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Para Sempre, Carlos Drummond de Andrade

Por Maya Santana
Este poema é uma homenagem do Poeta a todas as mães

Este poema é uma homenagem do Poeta a todas as mães

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
— mistério profundo —
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

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2 Comentários

Ivete rissoni 4 de novembro de 2017 - 22:38

Sem palavras!

Responder
Ivete rissoni 4 de novembro de 2017 - 22:37

Nada a dizer. Tudo seria nada. Perfeito poema.

Responder

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