofrer com a solidão durante a velhice e não quer enfrentar situação semelhante. Foto: Acervo pessoal

Mas ele acredita que a ideia deve ganhar força por causa da mudança no perfil etário da população, da maior preocupação com a solidão e o isolamento, da maior atenção à sustentabilidade e do desejo por uma vida simples, em contato com a natureza.

“Será muito interessante acompanhar a evolução do movimento ao longo do tempo”, comenta.

“Acredito que o Brasil vai gerar um modelo próprio, mesmo usando como base a experiência de fora.”

Informe Vida Adulta Inteligente

Receba nossos informativos Vida Adulta Inteligente

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Verifique sua caixa de entrada ou a pasta de spam para confirmar sua assinatura.

Next Post
Por que, no fim da vida, pessoas veem entes queridos mortos há anos?

Por que, no fim da vida, pessoas veem entes queridos mortos há anos?

Informe Vida Adulta Inteligente

Receba nossos informativos Vida Adulta Inteligente

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Verifique sua caixa de entrada ou a pasta de spam para confirmar sua assinatura.

Iniciei minhas atividades como jornalista na década de 70. Trabalhei em alguns dos principais veículos nacionais, como O Estado de S. Paulo e Jornal de Brasil. Mas a maior parte da minha carreira foi construída no exterior, trabalhando para a emissora britânica BBC, em Londres, onde vivi durante mais de 16 anos. No retorno ao Brasil, criei um jornal, do qual fui editora até me voltar para a internet. O 50emais ganhou vida em agosto de 2010. Escolhi o Rio de Janeiro para viver esta terceira fase da existência.

50emais © Customizado por AttonSites | Sergio Luz

  • Anuncie no Site
  • Contato
No Result
View All Result
  • Início
  • Clube de Vantagens
  • Saúde
  • Moda
  • Cultura
  • Intercâmbio e Turismo
  • Entrevistas
  • História de Vida
  • Comportamento
  • Vida Financeira

© 2022 50emais - Customizado por AttonSites.

google.com, pub-6507649514585438, DIRECT, f08c47fec0942fa0
google-site-verification=RdokOpUk5ttGOj7FPy4Cgxiz9sky4_-ws4YYW_Q7YcA
Utilizamos cookies essenciais de acordo com a nossa Política de Privacidade e ao continuar navegando, você concorda com estas condições.

Canal de atendimento WhatsApp