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Artista moradora do Afeganistão pede socorro ao mundo através de sua pintura

Por Maya Santana

Desde que o Talebã voltou a assumir o poder, as mulheres não podem tocar qualquer instrumento musical. Repare no detalhe da saia

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O mundo inteiro ficou e continua chocado com as cenas vistas no Afeganistão, desde a retirada, há poucas semanas, dos soldados americanos desse país da Ásia Central. Um grupo islâmico, o Talebã, com mentalidade da Idade Média, assumiu o governo. Mistura religião, com dogmas extremamente atrasados, e Estado – o poder está nas mãos de líderes das tribos que compõem o país. É um regime que,literalmente, massacra as mulheres, tolhendo absurdamente a liberdade delas, não permitindo, inclusive, que toquem qualquer instrumento musical nem que estudem.

Oferecendo flores a um integrante da milícia talebã

É nesse ambiente violento e ameaçador que vive Shamsia Hassani, artista plástica e professora da Universidade de Arte de Cabul, a capital afegane, residente lá desde 2005. De pais afeganes, ela nasceu no Irã, que faz fronteira com o Afeganistão e é outro país opressor das mulheres. Shamsia começou a se interessar pela arte ainda jovem, mas nunca teve permissão para frequentar uma escola escola onde pudesse se aprimorar.

Cena das mais sinistras: Um tanque seguindo por uma linha que passa por cima da grávida

Segundo sua biografia publicada pela Wikipédia, desde que voltou ao Afeganistão, em 2005, ela estudou arte tradicional na Universidade de Cabul. Mais tarde, foi contratada pela Universidade como professora. Ela é fundadora do coletivo de arte contemporânea Rosht. E já se tornou conhecida fora das fronteiras do país, porque expõe a sua arte na internet: Facebook e Instagram.

imagem do medo: em algum cômodo da casa, cercada por bombas

Shamsia se engajou na arte do grafiti num curso organizado em Cabul, em 2010, por Chu, um grafiteiro da Grã-Bretanha. Com base no que aprendeu com ele, começou a prática da arte urbana em muros de casas, nas ruas de Cabul. Para ela, essa forma de arte é mais acessível, porque os aerosois e outros materiais são muito mais baratos do que pincéis e tintas usados na pintura tradicional.

O coração e a alma sonhando com uma liberdade que não há

Shamsia chegou a ganhar prêmio fora do Afeganistão, com a exposição “A Magia da Arte é a Magia da Vida”. Ela afirma querer combater a opressão vivida pelas mulheres na sociedade afegã, através do seu trabalho. Sempre que sai para a rua com alguma pintura em mente, ela procura fazer sua obra o mais rapidamente possível, muitas vezes em 15 minutos.Com isso, evita ter problemas com a polícia.

Veja mais algumas de suas obras:

Em busca da liberdade: bombas e tanque militar sempre presentes

Vigiada: Todos os olhos sobre ela, onde quer que vá

Escondendo as flores: o tanque militar é uma presença constante nas pinturas

Sangue salpicado na parede: marcas da violência constante contra a mulher

Veja outros trabalhos da artista, que você vai conhecer melhor clicando no vídeo:

Veja também:

Gloria Steinem: símbolo maior da luta feminina por igualdade

Violência contra a mulher: até quando haverá tanta impunidade?

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