• Anuncie no Site
  • Contato
No Result
View All Result
Newsletter
50emais
  • Início
  • Clube 50+
  • Saúde
    Fumante passivo: o perigo invisível de viver ao lado de quem fuma

    Fumante passivo: o perigo invisível de viver ao lado de quem fuma

    Decisão do Senado torna mais provável oferta da vacina de herpes-zóster pelo SUS

    Decisão do Senado torna mais provável oferta da vacina de herpes-zóster pelo SUS

    O que torna uma queda tão perigosa depois dos 65 anos?

    O que torna uma queda tão perigosa depois dos 65 anos?

    Estas são as vacinas essenciais depois dos 60 anos

    Estas são as vacinas essenciais depois dos 60 anos

    A importância do exercício no tratamento da artrose e da artrite

    A importância do exercício no tratamento da artrose e da artrite

    Perda de massa óssea, doença silenciosa que afeta milhões

    Perda de massa óssea, doença silenciosa que afeta milhões

    Como preservar a memória, esse bem de valor inestimável

    Como preservar a memória, esse bem de valor inestimável

    Aos 75 anos, eu me livrei da incontinência urinária

    Aos 75 anos, eu me livrei da incontinência urinária

    Crescimento do alcoolismo entre maiores de 60 preocupa

    Crescimento do alcoolismo entre maiores de 60 preocupa

  • Moda
    Glória Kalil: as tendências do verão 2026/2027

    Glória Kalil: as tendências do verão 2026/2027

    Por que as marcas de roupas para ginástica não pensam nas pessoas mais velhas?

    Por que as marcas de roupas para ginástica não pensam nas pessoas mais velhas?

    As 13 peças que devemos ter no guarda-roupa para estarmos sempre bem vestidas

    As 13 peças que devemos ter no guarda-roupa para estarmos sempre bem vestidas

    Moda outono-inverno depois dos 50: elegância e conforto sem regras

    Moda outono-inverno depois dos 50: elegância e conforto sem regras

    Depois dos 50, menos regra no vestir, mais estilo pessoal

    Depois dos 50, menos regra no vestir, mais estilo pessoal

    Para você que passou dos 50 e gosta de usar vestido

    Para você que passou dos 50 e gosta de usar vestido

    Qual é a cor desse verão que acaba de chegar?

    Qual é a cor desse verão que acaba de chegar?

    Moda: alfaiataria e gravata estão de volta

    Moda: alfaiataria e gravata estão de volta

    A noite mais aguardada para os amantes do universo da moda decepcionou

    A noite mais aguardada para os amantes do universo da moda decepcionou

  • Cultura
    Zezé Motta: a beleza de continuar brilhando em cena aos 81

    Zezé Motta: a beleza de continuar brilhando em cena aos 81

    Brasileira é finalista de um dos prêmios literários mais importantes do mundo

    Brasileira é finalista de um dos prêmios literários mais importantes do mundo

    Uma companhia de dança que só aceita maiores de 60

    Uma companhia de dança que só aceita maiores de 60

    ‘Enquanto você está aqui’, livro sobre o maior dos tabus: a morte

    ‘Enquanto você está aqui’, livro sobre o maior dos tabus: a morte

    Aos 52 anos, brasileira é a primeira mulher a assumir orquestra alemã

    Aos 52 anos, brasileira é a primeira mulher a assumir orquestra alemã

    Marieta Severo, capa da revista Vogue: A chegada dos 80 é muito significativa

    Tânia Maria: “Ainda não caiu a ficha que sou famosa”

    Tânia Maria: “Ainda não caiu a ficha que sou famosa”

    Glória Pires dirige seu primeiro filme: Sexa, uma comédia sobre preconceito de idade

    Glória Pires dirige seu primeiro filme: Sexa, uma comédia sobre preconceito de idade

    Adélia Prado, considerada maior poetisa viva do Brasil, chega aos 90 anos

    Adélia Prado, considerada maior poetisa viva do Brasil, chega aos 90 anos

  • Intercâmbio e Turismo
    Por que Londres é uma cidade única no mundo

    Por que Londres é uma cidade única no mundo

    Tudo que você gostaria de saber sobre intercâmbio  50+ no exterior

    Tudo que você gostaria de saber sobre intercâmbio 50+ no exterior

    Em 2024, dê a você de presente duas semanas de intercâmbio no exterior

    Em 2024, dê a você de presente duas semanas de intercâmbio no exterior

    Live: Comece a planejar seu intercâmbio/2024. São 16 opções de cidades

    Live: Comece a planejar seu intercâmbio/2024. São 16 opções de cidades

    Intercâmbio no exterior em 2024 – mais de 10 destinos para você que passou dos 50

    Intercâmbio no exterior em 2024 – mais de 10 destinos para você que passou dos 50

    Intercâmbio no exterior: África do Sul e Escócia esperam por você em 2023

    Intercâmbio no exterior: África do Sul e Escócia esperam por você em 2023

    Quatro países para você fazer intercâmbio ainda neste ano

    Quatro países para você fazer intercâmbio ainda neste ano

    Não precisa falar inglês para fazer o intercâmbio em Malta

    Não precisa falar inglês para fazer o intercâmbio em Malta

    Live: quer passar duas semanas em Malta?

    Live: quer passar duas semanas em Malta?

  • Entrevistas
    O ser humano não vive mais do que 120 anos

    O ser humano não vive mais do que 120 anos

    ‘O grande ensinamento dos pacientes é viver o hoje’

    ‘O grande ensinamento dos pacientes é viver o hoje’

    Cuidado! Ficar sentado muito tempo danifica a coluna

    Cuidado! Ficar sentado muito tempo danifica a coluna

    ‘A idade me trouxe a clareza do viver’

    ‘A idade me trouxe a clareza do viver’

    Isabel Allende sobre 3º casamento aos 70: O amor é o mesmo, mas as necessidades são diferentes

    Isabel Allende sobre 3º casamento aos 70: O amor é o mesmo, mas as necessidades são diferentes

    Live discute ‘dependência afetiva’, mal que causa grande sofrimento e afeta milhões

    Live discute ‘dependência afetiva’, mal que causa grande sofrimento e afeta milhões

    Lucinha Lins sobre a libido na terceira idade: “Não fica ruim, mas diferente”

    Lucinha Lins sobre a libido na terceira idade: “Não fica ruim, mas diferente”

    Símbolo sexual, Luisa Brunet chega aos 60 anos em seu “melhor momento”

    Símbolo sexual, Luisa Brunet chega aos 60 anos em seu “melhor momento”

    Para melhorar o cérebro, você tem que cuidar do espírito

    Para melhorar o cérebro, você tem que cuidar do espírito

  • História de Vida
    Richard Gere chega aos 77 mais voltado para a espiritualidade

    Richard Gere chega aos 77 mais voltado para a espiritualidade

    Aos 63 anos, Paula Toller está de volta e critica o preconceito de idade

    Aos 63 anos, Paula Toller está de volta e critica o preconceito de idade

    Ronaldo Nazário redescobre o valor do tempo ao se aproximar dos 50 anos

    Ronaldo Nazário redescobre o valor do tempo ao se aproximar dos 50 anos

    O sucesso que Rita Lobo faz

    O sucesso que Rita Lobo faz

    Djavan: grande relevância depois de 50 anos de carreira

    Djavan: grande relevância depois de 50 anos de carreira

    Cem anos de Marilyn: poucos artistas vivem no imaginário popular há tanto tempo

    Cem anos de Marilyn: poucos artistas vivem no imaginário popular há tanto tempo

    Aos 82, Billie Jean King, estrela do tênis, forma-se na universidade

    Aos 82, Billie Jean King, estrela do tênis, forma-se na universidade

    Aos 86, Suely Franco vive um dos momentos mais fortes da carreira

    Aos 86, Suely Franco vive um dos momentos mais fortes da carreira

    Carla Madeira, a mineira que se tornou um fenômeno na literatura

    Carla Madeira, a mineira que se tornou um fenômeno na literatura

  • Comportamento
    Liberdade para envelhecer do seu jeito

    Liberdade para envelhecer do seu jeito

    A pergunta que fazemos sem esperar a resposta

    A pergunta que fazemos sem esperar a resposta

    Assédio no trabalho nem sempre começa com uma proposta explícita

    Assédio no trabalho nem sempre começa com uma proposta explícita

    A idade em que decidimos escolher melhor as brigas

    A idade em que decidimos escolher melhor as brigas

    Infidelidade depois dos 50: quando a vida a dois é colocada à prova

    Infidelidade depois dos 50: quando a vida a dois é colocada à prova

    Você fala muito? Cuidado! Isso pode fazer mal à saúde e a quem está por perto

    Você fala muito? Cuidado! Isso pode fazer mal à saúde e a quem está por perto

    Por que as filhas costumam cuidar mais dos idosos da família do que os filhos

    Por que as filhas costumam cuidar mais dos idosos da família do que os filhos

    Precisamos mesmo continuar amigos do ex?

    Precisamos mesmo continuar amigos do ex?

    Quando é hora de uma pessoa idosa parar de dirigir?

    Quando é hora de uma pessoa idosa parar de dirigir?

  • Vida Financeira
    Por que é fundamental se preparar financeiramente para a maturidade

    Por que é fundamental se preparar financeiramente para a maturidade

    Vai se aposentar? Veja o que muda na aposentadoria em 2026

    Vai se aposentar? Veja o que muda na aposentadoria em 2026

    Quer ter independência financeira? Veja 10 dicas para chegar lá

    Quer ter independência financeira? Veja 10 dicas para chegar lá

    Envelhecimento: o desafio de planejar suas finanças

    Envelhecimento: o desafio de planejar suas finanças

    Especialistas dão dicas de como se proteger contra golpes financeiros

    Especialistas dão dicas de como se proteger contra golpes financeiros

    Quatro décadas de trabalho garantirão outras três após a aposentadoria?

    Quatro décadas de trabalho garantirão outras três após a aposentadoria?

    Antecipação de 13º salário: o que fazer com o dinheiro?

    Antecipação de 13º salário: o que fazer com o dinheiro?

    Aos 64, ela já viajou por 64 países e ensina como economizar

    Aos 64, ela já viajou por 64 países e ensina como economizar

    Aposentados: 1ª parcela do 13° salário sai nesta quarta, 24 de abril

    Aposentados: 1ª parcela do 13° salário sai nesta quarta, 24 de abril

50emais

Queixa de avó: Essa de deixar o filho comigo e viver a vida, não é o certo

Uma das avós que se rebelam: 'Cuidar dos netos ocasionalmente é diferente de virar cuidador principal'

27/10/2023
Compartilhe no FacebookCompartilhe no TwitterCompartilhe no WhatsappCompartilhe no LinkedinCompartilhe no TelegramCompartilhe com QRCODE
Estresse, ansiedade, exaustão e insônia são os sintomas mais comuns entre avós após longos períodos cuidando dos netos. Foto: Getty Images

50emais

Os filhos, às vezes, realmente abusam. Eles se esquecem que os pais já estão idosos, mais cansados, e agem como se fosse obrigação dos velhos cuidar das crianças.

Poucos avós se rebelam contra essa imposição. Têm medo de desagradar os filhos(egoístas e insensíveis). Mas alguns não se intimidam e deixam claro que não estão dispostos a assumir a incumbência, que cabe, primeiramente, a quem teve os filhos.

É disse que trata essa reportagem de Almudena de Cabo, da BBC News Mundo. Vários casos de avós que até cuidam e gostam de cuidar dos netos, mas quando podem.

Leia:

Ao passar perto de um parquinho, em qualquer tarde de um dia de semana, é possível ver uma cena típica: avós cuidando dos netos depois da escola.

O que a princípio pode parecer uma bela imagem, para alguns se tornou uma obrigação, com consequências até para a saúde.

Cayetana Campo deixou claro desde o início que não queria ser uma daquelas avós e comunicou isso aos quatro filhos, quando começaram a ter parceiros estáveis, ​​para evitar problemas futuros.

“Eu fui clara sobre isso. Tenho quatro filhos e se você faz com um tem que fazer com todos”, explica em conversa com a BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC.

“Se um dia eles não puderem e precisarem que eu vá buscar a criança na escola, tudo bem. Mas pegar o neto de manhã e ficar com ele o dia todo até os pais voltarem do trabalho definitivamente não é correto, porque eu tenho a minha vida e agora que me aposentei tenho tempo para fazer outras coisas”, afirma.

“Tenho visto avós que vão buscar os netos de manhã, levam eles à escola, dão alimentação e às vezes até os filhos saem de férias e deixam os netos com eles”, acrescenta sobre os idosos que passam a ser os principais cuidadores dos netos.

Leia também: “Voternidade” é cuidar do neto e da filha que acabou de dar à luz

Embora admita que seus filhos gostariam de poder contar mais com ela, eles não reagiram mal. “Pra mim, essa de deixar o filho comigo e viver a vida, não é o certo. É por isso que eles têm filhos, certo? Para que eles possam cuidar deles.”

Estou ocupada

Ela critica a crença que muitos carregam de que “você pode ter filhos, porque os avós irão cuidar deles”.

Cayetana Campo gosta de aproveitar o tempo livre para passear com as amigas, ir ao teatro ou simplesmente sair para tomar uma bebida

“Eu tinha quatro filhos e trabalhava, e eles (os avós) não cuidavam deles para mim. Eles cuidavam quando podiam.”

“Na minha época pode ter havido uma avó que poderia ter feito mais, mas em geral foi como o que aconteceu comigo: os avós não estavam lá o tempo todo como estão agora. Agora há avós que os estão criando.”

Cayetana teve o primeiro filho aos 23 anos e o quarto aos 41 anos. “Já fiquei ocupada por um bom tempo”, diz ela, que tem seis netos.

Ao longo da vida, a mulher sempre teve outras ocupações, além da maternidade: trabalhou com o pai na pastelaria da família e depois com o marido em um açougue.

Longe do que muitos possam imaginar, ela tem um relacionamento muito bom com os netos, com quem passa bons momentos.

“Temos uma relação avó-netos. Curtimos juntos, é para isso que servem os avós”, afirma Cayetana ao contar como divide o seu tempo entre ajudar o filho na sua loja em Benavente, algo que adora, e passear com as amigas.

“Em Madri faço ginástica de manhã no Parque do Retiro e à tarde ou fico em casa fazendo coisas ou encontro as amigas para ir ao teatro ou dar um passeio”, detalha.

Ela tem muitas amigas que, assim como ela, se recusam a cuidar dos netos o tempo todo, mas também conhece avós que cuidam dos netos em tempo integral, porque senão os filhos vão ficar bravos com eles.

“Cuidam um pouco como uma obrigação e isso não pode acontecer”, comenta.

“Conversando com as pessoas você percebe que sempre tem alguém explorado.”

Medo do que vão dizer

Mas nem todos têm a força de Cayetana. Estabelecer limites nem sempre é fácil e movidos pelo sentimento de culpa, muitos avós acabam imersos num turbilhão de escolas, atividades extracurriculares, refeições, férias e outras atividades, quase sem tempo para mais nada.

Leia também: Rachel de Queiroz: Neto é como herança que se ganha sem merecer

“Eles se sentem culpados por não quererem cuidar tanto dos netos”, explica à BBC News Mundo o psicólogo Ángel Rull sobre as pessoas que ele atende.

Leia também: Avó e neto: um faz bem ao outro

“Eles chegam como se houvesse algo de errado com eles por não querer cuidar dos netos, por imporem limites, por precisarem de um pouco mais de espaço, de poder viajar”.

“E é aí que a gente realmente se reestrutura para que eles saibam que o que eles sentem é normal, mas que socialmente não falamos tanto sobre isso, porque somos tradicionalmente obrigados a cuidar do silêncio, do ‘minha obrigação é cuidar de você e não posso reclamar disso’”, pontua, sobre um tema que continua tabu, como pôde constatar a BBC News Mundo ao procurar avós que decidiram estabelecer limites.

Sempre houve avós que se recusaram a estar o tempo todo com os netos, mas quando questionados se estariam dispostos a contar isso publicamente, a maioria recusou. O medo do que as pessoas vão dizer continua a ter um grande peso. Uma coisa é comentar sobre o tema confidencialmente e outra é contar ao mundo.

“É muito difícil para eles dizerem: ‘Bom, eu não cuido dos meus netos’, porque parece que dizer isso é como dizer que não quer contribuir com a família”, afirma José Augusto García Navarro, presidente da Sociedade Espanhola de Geriatria e Gerontologia.

Manuel Sánchez Pérez, presidente da Sociedade Espanhola de Psicogeriatria, enxerga a situação da mesma forma:

“O avô muito autônomo, que faz a vida, que viaja, que não quer começar a assumir aquela função de cuidar dos filhos, ainda é visto culturalmente como um avô, digamos, egoísta. Um avô que prioriza o próprio conforto, o próprio bem-estar e que, um pouco, deixa os filhos à margem. É uma avaliação injusta em muitos casos.”

“As pessoas que optam por esse tipo de posição estão defendendo o seu direito a uma velhice digna e saudável, e a poder usufruir do tempo extra que o não ter de trabalhar lhes proporciona, e isso é perfeitamente legítimo”, acrescenta.

Os especialistas insistem que a melhor alternativa é encontrar um meio caminho, em que as pessoas mais velhas possam desfrutar da autonomia, do seu tempo e da saúde que possuem e também possam, de forma razoável, ser um ponto de apoio para os seus filhos. Porém, em muitas situações não há esse equilíbrio.

A síndrome do avô explorado

Na Europa, um em cada quatro avós cuida dos netos e faz isso, em média, sete horas por dia, porcentagem que aumenta nos períodos de férias, segundo a Pesquisa de Saúde, Envelhecimento e Aposentadoria realizada no continente.

O conceito de família e a devoção a ela que existe nos países mediterrânicos e latino-americanos, dizem especialistas, faz com que haja um maior número de avós dedicados quase exclusivamente aos netos. Foto: Getty Images

A dificuldade de conciliar vida profissional e familiar devido à escassez de creches públicas e aos longos horários, à precariedade laboral, bem como à falta de recursos econômicos de muitas famílias e ao aumento da esperança de vida, que em 2020 era de 82,2 anos em Espanha, segundo dados oficiais, fez dos avós um fator fundamental no cuidado das crianças, chegando ao extremo em alguns casos.

“A síndrome do avô explorado é aquela obrigação moral, aquela pressão que os avós sentem para cuidar dos netos, que pode vir imposta diretamente pelos filhos ou porque enxergam que os filhos realmente precisam de ajuda, porque estão em situação de precariedade no trabalho. ou numa situação de necessidade de conciliação impossível com os empregos que ocupam”, explica García Navarro.

Essa necessidade de as famílias contarem com os avós na criação dos filhos não é algo novo, mas, segundo Sánchez Pérez, é uma situação que “embora sempre tenha ocorrido, é cada vez mais observada.”

“Constatou-se que uma percentagem significativa de idosos pode passar entre 6 ou 7 horas por dia, o que é quase um dia útil de qualquer outro trabalho, cuidando dos netos. E de fato a proporção, segundo diversos estudos realizados, de avós que fazem isso voluntariamente ou por prazer ou porque decidem, é muito pequena. Apenas 1 em cada 9 que fazem com essa intensidade faz por prazer, por decisão própria”, detalha.

“Agora há mais casos, porque há mais jovens que têm empregos mais precários e com conciliação mais difícil, embora a lei tente garantir a conciliação, na prática nem sempre isso acontece. Além disso, o seu poder de compra é menor e isso os impede de receber apoio. Acho que isso acontece claramente por esses dois motivos”, explica García Navarro.

Entretanto, Rull destaca que algo importante é que agora estamos conscientes do problema. “Nas últimas décadas nem sequer pensávamos que os avós pudessem estar sofrendo com isso. Agora vemos que existe sofrimento e é por isso que tentamos estabelecer limites.”

Isso acontece, sobretudo, nos países mediterrânicos e na América Latina. “Nesses países existe mais o sentimento de que somos todos uma família e que todos devem contribuir em qualquer idade”, afirma García Navarro.

Os efeitos na saúde

“Essa obrigação moral de cuidar dos netos muitas vezes acaba resultando em uma situação de maior estresse do ponto de vista psicológico que pode ter repercussões reais como a ansiedade. Em alguns casos pode levar à insônia e, principalmente, àquela sensação de cansaço e sobrecarga”, acrescenta.

A insônia e a fadiga intensa podem causar efeitos colaterais, como erros de direção ou falhas de memória devido ao estresse e à ansiedade. Além disso, se o idoso tiver doença cardíaca isquêmica, pode ter maior propensão a sofrer um ataque cardíaco.

“A saúde física deles está sempre deteriorada porque uma pessoa de uma certa idade sofre mais cansaço, mais dores ou doenças, que pioram. E depois a nível psicológico aparece com muita frequência a frustração, a raiva, a culpa, a tristeza , ansiedade e o estresse. Normalmente são emoções que variam entre a tristeza e a raiva”, afirma o psicólogo Rull.

“A nível psicológico seria próximo do que se conhece como síndrome de burnout, quando se fica sobrecarregado por uma tarefa com pouca gratificação”, explica Sánchez Pérez, ao mesmo tempo que insiste em ter em conta que existe uma grande diversidade de pessoas com mais de 65 anos de idade.

Como não cair nessa
A Sociedade Espanhola de Geriatria e Gerontologia (SEGG) recomenda cuidar da comunicação com os filhos para informá-los sobre quaisquer problemas que possam surgir, tendo espaço e tempo próprios, conhecendo as condições de saúde de cada um e até onde podem ir. E a SEGG ressalta que o mais importante é aprender a dizer “não” aos filhos.

“É importante que você aponte seus limites desde o primeiro momento e os deixe claros desde o início. Diga: ‘Vou poder ficar com os netos um dia por semana, que será terça-feira’, por exemplo, ou ‘todos os dias das 10 às 12, mas depois não’, porque aí sempre virão exceções e você muitas vezes terá que cobrir essas exceções, mas faça um acordo muito bom com seus filhos. Diga: ‘Sim, quero ou não quero, mas se quero são nessas condições’”, explica o presidente da SEGG.

“É importante também que você entenda que não está fazendo nada de errado ao fazer isso, mas sim está fazendo uma coisa muito boa para todos, porque quando estão sobrecarregados também cuidam mal do neto. Não há nada de negativo em estabelecer limites”, afirma.

Informe Vida Adulta Inteligente

Receba nossos informativos Vida Adulta Inteligente

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Verifique sua caixa de entrada ou a pasta de spam para confirmar sua assinatura.

Next Post
Maggie Smith, aos 88, estrela anúncio de moda de grife

Maggie Smith, aos 88, estrela anúncio de moda de grife

Informe Vida Adulta Inteligente

Receba nossos informativos Vida Adulta Inteligente

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Verifique sua caixa de entrada ou a pasta de spam para confirmar sua assinatura.

Iniciei minhas atividades como jornalista na década de 70. Trabalhei em alguns dos principais veículos nacionais, como O Estado de S. Paulo e Jornal de Brasil. Mas a maior parte da minha carreira foi construída no exterior, trabalhando para a emissora britânica BBC, em Londres, onde vivi durante mais de 16 anos. No retorno ao Brasil, criei um jornal, do qual fui editora até me voltar para a internet. O 50emais ganhou vida em agosto de 2010. Escolhi o Rio de Janeiro para viver esta terceira fase da existência.

50emais © Customizado por AttonSites | Sergio Luz

  • Anuncie no Site
  • Contato
No Result
View All Result
  • Início
  • Clube 50+
  • Saúde
  • Moda
  • Cultura
  • Intercâmbio e Turismo
  • Entrevistas
  • História de Vida
  • Comportamento
  • Vida Financeira

© 2022 50emais - Customizado por AttonSites.

google.com, pub-6507649514585438, DIRECT, f08c47fec0942fa0
google-site-verification=RdokOpUk5ttGOj7FPy4Cgxiz9sky4_-ws4YYW_Q7YcA
7861E1704C6516D7C6F094F738ACE9FE
Utilizamos cookies essenciais de acordo com a nossa Política de Privacidade e ao continuar navegando, você concorda com estas condições.

Canal de atendimento WhatsApp