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O que fazer com quem, apesar dos horrores da pandemia, continua se aglomerando?

Por Maya Santana

A praia do Leblon está assim desde sábado, quando entrou em vigor a proibição

Eu acabo de receber o calendário de vacinação aqui no Rio e, para minha alegre surpresa, serei vacinada no próximo dia 2 de abril (ainda bem que não vai ser no dia primeiro…). Completei 70 anos na semana passada e, assim, entro nesse grupo escolhido para ser imunizado no início do mês que vem. Isso deveria me deixar mais relaxada. A perspectiva de ser vacinada. Mas como ficar mais tranquila, vendo o que vi, na noite deste domingo, 21 de março, no Leblon, bairro de classe média alta do Rio de Janeiro, portanto, com acesso pleno à informação.

Jovens e nem tão jovens, todos sem máscara, claro, próximos uns dos outros, rindo, bebendo e celebrando não se sabe o quê, alheios aos riscos de se contaminar e levar o vírus para casa. Insensíveis à dor e ao sofrimento espalhados por todo canto deste país. O Brasil está chegando aos 300 mil mortos – 294 mil, até esta manhã. Só no estado do Rio, mais de 35 mil pessoas já perderam a vida para a Covid-19 e não há perspectiva de melhora, os números só crescem. Casos de infectados aumentam continuamente muito por culpa dessa gente que, apesar de tantos pesares, continua agindo como as pessoas que você vai ver neste vídeo, em bares da Rua Dias Ferreira:

Fiz o vídeo acima, por volta das 19h30m, quando saí para ir à farmácia. Pela manhã, como faço todos os dias, saí para fazer a minha caminhada. Aproveitei para conferir se as pessoas estavam respeitando a proibição de ir à praia. Ao contrário dos bares à noite, encontrei a praia deserta. E está assim desde sábado, quando a medida entrou em vigor:

As praias vazias são um sinal de alento. Mas, na rua, a gente ainda encontra muitas pessoas sem máscara ou com ela debaixo do queixo. Esse é outro problema: nessa altura da vida ainda precisa explicar para alguém a necessidade da proteção facial? Sempre me pergunto: o que é que podemos fazer para convencer essas pessoas que viver descuidadamente tornou-se um jogo de vida e morte. Como sensibilizar esses insensatos? Você tem a resposta? Talvez só mesmo o fechamento completo da cidade, como o Prefeito Eduardo Paes planeja fazer a partir desta sexta-feira, dia 26 de março.

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1 Comentários

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Caio 22 de março de 2021 - 19:24

Embora o que é mostrado nesta matéria reflita o que acontece em praticamente toda a cidade do Rio de Janeiro e, muito provavelmente, pelo estado do Rio afora, chamou-me a atenção, muito positivamente, o “vazio” de Copacabana na tarde de hoje.

Ruas praticamente sem viva-alma, muitos poucos carros nas ruas, sobretudo na avenida Nossa Senhora de Copacabana, o que é uma raridade.

Também os bares perto da minha casa estiveram e estão vazios, apesar dos cantores e seus instrumentos que tentam, a todo custo – mas em vão-, aglomerar os cariocas e os veranistas para uma cerveja gelada, uma conversa fiada, tudo sem máscara e sem respeitar o distanciamento social.

E tudo isto já no outono carioca, tórrido…!

Estou esperançoso de que os dez dias de confinamento completo – exceto o que é essencial – que começa nesta próxima sexta, dia 26 produza o que é absolutamente necessário.

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