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Médico: Quem quer viver para sempre não sabe como é ter 75 anos

Por Maya Santana

O oncologista Ezekiel Emanuel,

Maya Santana, 50emais

Eu concordo plenamente com a teoria do Dr. Ezekiel Emanuel, importante oncologista americano: é preferível viver bem, com saúde e ânimo, até uma certa idade do que esticar a vida, defender uma existência longa sem saúde e alegria de viver. Toda a medicina hoje trabalha no sentido de prolongar a vida, independentemente do estado da pessoa. Dr. Ezekiel propõe: “O objetivo não deveria ser aumentar a expectativa de vida. Vimos em países como o Japão que a expectativa de vida chega aos 85, e isso não os torna mais felizes. O objetivo deveria ser que todas as pessoas possam chegar aos 75, mas nos livrando de todas as enfermidades que nos atingem antes dessa idade” – diz ele.

Leia a entrevista que Dr. Ezekiel Emanuel deu ao jornal El País:

Quer viver até os 75 anos. E só. O médico Ezekiel Emanuel (Chicago, 1957) recusa a busca pela imortalidade e defende uma mudança nas prioridades do sistema de saúde: em lugar de prolongar a vida “porque sim”, propõe dedicar recursos a combater as doenças que aparecem antes dos 75. Este oncologista norte-americano é catedrático do Departamento de Ética Médica e Política Sanitária da Universidade da Pensilvânia e foi um dos arquitetos do Obamacare, a ambiciosa reforma da saúde implantada em 2010 pelo então presidente dos EUA, Barack Obama. Donald Trump, seu sucessor, agora começou a desmantelá-la.

Em pleno processo de transformação do modelo da saúde, com um novo paradigma de pacientes e o desafio de abordar – e custear – a cronicidade e o envelhecimento, Emanuel critica sem papas na língua o Governo de Donald Trump, prega uma reformulação do sistema para reduzir a desigualdade e cobra as obrigações de todos, pacientes e políticos.

Pergunta – Em um artigo, você dizia que queria viver até os 75, que era suficiente. Vivemos demais?

Resposta – Eu não quis dizer que vivemos demais. Mas é importante reconhecer que as pessoas que querem viver para sempre têm ideias completamente errôneas sobre o que significa viver quando se tem 75 anos ou mais.

P. Não vale a pena?

R. Nessa idade, a saúde física se vê completamente diminuída. As pessoas são muito mais lentas e sofrem outras doenças como o Alzheimer, que atualmente não temos nem ideia de como solucionar. Uma vida com significado se baseia em três pilares: ter trabalho, se relacionar com os outros e ter um interesse vocacional, como pintar ou fazer esporte. E tudo isto exige duas coisas: ter uma boa saúde física e uma boa mente. E sabemos que fazer um trabalho significativo a partir dos 75 é realmente muito difícil.

Sabemos que as pessoas mais velhas, em sua maioria, se acomodam a esta diminuição física e mental de saúde e já não têm grandes ideias; em vez disso, fazem planos menores, como ver televisão, montar quebra-cabeças… Convencemos a nós mesmos de que é bom ter duas décadas de vida deste tipo, mas se fizermos um exercício de consciência não é uma vida que seja plena para a maioria de nós.

P. A comunidade científica se dedica a procurar mecanismos para prolongar a vida, cronificar doença que antes eram mortais, melhorar a qualidade do envelhecimento. São equivocadas as prioridades da saúde?

R. O objetivo não deveria ser aumentar a expectativa de vida. Vimos em países como o Japão que a expectativa de vida chega aos 85, e isso não os torna mais felizes. O objetivo deveria ser que todas as pessoas possam chegar aos 75, mas nos livrando de todas as enfermidades que nos atingem antes dessa idade.

P. Em todo caso, a sociedade vai para o outro lado: quer viver mais. E o sistema sanitário enfrenta uma grande transformação: há mais doentes crônicos, mais idosos… O sistema está preparado para confrontar esta transformação?

R. O sistema sanitário terá que se adaptar e se transformar. A assistência sanitária vai se transferir para fora dos hospitais, e haverá mais atendimento domiciliar para os pacientes crônicos.

P. E em termos econômicos? No caso do câncer, por exemplo, os medicamentos são cada vez mais caros, e já há vozes que argumentam que este sistema será insustentável em médio prazo.

R. Todos os sistemas sanitários têm esse problema. Os custos dos medicamentos aumentaram e continuarão aumentando. É importante contermos essa pressão do custo dos medicamentos. Precisa haver um limite nos preços, porque, se não, eles vão continuar subindo.

Muitas coisas poderiam ser feitas mudando o modelo médico e passando o atendimento dos pacientes crônicos a um âmbito extra-hospitalar, levando esse atendimento médico aos lares dos pacientes. Desse modo, os custos podem cair e pode-se criar um espaço para respirar e para poder custear estas novidades que custam tanto.

P. Qual é a responsabilidade da indústria farmacêutica em tornar o sistema sustentável?

R. Queremos que a indústria continue desenvolvendo medicamentos, mas queremos que a indústria farmacêutica assuma sua responsabilidade quanto à sustentabilidade do sistema, e para isso é necessário um modelo de preços diferente.

P. Por exemplo?

R. É preciso apoiar uma redução dos custos, porque temos que passar a preços baseados no valor ou no custo-benefício. Atualmente há nos EUA preços excessivamente elevados para alguns medicamentos, especialmente os oncológicos.

P. Neste contexto, o código postal continua pesando mais que o código genético. Nem todo mundo tem acesso aos medicamentos de última geração, por exemplo. A equidade ainda é uma tarefa pendente?

R. É verdade. Passamos tanto tempo pensado no sistema sanitário que às vezes perdemos a saúde de vista. Realmente teríamos que conseguir um sistema ao qual todo mundo tivesse acesso, independentemente de sua renda, sua educação, sua raça… e que todo mundo pudesse chegar aos 75 anos. É muito importante acabar com as desigualdades. Entretanto, se nos centrarmos na saúde, coisas como comer bem, não fumar e fazer exercício são mais valiosas que o novo exame ou a nova ressonância.

P. Como se faz?

R. No fim das contas, tudo se reduz a estabelecer bem as prioridades para saber onde investir o dinheiro. O que a experiência nos diz é que o melhor alvo para investirmos o dinheiro são as crianças. Se as ensinarmos a comer bem, a não fumar e a fazerem exercícios, elas vão manter isso ao longo das suas vidas. Mas o problema é que as crianças não votam, e então não fazemos os investimentos que temos que fazer.

P. Quais são as tarefas pendentes das Administrações?

R. Elas devem tornar o sistema mais eficiente e terão que instaurar os incentivos e as estruturas corretas para garanti-lo, fazendo um sistema mais eficaz, no qual se reduzam os custos. Sem dúvida será difícil, e os políticos terão que tomar medidas que serão impopulares, como fechar hospitais ou alterar os pagamentos de atendimentos sanitários… Esta mudança também passa por dirigir os investimentos para as crianças. Gastamos muito pouco nas crianças.

Clique aqui para ler o artigo na íntegra.

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12 Comentários

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Rodolfo valebtim 27 de setembro de 2019 - 01:41

O que significa vida mais longa para a maioria de nós.Alguns especialista em longividade estimam 90 anos como meta.outros dizem ser possível estende-la até 120 ou mesmo 150 anos Então vem a segunda pergunta difícil,quer dizer. Que tipo de vida podemos esperar nessa idade,??Doenças, fraqueza e falta de lucidez Não quero,não, obrigado!!

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Luiz Antonio 1 de abril de 2019 - 16:44

Viver com a sabeforia do tempo é somente para aqueles que o delimitam. Parabéns ao Dr. Ezekiel pelas palavras sábias

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Mauro Bonatto 1 de abril de 2019 - 14:33

Tem que deixar está avaliação para os que tem mais de 75. É muito fácil quem é mais jovem dizer o que e bom para os idosos. Sabe nada malandro! Só em ficar numa cadeira, apreciando o mar é de uma felicidade, que quando mais jovem , as emoções não foram maiores. O trabalho, as responsabilidades e a correria te impedem de desfrutar e valorizar o belo ao teu redor. Sabe porque o diabo é diabo; porque é velho! Fui…

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Mauro 1 de abril de 2019 - 14:30

Tem que deixar está avaliação para os que tem mais de 75. É muito fácil quem é mais jovem dizer o que e bom para os idosos. Sabe nada malandro! Só em ficar numa cadeira, apreciando o mar é de uma felicidade, que quando mais jovem , as emoções não foram maiores. O trabalho, as responsabilidades e a correria te impedem de desfrutar e valorizar o belo ao teu redor. Sabe porque o diabo é diabo; porque é velho! Fui…

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Gláucia 5 de fevereiro de 2019 - 14:32

Meu pai tem 84 anos, dirige, tem uma vida social ativa! Não devmos generalizar!!! ❤️

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Alencar Freire 18 de dezembro de 2018 - 11:55

Quero ter o direito de discordar. Passei há muito dos 75 e tenho alegria imensa de viver. Quebrei meu espelho retrovisor e o que importa é sómente o presente e imaginar o que poderá acontecer. Sem me importar com a quantidade, que é apenas uma questão do calendário. Acompanhar a evolução das coisas, sentir a tecnologia avançar procurando o intangível infinito. Alguns fatos ficam somente comigo, como me deslumbrar com a sensualidade da figura feminina, sentir o afago e o toque da companheira amada. Por tudo isso vale a pena ter consciência de estar vivo. De fazer parte do universo, de poder acreditar no poder superior do Espírito.

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Vera 5 de fevereiro de 2019 - 15:07

Pense bem. Você ae enquadra na regra ou na exceção?

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Tereza Cabral 18 de dezembro de 2018 - 07:42

Concordo plenamente com o artigo. Já percebo em mim as dificuldades que veem com a idade e vejo que ñ adianta viver muito srm qualidade.

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José Mauricio Vasconcellos 17 de dezembro de 2018 - 18:47

“Esse é o meu cara” !!! Tenho plena convicção que assim deve ser. Não faz o menor sentido prolongar a vida de um ser, humano ou animal, que não tenha mais condições de se manter ativo e produtivo (não me refiro a trabalhar), de decidir por si, de se alimentar, de se banhar, … enfim, de se cuidar. Nada para mim é mais triste para um homem ou uma mulher do que passar a depender de um “cuidador de idosos”. Por mais preparada e bem intencionada que seja, esse profissional não guarda nenhuma relação afetiva com o idoso, não conhece nada de sua história. Na verdade, um profissional (que merece meu respeito, como qualquer outro), que tão logo seja “enterrada” a missão atual, passará para outra e depois outra, até que seja, ela mesma, um idoso, uma idosa.

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Nenez 10 de setembro de 2018 - 16:21

Concordo muito!!!!sempre pensei assim!!!!

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Rosane 10 de setembro de 2018 - 12:27

Adorei esse artigo…. concordo que saúde física e mental são imprescindíveis.

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Maria fleuma meneses 10 de maio de 2019 - 08:39

Bom diaaa povo de Deus acodem filhos da fé rsrs obg senhor por mais um dia que clima gostoso um frio misturado com uma briza suave em nosso rosto vontade de continuar a dormir e viver uma vida leve suave sem muitas preocupações,mais infelizmente a vida nos empurrar a viver uns tem uma vida longa outros muito curta uns se cuidam e viver com muita saúde e outros estão a beira da morte por falta de assistência médica, e verdadeiramente isso se forma uma classe de desfavorecido,por falta de médicos, infelizmente o nosso país e uma desepcão na área da saúde tá cada vez impossível a gente te uma qualidade de vida e nós estamos morrendo em nossas casas se o governo num tem um projeto de assistência apropriado que vem combater nem as menores problema de saúde se eles num tem cuidado nem das crianças a nova geral pro Futuro,existe o programa de saúde familiar PSF mais que recursos tem se nem um aparelho de medir a pressão presta,os remédios mais asecivel tem eu vou te falar o que existe é falta de compromisso com o povo sabem a falta de política para as mulheres,projetos que venha da assistência aos necessitados numa unidade mais próxima sabem a prefeitura de nossas cidades preferem fazer um investimentos que geral escândalos para os nossos olhos isso e desepciona eles estão investindo na carreira da música isso e bom ou ruim pra eles e maravilhoso está investindo no turismo,mais pra onde vai essa renda qual o objetivo, quem está enriquecendo será que o dieiro dos cofres públicos está investidos num projeto que ter assistência aos jovens a ter uma oportunidade numa carreira que levem ater um futuro artístico, sabem alguns anos atrás sabiam fazer política porque quem conhece a necessidade do povo e o próprio povo e preciso ter essa consciência hoje às farmácias popular faz uma promoção de medicamento os mais barratinhos compre 4caixas e leve uma e as drogarias page 1 e leve4 e vc nunca encontra o que era pra está nas prateleiras sabe eles criam uns projetos pra serem eleitos mais esquece de qualificaros projetos,sabem colocar no papel fazem propaganda,mais num define pra que verdadeiramente pra vai servir se e em benefício ao povo ou aos cofres públicos depois o trabalho de quem cria vai por água abaixo e os planos os do governos nem se fala vc já se deparou o problema em nossa cidade a fortuna que foi investido no aquário quem vai devolver pra quem o que está embarcado e cheio de mosquitos pernilongos, mais doenças e morte pra população ,acorda Brasil mostra a tua cara os turistas significa (renda e renda e dieiro) se eles quiserem ver obras espetaculares não sairiam de seu país nem de suas cidades pq eles já vivem no primeiro mundo,eles andam de ônibus vai conhecer aquilo que não tem nada a ver com arquitetura,ele que conhecer a natureza de perto o formato de uma cajueiro,um pé de tamarino,uma casinha de taipu ,um riacho uma serra querem fazer trilhas sentir o cheiro suave das matas subirem as montanhas conhecer Jeri pq e um sonho já fui duas vezes queria ir muitas vezes subir os morros das praias isso gera qualidade de vida só quem faz isso sabe como vc fica saudável e maravilhoso curtir esse mundo natural Deus nos deu isso gentem os projetos e planos de Deus esse são perfeitos para nós e nossos avós jeram como raízes,profunda na alma uma mistura de areias que se forma uma estrutura uma essência que elevando a Deus tem um grande valor tudo tem um agir do senhor pq se o homem tivesse a sencibilidade segundo o coração de Deus o povo hoje não saberia que significado tem a palavra doença cadê os projetos de farmácia vivas nos bairro onde o povo pobre se encontra ,gente e preciso saber quem vai pro poder o homem que molda o barro e e coloca suas mãos no pó da terra esse foi escolhido, o agricultor,e o pescador ainda num teve a esperiencia de falar de suas esperiencia e onde Deus está na vida de cada um de nós reflita hoje sobre tudo que está gerando as doenças o que está sendo colocado nos alimentos e tirando as mãos do homem do campo sabem existem mudanças num mundo que Deus não aceita que não provém de Deus amém e preciso obedecer …pai obg por todas as palavras unguidas e expiradas pelo teu espírito de fé porque nada aque será desapercebido a te me perdoa se algo eu te fiz que venha te desepcionar aos teus olhos amém.fleuma amo senhor meu salvador

Maria Fleuma Meneses
menesesfleuma@gmail.com

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