O silêncio mata. Não se cale. Ajude a conter a violência contra a mulher

Por Maya Santana

São muitos os casos diários de violência contra a mulher no Brasil, que ocupa um dos primeiros lugares no mundo nessa triste estatística. Foto: Internet

“O silêncio mata” e “Não se cale” foram as duas frases escolhidas pelo movimento Quem Ama Não Mata para expressar, nesse Dia Internacional pela eliminação da violência contra a mulher,  “a nossa luta contra a morte de mulheres, pois sem vida não há direitos, não há cidadania, não há nada. Apenas o vazio da morte”, diz a cofundadora do movimento, Mirian Christus, alertando para o fato de o silêncio ser o pior inimigo das vítimas.

Há poucos dias, a ONU divulgou uma espécie de mapa da violência contra a mulher no mundo, mostrando os números de um quadro aterrador. Aqui no Brasil, esse é um tema que não deveria sair das manchetes dos jornais, pois a situação, que já era alarmante, se agravou com o isolamento social imposto pela pandemia do novo coronavírus.

Só nos primeiros seis meses de 2020, o Brasil registrou 648 feminicídios, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Ocupamos um dos primeiros lugares no mundo quando o assunto é violência contra a mulher. O governo criou uma campanha para estimular as mulheres agredidas a denunciar, mas, segundo o FBSP, as medidas de proteção às vítimas continuam sendo “insuficientes”.

Cartaz divulgado pelo movimento Quem Ama Não Mata

Vamos defender nossas vidas

O movimento Quem Ama Não Mata surgiu em Belo Horizonte, na década de 1980, na esteira do assassinato da mineira Ângela Diniz (com quatro tiros) por Doca Street, da alta classe paulistana. De lá para cá, tem sido muito ativo na denúncia de assassinatos de mulheres, quase sempre pelos maridos, namorados, amantes ou ex-companheiros.

Já o Dia Internacional de luta pela eliminação da violência contra as mulheres foi criado bem mais tarde, em 1999, pela Assembleia geral da ONU, em homenagem a três dominicanas, as irmãs Mirabal (Patria, Minerva e Maria Teresa) que se opuseram à ditadura de Rafael Trujillo e foram assassinadas em 25 de novembro de 1960.

Mirian Christus acha que o movimento feminista vem se organizando e crescendo independentemente de questões de classe, raça ou partidos, exatamente para fazer frente a uma situação cada vez mais explosiva. Por isso, conclama todas as mulheres: “Vamos nos unir para defender nossas vidas, a única que temos.”

Veja uma das peças mais bonitas, feita pelos italianos, contra a violência que tem a mulher como vítima:

 


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