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Com a pandemia, expectativa de vida no Brasil, que vinha subindo, já caiu 3, 2 anos

Por Sandra Passarinho

Sandra Passarinho e a pesquisadora Ana Amélia Camarano: A morte de um idoso representa empobrecimento da família

Entre os efeitos nefastos da pandemia do novo coronavírus no Brasil está a redução da expectativa de vida da população em 3,2 anos (computado até maio), o que interrompe um longo período de crescimento: de 1950 a 1919, passamos de um tempo médio de vida do brasileiro de 40 anos para 75 anos. Com a Covid-19 a situação mudou significativamente. É o que explica Ana Amélia Camarano, estudiosa do envelhecimento da população e respeitada pesquisadora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), nessa excelente entrevista à Sandra Passarinho, para o 50emais.

Ana Camarano, com estudos na Nihon University, em Tóquio, no Japão, e na conceituada London School of Economics, afirma que os impactos mais fortes da doença, que já matou perto de 540 mil pessoas no país, foram sentidos, sobretudo, pela população idosa. Até fevereiro, segundo ela, 77% dos óbitos registrados eram de pessoas com mais de 60 anos. (Esse número está caindo, possivelmente devido à vacinação, enquanto as mortes de jovens aumentam.) A pesquisadora chama a atenção para o fato de a renda do idoso ser muito importante nas casas brasileiras. Um total de “35% das famílias tem pelo menos um idoso cuja renda equivale a 70% do ganho da casa,” diz ela, esclarecendo que, com a morte do idoso, a renda desaparece, o que significa que vai aumentar o número de famílias pobres no país.

Veja a entrevista:

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